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CAOA/HYUNDAI: Fantasma das demissões volta a gerar protesto

Geral Comentários 10 de maro de 2016

Sindicato da categoria diz que vem trabalhando para que não haja uma demissão em massa na montadora


Na madrugada desta quinta-feira,10, centenas de trabalhadores da montadora de veículos CAOA/Hyundai, localizada no Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA), fizeram uma passeata para, mais uma vez, chamar a atenção da opinião pública em relação à demissão de trabalhadores. Logo depois, eles se reuniram na porta da fábrica e deram voz ao protesto. O fato foi quase uma repetição do que aconteceu no dia 25 de janeiro último, quando o Sindicato dos Metalúrgicos de Anápolis (SindMetana), mobilizou a categoria para alertar sobre a demissão de 35 trabalhadores da fábrica. Agora, outros 40- segundo informou a entidade- foram mandados embora.
De acordo com o presidente do SindMetana, Reginaldo Faria, há um temor de que o número de demissões na montadora chegue a 250. O sindicalista afirmou, em entrevista à Rádio Manchester, que o sindicato quer se sentar à mesa com a empresa, mas é preciso que a mesma sinalize a suspensão das demissões.
Reginaldo Faria salientou que existe a proposta de fazer valer o Programa de Proteção ao Emprego, do Governo Federal, mas é necessário que haja uma negociação em torno dessa questão. Ao site G1, a montadora informou que tem se reunido periodicamente com o sindicato para tratar de diversos assuntos e que as partes "estão debatendo alternativas para readequar o volume de produção e o excedente de mão de obra da unidade diante do cenário de retração nas vendas de veículos no mercado interno".
O SindMetana não descarta a possibilidade de outras paralisações e protestos, até que uma solução efetiva seja adotada em prol dos trabalhadores daquela unidade fabril.
O Programa de Proteção ao Emprego está em vigor desde julho do ano passado, regulamentado pela Medida Provisória nº 680. O PPE possibilita que a empresa, após formalizar a adesão, possa reduzir a jornada de trabalho em até 30 %, com redução proporcional do salário do trabalhador na mesma porcentagem. A empresa que funciona de segunda a sábado, por exemplo, poderia funcionar apenas de segunda a quinta, ou qualquer outra redução de jornada no limite de até 30%. Devendo os salários dos empregados serem reduzidos na mesma proporção da jornada de trabalho. O governo banca 50% da redução salarial, por meio de recursos advindos do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT, estando tal pagamento limitado ao teto de R$ 900,84. As contribuições de FGTS e INSS serão reduzidas na proporção do salário, considerando, também o valor pago pelo governo. A redução pode durar até 6 meses, podendo a mesma ser prorrogada, mas tendo como limite o período de 12 meses. Durante o período de vigência do programa e após mais um terço desse período, não podem haver demissões sem justa causa na empresa que aderiu ao programa.
A adesão é celebrada por meio de acordo coletivo específico com o sindicato da categoria. Para a adesão, é necessário que a empresa comprove dificuldades econômico-financeiras perante o Comitê Interministerial do PPE. Uma vez realizada a adesão, os empregados são obrigados a acatar a redução na jornada de trabalho e nos seus vencimentos.

Exemplo
Na prática, um trabalhador que recebia R$ 5.000,00, no caso de ter a jornada reduzida, passaria a perceber, com 30% de redução, o valor de R$ 3.500,00. Mas, como o governo banca 50% da redução (no caso, R$ 750,00), o valor a ser recebido passaria, então, a ser de R$ 4.250,00.

Autor(a): Da Redação

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