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Caramujo africano prolifera e assusta moradores

Cidade Comentários 04 de janeiro de 2013

Introduzido no Brasil para fazer parte da culinária exótica, o molusco proliferou sem controle e é ameaça à saúde pública


Diversas famílias residentes no Jardim Goiano, proximidades do Conjunto IAPC, estão assustadas com a proliferação do caramujo africano, espécie de molusco que pode transmitir doenças, inclusive de natureza grave. O pior é que não existe uma orientação sobre como combater a praga. Na Rua Monteiro Lobato, por exemplo, esta semana, os moradores procuraram os meios de comunicação pedindo socorro para o combate à praga. Várias residências foram infestadas pro conta dos caramujos que se multiplicam em alguns terrenos baldios da região. O caramujo invade quintais, destrói jardins, hortaliças e, por seu aspecto pegajoso, causa asco às pessoa. O que muita gente não sabe, entretanto, é que, apesar da aparência inofensiva este animal pode causar danos irreparáveis à saúde.
Ele provoca doenças em humanos e em alguns animais; contamina o solo e a água; devasta plantações, hortas e jardins. Pode transmitir vermes que causam doenças neurológicas, como a meningite, embora dessa não tenha havido ainda registro no Brasil. Mas, também, pode passar aos humanos o causador da angiostrongilíase abdominal, doença fatal que ataca os intestinos (perfuração e hemorragia interna) e da qual há centenas de casos registrados no País.

Histórico
Esse molusco chegou ao Brasil, por volta de 1988, trazido do Leste-Nordeste da África como uma alternativa para se substituir o escargot na culinária. Afinal, ele pode chegar a 15 centímetros de comprimento e 200 gramas de peso. Só que, o que era para ser uma solução, virou uma dor de cabeça, pois os consumidores não apreciaram o sabor, a textura e o aspecto da carne. Os caramujos, então, continuavam a se multiplicar rapidamente e a dar gastos aos seus proprietários. Sem acasalamento, cada um bota cerca de 1.200 ovos por ano. Acasalados, o número dobra. Foi aí que os criadores começaram a se livrar, de maneira inadequada, dos bichos, soltando-os em rios, matas, terrenos baldios ou mesmo colocando-os no lixo. Embora existam predadores (alguns mamíferos e aves), isto não é suficiente. Como não existe inseticida ou método de eliminá-los em grande número sem danos para o meio ambiente, a solução agora é o controle por parte da população. A primeira medida é identificar o caramujo africano. O jeito mais seguro é observando a sua concha. Ela é de cor marrom-escura, com listras esbranquiçadas desiguais, um pouco em ziguezague.

Controle
Os caramujos, em geral, gostam de locais úmidos e sombreados, como cantos dos muros, paredes onde não bate muita luz e os lugares em que possa haver acúmulo de galhos; restos de poda, folhas, madeiras, etc. Também são locais muito propícios os restos de construção, entulhos e, em especial, os tijolos furados. Os animais devem ser catados (um a um) usando luvas ou protegidas por mais de um saco plástico; depois de reunidos podem ser incinerados ou jogados em algum recipiente com água e bastante sal (nesse último caso, dissolvem-se); morto o caramujo, as conchas não deverão restar inteiras, para evitar que juntem água da chuva, na qual o mosquito da dengue poderá depositar ovos, outra epidemia preocupante. Para evitar que os caramujos africanos presentes em propriedades vizinhas cheguem ao seu terreno, prepare uma mistura de sabão em pó e água, formando uma calda forte, e espalhe sobre o muro. Refaça esse procedimento a cada três semanas ou após cada chuva. Outra forma de prevenção é observar se as folhas e frutos estão inteiros, ou seja, se não foram comidos por caramujos. Verduras, frutas e legumes devem sempre ser mergulhados em uma mistura contendo uma colher (sopa) de água sanitária para um litro de água, durante trinta minutos. Enxágue muito bem antes de comer. Despreze, sempre, os vegetais que tiveram contato com os caramujos

Autor(a): Nilton Pereira

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