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Caminhar virou hábito entre os anapolinos

Comportamento Comentários 07 de agosto de 2009

Professor de educação física dá dicas de como tornar esse hábito mais produtivo e seguro. E ensina os cuidados que devem ser tomados com as crianças e idosos


Fazer caminhadas virou um hábito do mundo contemporâneo. Em Anápolis, no cair da tarde, os parques da cidade e outros locais, como o entorno do Colégio São Francisco, ficam repletos daqueles que descobriram esse jeito barato e agradável de cuidar da saúde. Entretanto, embora caminhar pareça uma atividade simples, é preciso tomar alguns cuidados. Como, por exemplo, usar roupas e calçados adequados.
Antes de dar início a todo e qualquer tipo de atividade física é recomendável procurar um médico. Só ele poderá dizer que tipos de exercícios se encaixam melhor ao perfil do paciente e qual a carga de esforço que poderá ser empregada, sem riscos, durante as atividades. Segundo o professor de educação física Pablo Raidan, a pessoa precisa estar apta a praticar atividades físicas antes de dar início a elas. E para verificar isso, o ideal é fazer uma pequena bateria de exames, principalmente cardíacos, como eletrocardiograma.
Pablo ensina que, no caso da caminhada, praticada em lugares abertos, é importante evitar horários de sol muito forte, dando preferência para o começo da manhã e o fim da tarde, quando a incidência de raios solares (ultravioleta) é menor. Outra medida importante é beber bastante líquido antes, durante e depois de realizar a caminhada ou qualquer outro tipo de exercício físico. Outra recomendação é o uso de roupas leves como shorts e camisetas, de tecidos frescos e que permitam a transpiração da pele. Além disso, calçar de tênis adequados, também é importante. Segundo o professor, o ideal durante as atividades físicas regulares é o uso de tênis específicos para o tipo de atividade a ser exercida.
Para aqueles que estão iniciando a prática, Pablo orienta que as caminhadas sejam feitas de dois a quatro dias por semana, por, no máximo, 30 minutos. “No início aumente o tempo sem aumentar o ritmo (velocidade). Também, é preciso sempre estar atento à respiração. O ideal é aumentar o tempo de caminhada a cada duas semanas até atingir uma hora de exercícios”, ensina. Assim como o tempo, a velocidade da caminhada e a quantidade de vezes na semana devem ser aumentadas gradativamente, até que o caminhante esteja se exercitando durante uma hora, cinco dias por semana. A velocidade ideal é aquela em que a pessoa não consegue conversar durante a atividade. A partir daí, se o praticante quiser aprimorar-se ainda mais, as caminhadas podem se intercaladas com momentos de corrida.
Para os caminhantes da terceira idade o professor explica que é preciso procurar locais planos, sem subidas ou descidas e que tenham um piso regular. Outra orientação de grande importância é dar preferência para a calçada e nunca andar na rua. “Caminhar perto de ruas e avenidas muito movimentadas também não é muito recomendado”, afirma.
As crianças podem caminhar com seus pais, dependendo do ritmo que estiver sendo empregado. Pablo recomenda que os pequenos acompanhem os pais de bicicleta ou patins, o que diminui o esforço deles para alcançarem a mesma velocidade do adulto. Porém, não é recomendado que o tempo de exercício exceda os 30 minutos. As mesmas regras do uso de roupas leves, calçados adequados, uso de filtro solar e ingestão abundante de líquido, também valem para crianças. “Além de o filtro solar, é ideal que a criança use um boné para a proteção contra o sol”, recomenda.

