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Candidatos anapolinos têm baixa aceitação do eleitor

Política Comentários 11 de outubro de 2014

Leitores e candidatos no pleito de 05 de outubro último, avaliam os motivos que levaram, mais uma vez, o Município a fracassar na luta por maior espaço político no Legislativo Estadual


De novo, a história se repete: a baixa representatividade de Anápolis na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, mais se parece um fantasma a atormentar a classe política e a sociedade em geral. Na eleição do último domingo,05, o resultado das urnas revelaram que Anápolis terá, na próxima legislatura, apenas um representante, o Deputado Estadual reeleito, Carlos Antônio (SD).
Para muitos eleitores, é um fato irrelevante, pois é mais importante a qualidade, do que a quantidade. Mas, em política, quanto maior a força, mais benefícios se pode conquistar com a sua ação.
Ex-candidato a uma vaga na Assembleia pelo PRB, Gérson Fallacci disse ao CONTEXTO que esse resultado pode ter tido como consequência o grande número de candidatos do Município na disputa. Além disso, enfatizou: “Anápolis, como das outras vezes, também, recebeu um assédio muito grande de candidatos de fora. Isso fez com que diminuísse a nossa representatividade”. Na sua avaliação, essa é uma questão que precisa ser refletida pelos eleitores e repensada pelos partidos e candidatos.
Experiente em eleições, Onaide Santillo (PSDB), observou que, se os números forem analisados friamente, Anápolis não teria elegido nenhum parlamentar, já que a eleição de Carlos Antônio só foi possível com os cerca de 10 mil votos que ele obteve de eleitores de outros municípios. “Aqui, não houve nenhum candidato que tivesse sido eleito com os votos somente de Anápolis”, analisou. Onaide ainda lembrou que Anápolis tem aproximadamente 240 mil eleitores. E que, se 200 mil votassem, “poderíamos ter pelo menos quatro candidatos eleitos com os votos locais”.
Para o, também ex-candidato Elismar Veiga (PHS), o que aconteceu em Anápolis ocorreu também em cidades como Aparecida de Goiânia. Na sua avaliação, pelas suas características, algumas cidades estão se tornando “globalizadas”. E, cada vez mais- acredita- “o bairrismo vai perdendo força”. Para ele, é fato que a entrada de muitos candidatos de fora prejudica os candidatos do Município, principalmente, em razão de alguns deles contaram com uma “estrutura financeira volumosa”. Para Elismar Veiga, falta um projeto de valorização da política local. “Talvez numa próxima eleição a gente consiga isso”, sintetizou.
Para o ex-candidato Pastor Washington Luiz (PSC), há muitos aspectos a serem analisados nesta questão, sendo um deles a quantidade de candidatos lançados pelas legendas partidárias e, o outro, os candidatos de fora que levam uma quantidade muito grande de votos dos anapolinos. Ele, inclusive, observou que muitos vereadores da Cidade, trabalharam por candidaturas de fora.
Pedro Canedo (PP) resumiu o sentimento coletivo de candidatos de Anápolis que não foram eleitos para a Assembleia e elencou motivos que levaram a este quadro político: “A primeira razão é o excesso de candidatos. E segundo, o excesso de candidatos da própria cidade”. Ele pontuou como razão também “o apoio dado ao excessivo número de candidatos de fora de Anápolis, que vem aqui e compram cabos eleitorais. E próprios candidatos da cidade que se dobram com candidatos de fora”.
“Esses cabos eleitorais prestam um desserviço à cidade em que eles vivem O eleitor não tem conhecimento de que quando ele está atendendo um pedido de um cabo eleitoral da cidade para votar em um candidato de fora da cidade, na maioria das vezes ele está ajudando este cabo eleitoral a ganhar dinheiro”, exclamou.

Autor(a): Vander Lúcio Barbosa

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