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Câmara aprova ajuda para Maternidade

Saúde Comentários 16 de setembro de 2011

Discussão do projeto trouxe à tona problemas enfrentados pelos hospitais da rede filantrópicas da cidade


A Câmara Municipal aprovou o projeto encaminhado pelo Prefeito Antônio Gomide, solicitando autorização legislativa para a doação de R$ 200 mil para a Maternidade “Dr. Adalberto Pereira da Silva”. O repasse será feito em quatro parcelas mensais de R$ 50 mil.
A iniciativa do Executivo foi aprovada por unanimidade, no entanto, abriu novamente a discussão sobre a questão do atendimento à saúde na rede filantrópica. Ainda este ano, a Prefeitura fez um repasse de R$ Um milhão para a Santa Casa de Misericórdia, em parcelas mensais de R$ 100 mil.
As vereadoras Miriam Garcia (PSDB) e Gina Tronconi (PPS), defenderam, durante a discussão do projeto de doação de recursos para a maternidade, que o benefício seja, também, extensivo ao Hospital Espírita Psiquiátrico, que corre o risco de ser fechado. Para o vereador Mauro Severiano, o problema maior não é o dinheiro, mas a qualidade do serviço que é prestado à comunidade.
A vereadora Gina Tronconi que é médica e presta serviço na Maternidade reconheceu a gravidade dos problemas enfrentados por aquela instituição, porém, destacou que recentemente, a mesma voltou a ganhar a certificação de “Hospital Amigo da Criança”, que é dada através de auditoria do Ministério da Saúde. “Isso comprova que há condição de atender bem às mães e aos bebês”, enfatizou, acrescentando que o recurso doado pela Prefeitura será muito bem vindo, mas não é o suficiente para sanar os problemas.
O líder do Prefeito, vereador Sírio Miguel (PSB) fez colocações mais duras, acusando os antigos gestores de corrupção e que a Maternidade somente está funcionando, hoje, graças a uma intervenção do Ministério PúblicoCuradoria de Saúde, através do promotor Marcelo Henrique dos Santos e do médico Ernei de Pina que foi nomeado interventor.
A vereadora Miriam Garcia observou que o problema do Hospital Espírita é diferente, ou seja, não está ligado à gestão de recursos, mas à falta deles já que há uma grande demanda e os procedimentos pagos dentro da tabela do SUS não geram caixa suficiente para a manutenção do complexo, que há quase seis décadas atende a portadores de deficiência mental, contando com a ajuda de voluntários.

Autor(a): Claudius Brito

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