Os diversos benefícios da caminhada:
Emagrece. A caminhada aliada a uma boa alimentação pode ajudar a emagrecer, já que é um exercício aeróbio. Queima calorias e, conseqüentemente, ajuda no controle do peso.
Auxilia no controle do colesterol e do diabetes. A caminhada propicia um melhor condicionamento cardiovascular e pode ajudar a reduzir as taxas de colesterol ruim (LDL e o VLDL). Além disso, pode reduzir os níveis de glicose e melhorar a ação da insulina no corpo.
Melhora o humor. Deixa a pessoa mais vigorosa e ativa, pois garante a oxigenação do cérebro e, se feita com freqüência, libera a endorfina, que também é chamado de hormônio do bem estar, promovendo uma sensação de prazer, disposição e uma maior animação para a vida.
Deixa os ossos mais fortes. As atividades físicas tornam os ossos mais fortes, especialmente a caminhada, já que o grande trabalho se dá nos membros inferiores que sustentam todo o peso do corpo.
Fortalece os músculos. Fortalece principalmente os músculos dos membros inferiores e isso pode contribuir, inclusive, a ter uma postura melhor, corrigindo aqueles vícios de má postura e sendo vital para quem sente dores na coluna. É importante ficar atento para a forma correta de se caminhar.
Melhora a respiração. A caminhada contribui para estimular os pulmões e isso, juntamente com outros benefícios, melhora o condicionamento físico e conseqüentemente, melhora a respiração, já que oxigena as células do corpo.
Aumenta a circulação do sangue. Isso contribui para o controle da hipertensão arterial e também para diminuição do risco de varizes.
Melhora a imunidade do corpo. Exercícios feitos regularmente influenciam na imunidade do organismo.
Ajuda a dormir melhor. A caminhada, assim como a maioria das atividades físicas, pode contribuir para uma boa noite de sono, inclusive para aquelas pessoas que possuem problemas de insônia.
Diverte. Depois que a caminhada torna-se um hábito, você se diverte praticando-a, além de poder fazer novas amizades “de caminhada” e faz as pessoas se sentirem mais relaxadas e mais animadas para as outras tarefas da sua vida.

Animais de estimação também caminham

Muitas pessoas levam seus cães para acompanhá-las durante as caminhadas. Os animais de estimação, assim como o ser humano, também precisam praticar atividades físicas e, claro, necessitam de cuidados antes, durante e depois dessas atividades. Segundo a médica veterinária Glauciane de Melo Ferreira, gerente do Centro de Controle de Zoonoses, o animal, para ser levado para caminhadas, deve estar saudável e se apresentando bem disposto. E, ao chegar em casa, é preciso oferecer água à vontade e uma boa escovada no pelo, para retirada de possíveis parasitas, não se esquecendo da ração.
Animais doentes ou que se recuperam de alguma doença não devem ser levados. Para animais com doenças crônicas como cardiopatias e obesidade, é necessário que se observe e respeite o limite individual, devendo ser consultado um médico veterinário. Glauciane orienta que o cão deve estar com o seu esquema vacinal completo e atualizado, pois “existem algumas doenças que são transmitidas através do contato com excrementos (fezes e urina), não sendo necessário contato direto com outros animais para contaminação”. Ectoparasitas como pulgas e carrapatos, também, podem ser adquiridos durante a caminhada, visto que estes se reproduzem no ambiente e podem aderir ao pêlo do animal que passa pelo local.
“O dono ainda deve estar bem atento, para evitar acidentes com pessoas, veículos ou com outros bichos, lembrando que o amor por animais pode não ser compartilhado por todos”, explica a médica veterinária. Não existe nenhuma legislação que proíba o passeio com animais domésticos pelas ruas do município de Anápolis. Mas ela determina que estes não devem ficar soltos e sozinhos. Os animais para saírem de casa devem estar com corrente e coleira. Se forem animais de grande porte, também, devem estar com focinheira, e sendo conduzidos por pessoas que tenham controle sobre eles - o que preserva a segurança de outros animais e pessoas, que estejam circulando pelo local. “A lei de posse responsável homologada em dezembro de 2008, determina ainda que é de responsabilidade dos proprietários os dejetos deixados pelos animais”, lembra. “Devendo então, estes dejetos ser recolhidos pelos donos e depositados no lixo”. Outra importante recomendação é deixar o animal sempre próximo ao dono e nunca soltá-lo para que ande sozinho.

Autor(a): Carolina Umbelino

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