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Caracal ainda sem previsão de início de produção em Anápolis

Economia Comentários 20 de abril de 2018

Grupo responsável pelo empreendimento, estimado em US$ 100 milhões, trabalha atualmente as questões legais


Anunciada em abril do ano passado, portanto, há um ano, como um grande projeto industrial para ser instalado no Município e com previsão de iniciar a sua produção em 12 meses, a multinacional Caracal, com matriz em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, ainda não tem prazo para começar a execução das obras de uma unidade no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA). A informação é do dirigente da Caracal do Brasil, o empresário Paulo Humberto Barbosa e do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Leandro Ribeiro.
O empreendimento planeja investir US$ 100 milhões na construção e instalação de uma unidade no Daia. O grupo, que atua na produção de armas, conforme anúncio feito à época de instalação do projeto prevê a geração de 600 empregos diretos e de outros 600 indiretos. Ele atua também nos Estados Unidos, na Alemanha e na África. O objetivo da Caracal do Brasil é atender a demanda por armamentos no mercado da América Latina. Durante o anúncio de instalação do empreendimento, o prefeito Roberto Naves e o então secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Vander Lúcio Barbosa, colocaram a estrutura do Município à disposição da empresa.
Paulo Humberto Barbosa explicou que por motivos internos da empresa, o também empresário Augusto Delgado Júnior deixou de integrar o grupo de sócios brasileiros que havia sido formado quando foi feito o anúncio do empreendimento, criando-se a partir de então uma nova empresa, com a denominação de Caracal do Brasil. “Com isso, o projeto foi reformulado e já estamos trabalhando a sua parte legal no Ministério da Defesa, considerando que se trata de um projeto de indústria de armamento”, acrescentou Paulo Humberto.
Ele afirmou que este procedimento é muito burocrático e que por essa razão não pode estimar para quando o projeto começa a ser executado. “Todos nós sabemos como é muito demorado qualquer procedimento burocrático no Brasil”, lembrou o empresário, observando, no entanto, que as obras de construção da unidade só poderão ser iniciadas depois de concluídas todas as questões legais. Paulo Humberto ressalvou, porém, que a Caracal do Brasil não vai dar início as obras antes de receber autorização do Ministério da Defesa para começar a produzir armas.

Sigilo
O empresário não quis fornecer informações mais detalhadas sobre essa etapa do projeto de produção de armas, justificando que elas são sigilosas por exigência do Ministério da Defesa. “Incluindo o maquinário, a planta desse projeto é de um investimento de R$ 100 milhões de dólares”, disse Paulo Humberto, ao afirmar que por se tratar de um mercado “muito delicado, todas as informações são mantidas a quatro chaves”. Sobre a possibilidade de uso de incentivos fiscais do governo estadual para a execução do projeto, o empresário afirmou que a Caracal do Brasil não tem interesse e nem irá pleiteá-los.
De sua parte, o secretário Leandro Ribeiro informou que esta nova empresa já se encontra registrada na Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) e que hoje a Caracal do Brasil tem processo protocolado para a concessão de licença para, inicialmente, importar equipamentos ao mesmo em que está providenciado a coleta de documentos necessários para a instalação de uma fábrica de armamentos no Brasil.
Em nota encaminhada ao Jornal CONTEXTO, o secretário lembrou que a Caracal manifestou interesse em vir para o Estado ainda em 2016, após uma missão de empresários goianos e do governo estadual nos Emirados Árabes e que em 2017, foi feito um memorando entre a empresa e o Estado, visando a instalação de uma unidade em Anápolis.
Leandro Ribeiro, na mesma nota, reconhece também que o processo burocrático do Ministério da Defesa é demorado e afirma que o tempo gasto pela Caracal do Brasil nesta fase tem sido maior do que o previsto inicialmente. “Mas, segundo o senhor Paulo Humberto Barbosa, tanto a Caracal Internacional quanto a Caracal do Brasil mantêm o interesse de se estabelecer no Estado de Goiás”, acrescenta a nota.
A nota do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico é finalizada com a informação de que o Governo de Goiás aguarda também novas informações dos processos da Caracal do Brasil e da Caracal Internacional “para identificar onde pode atuar no processo” e que continua esperando “o estabelecimento da empresa e a geração de mais empregos para os trabalhadores goianos”.

Autor(a): Ferreira Cunha

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