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Candidatos debatem propostas para a saúde

Política Comentários 28 de setembro de 2012

Evento promovido pelo Conselho Municipal da Saúde reuniu quatro dos cinco postulantes que, por cerca de quatro horas, apresentaram ideias e propostas


O debate realizado pelo Conselho Municipal da Saúde (CMS), na última quinta-feira, 27, colocou lado a lado quatro dos cinco concorrentes à Prefeitura de Anápolis, para discutirem questões específicas relacionadas à área que, unanimemente, é considerada como prioritária por todos os candidatos. Aliás, divergências partidárias e ideológicas à parte, as propostas apresentadas por Antônio Gomide (PT); Wilson de Oliveira (DEM), José de Lima (PDT) e Elismar Veiga não divergiram muito. Ausente, o candidato Gérson Fallacci (PHS) encaminhou uma mensagem alegando que não pôde comparecer em virtude de outros compromissos já assumidos.
O debate foi dividido em três blocos: no primeiro, os candidatos tiveram 15 minutos livres para abordarem o tema e colocarem as suas propostas. No segundo bloco, cada candidato, por meio de sorteio, respondeu a duas perguntas elaboradas pelo CMS. E, no terceiro e último bloco foram sorteadas perguntas elaboradas pela plateia presente no Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, onde aconteceu o debate.
O candidato Elismar Veiga (PPS), em sua exposição, disse que a cidade teve “avanços tímidos” na área da saúde nos últimos anos e disse que, se eleito, fará um “choque de gestão” para melhorar o atendimento prestado à população. Ele defendeu a ampliação do programa Estratégia de Saúde da Família, a construção de um novo Hospital Municipal com UTI e Centro Cirúrgico, a construção do Hospital Materno Infantil, a realização de concurso público para a contratação de mais médicos, sistema informatizado de marcação de consultas e a consolidação do Fundo Municipal Anti-Drogas para ter recursos específicos para serem aplicados em tratamento para drogativos.
O candidato José de Lima (PDT), na sua fala, teceu críticas veladas ao modelo da saúde adotado pela atual administração. Ele também defendeu a construção de um novo hospital municipal e de uma unidade específica para tratamento de dependentes químicos. Além, ainda, da criação de um banco de dados municipal com informações sobre os pacientes da rede, atendimento integral - 24 horas - nos postos de saúde, a implantação de uma farmácia com estoque de medicamentos de alto custo, a implantação da Ouvidoria da Saúde, plano de carreira para o setor e mais transparência na apresentação dos gastos realizados na área da saúde.
Outros candidatos
Wilson de Oliveira, do Democratas, começou a sua exposição fazendo um diagnóstico da saúde no mundo, afirmando que, predominantemente, “a situação é caótica”. Para sanar os problemas, no Município, ele apontou que o caminho será sentar todas as partes interessadas, ou seja, “o governante, o povo e os profissionais devem se reunir para buscar as melhores soluções”, enfatizou. Uma de suas propostas seria dividir a Cidade em cinco regiões e, em cada uma delas, haver um Hospital Municipal. Além disso, defendeu, também, a melhoria no atendimento à população nas unidades básicas de saúde e a realização de programas especiais, como o de educação alimentar nas escolas.
Candidato à reeleição, Antônio Gomide (PT) ressaltou que o setor da saúde teve muitos avanços nestes três anos e nove meses de sua administração e que o setor “estava estagnado nos últimos 35 anos”, lembrando que o Hospital Municipal, o último a ser construído na Cidade, está com 45 anos. Ele destacou a construção do Cais Mulher e propôs a construção do Hospital Materno Infantil. E, ainda, a ampliação do programa Estratégia de Saúde da Família, para atender a 80% da população; a construção de mais uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na região Leste, além da existente no setor Sul; a ampliação do programa de atenção em saúde bucal, com a implantação de mais um Centro de Especialidades odontológicas. O ponto principal de sua fala, entretanto, foi quando questionou o modelo atual da saúde no País, em que as competências para a aplicação de recursos nos níveis municipal, estadual e federal, não estão definidas de forma clara.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Marcelo Rodrigues Silveira, considerou positivo o debate com os prefeituriáveis. Segundo ele, do encontro, será elaborado um relatório, que deverá ser assinadas pelos candidatos, firmando compromisso público com as propostas que foram apresentadas no debate.

Autor(a): Claudius Brito

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