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Captação de órgão é feita com sucesso

Saúde Comentários 26 de fevereiro de 2016

Equipe da Central de Transplante de Goiás realizou procedimento com a eficiência que requer o salvamento de vidas


Na noite da última terça-feira, 23, médicos do Hospital de Urgências de Anápolis “Dr. Henrique Santillo” constataram a morte encefálica de uma mulher jovem, saudável e que havia sido vítima de acidente automobilístico. Eles, então, acionaram a Central de Transplantes de Goiás que se deslocou até o HUANA para realizar a captação dos órgãos. À frente, técnicos altamente capacitados fizeram a abordagem à família, que autorizou a doação de dois rins é das córneas.
Segundo explicou o médico Jean Frederico de Araújo, que faz parte da equipe da Central de Transplantes de Goiás, trata-se de um feito inédito já que, até então, quando havia a constatação de uma morte encefálica, via de regra, o paciente era levado em ambulância para o Hospital de Urgências de Goiânia e, lá, depois da retirada do órgão doado, cabia à família arcar com o traslado de volta do corpo para o seu local de origem, quando fora da Capital. O que acaba sendo um inconveniente para a família do doador, já bastante fragilizada num momento de perda.
Agora, a equipe de médicos cirurgiões é que se desloca para onde está o doador, em qualquer ponto de Goiás. A experiência bem sucedida ocorrida no Hospital de Urgências de Anápolis, conforme o médico Jean Frederico, abre uma nova perspectiva para reduzir as filas das pessoas que aguardam órgãos para transplantes, sobretudo, de rins. “Este trabalho da Central de Transplantes de Goiás, coordenada pelo Dr. Luciano Leão é um divisor importante na doação de órgãos no Estado”, comemorou o médico Jean Frederico, com o colega, Dr. Djalma Antônio da Silva, também da equipe que atuou neste feito considerado histórico em Anápolis.
Como funciona
O cirurgião Jean Frederico explicou que a doação de órgãos é precedida de uma série de protocolos para a definição da morte encefálica da pessoa, sendo que o diagnóstico é feito mediante testes clínicos e também com o uso de equipamentos modernos de radioimagem. Em Anápolis, conforme observa, especificamente no HUANA, há um grande número de pacientes traumatizados, com agravantes neurológicos e hemorrágicos que evoluem para a morte encefálica, sendo que os pacientes são, dessa forma, potenciais doadores de órgãos.
O profissional ressalta que cada órgão tem um tempo de sobrevida e, por esta razão, para a retirada de cada órgão, é necessário um acompanhamento especializado. O coração, por exemplo, tem um tempo menor de sobrevida - cerca de três horas. Neste caso, a equipe vem de Brasília, da Central Nacional. Os especialistas chegam à unidade e, já mediante o consentimento da família, fazem a retirada do órgão, a sua avaliação e o encaminhamento para o receptor. Se o doador for múltiplo, ou seja, de mais de um órgão, as equipes ficam a postos para realizarem o procedimento cirúrgico, tudo de forma bastante coordenada e precisa, já que do outro lado, há uma pessoa dependendo do órgão doado para reacender a chama da esperança, a esperança da vida.
Os rins captados em Anápolis foram transplantados em dois pacientes compatíveis, de uma lista de 20. De acordo com a Central de Transplantes, cerca de 250 pessoas estão à espera de um transplante renal em Goiás.
“Agradecemos à família doadora, aos profissionais do HUANA que fizeram o sistema de transplantes ativo, com a participação importante de Anápolis, cidade que tem todas as condições de contribuir muito com a doação de órgãos em Goiás”, destacou o médico Luciano Leão, coordenador da Central, através do site da instituição.
Campanha
No próximo dia 17, das 09 às 11 horas, a Central de Transplantes de Goiás fará uma campanha para conscientizar a população sobre a doação de órgãos, tendo o lema: #1salva8, fazendo referência ao fato de que um doador pode salvar até oito vidas. Na oportunidade, adiantou o médico Jean Frederico, serão distribuídos panfletos com esclarecimento sobre doação, morte encefálica e outros temas que abrangem esta situação. O ato será aberto às pessoas que desejarem participar. “A família é a grande responsável pela esperança de outras pessoas que necessitam de órgãos para viverem. A doação é um ato de nobreza, num momento de tristeza, mas que contribui para a vida”, finalizou o cirurgião.

Autor(a): Claudius Brito

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