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Caminhada conclama sociedade local a rever valores e ações

Cidadania Comentários 02 de junho de 2017

Ato público faz parte da Campanha “Eu sou do Bem, Eu sou de Deus” e vai ter terminar com um evento inter-religioso


Como podemos mudar o mundo? Esta pergunta é cada vez mais recorrente na cabeça das pessoas, diante a violência que invadiu o cotidiano da sociedade, tirando a paz, o sossego e, pior, tirando do convívio amigos, parentes, colegas de trabalho, do colégio e da faculdade, enfim, gente de nosso círculo, vítimas de ocorrências fatais que as transformam, muitas vezes, em números nas estatísticas da criminalidade. Não menos grave, o aliciamento das nossas crianças e adolescentes para as drogas e o seu submundo perverso é também quase que uma sentença de morte.
Diante de tudo isso, persiste a pergunta: Podemos mudar o mundo? A resposta é sim, para quem acredita que o bem pode (e deve) suplantar o mal. E, como fazer esta mudança? A partir de nós mesmos, sendo honestos, praticando o bem, trabalhando pela paz e a harmonia na comunidade e dentro dos nossos próprios lares.
Esta mudança de comportamento é o mote principal da Campanha “Eu sou do Bem, Eu sou de Deus”, que acontecerá em Anápolis no próximo dia 08. A concentração para o evento será às 18 horas, no Parque Ipiranga, com saída prevista para às 18h30 e, após percorrer algumas ruas, haverá o retorno para o ponto inicial, onde haverá um momento inter-religioso, com a presença de lideranças católicas, pentecostais, espíritas, muçulmanas, bahai´s, dentre outras.
Muita gente se lembra da passagem da Tocha Olímpica por Anápolis, símbolo maior dos jogos mundiais que carregava em si a mensagem da paz e a união dos povos por meio do esporte. Sem a mesma pompa e circunstância, a campanha “Eu sou do Bem, Eu sou de Deus” também terá o seu próprio símbolo: uma singela lamparina.
A escolha não foi por acaso, sua inspiração veio da lamparina de Diógenes, da Grécia antiga. Diógenes foi exilado de sua cidade natal e se mudou para Atenas, onde teria se tornado um discípulo de Antístenes, pupilo de Sócrates. Ele andava carregando uma lamparina durante o dia, alegando estar procurando por um homem honesto. Por acreditar que a virtude era melhor revelada na ação e não na teoria, sua vida constituiu-se numa campanha incansável para desbancar as instituições e valores que ele via como uma sociedade corrupta. Uma simbologia, portanto, de leitura muito atual.
A ideia é que após a caminhada, a lamparina percorra escolas, igrejas, clubes de serviço e para outros locais e até mesmo para outras cidades e estados. A trajetória vai depender da vontade em fazer com que a chama do bem se propague, mostrando que há, sim, luz na escuridão.

Autor(a): Claudius Brito

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