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Cães ferozes amedrontam a população

Cidade Comentários 28 de maro de 2015

Apesar de Legislação Municipal exigir uso da focinheira e coleira, é comum ver os animais passeando, muitas das vezes, livremente por parques e ruas da Cidade.


Na edição do dia 10 a 16 de outubro de 2014 o Contexto noticiou que frequentadores de parques reclamavam da presença de cães sem focinheira ou coleira, equipamentos que impedem ataques desses animais. De lá para cá, cinco meses se passaram e as queixas continuam. A Lei Municipal Nº 256/99, de 17 de maio de 1999, que regulamenta a questão, ‘determina a obrigatoriedade do uso de açaimo em cães e dá outras providências’.
Janaina Maria Miguel Passig é mãe da pequena Laís Miguel Passig, de dois anos. No sábado (21/03) ela passeava com sua família no Parque Ipiranga. Era um dia de aparente tranquilidade, em que se comemorava no local o Dia Internacional da Síndrome de Down. Mas, o passeio quase virou um pesadelo. Eram 17h45. “Como eu vi o pit bull na pista, sem focinheira, segurei mais firme na mão da Laís e a coloquei mais próximo a mim”, inicia o relato. “Quando o cachorro passou por nós, não latiu nem rosnou. Ele, simplesmente, avançou na Laís”, diz, ainda a mãe traumatizada com o ocorrido.
A mordida só não ocorreu pelo fato de o dono ter segurado o cão e ela se afastado. “Ele deu bronca no cachorro, falou que ele não podia fazer aquilo. Mas, não adianta bronca”, reclama. Janaína disse que ligou para a Polícia Militar, que afirmou não poder fazer nada neste tipo de caso, uma vez que não houve agressão por parte do animal. “Eu perguntei para o policial: então, tem que esperar alguém ser mordido? Porque quando alguém é mordido - já aconteceu isso na minha família -, aí vira caso de polícia”, esbraveja.
A mulher afirma que é comum verem-se cães de grande porte sem proteção alguma. “O guarda do Parque falou que ‘não tem jeito’, que eles argumentam com os donos e que estes continuam trazendo os cachorros sem focinheira”, relata. Mas o que teria ocorrido com Laís caso o dono não tivesse conseguido segurar o cachorro? “Enquanto mãe, eu não gosto nem de imaginar. Porque ele estava na altura da minha filha. Uma mordida de um cachorro daquele tem uma proporção imensurável. Eu não gosto nem de pensar”, responde Janaina.
Ela conta ainda que a filha guarda um trauma, comprovado em passeio no parque posteriormente ao fato. “Hoje (dia da entrevista), quando nós descemos próximo ao parque, ela falou: ‘mamãe, não vou. Tem cachorro grande. Cachorro pega a Laís’. E, ela gosta de cachorro”, disse. Janaína Maria pontua que jamais viu cachorro com focinheira no parque. E, atribui às autoridades, a responsabilidade em impedir que os donos continuem com esta prática de passear sem os equipamentos com seus animais. E diz, ainda, indignada, sobre medidas que vai tomar: “Eu pretendo não ficar calada. Eu quero ir à delegacia”. “Como foi com minha filha, eu não iria ficar calada”.
A reclamação de Janaina não é a única. “Já vi um Pit Bull lá no Parque (Ipiranga) atacando um cachorro de porte menor. E quase o matou”, declara o visitante Bruno Rios. “Eu amos os animais. Mas, os de grande porte têm que, pelo menos, portar a focinheira, pois é muito perigoso, ainda mais em praça pública, onde as pessoas estão transitando. As autoridades têm que tomar sérias providências mesmo, antes que aconteça uma tragédia com as pessoas”, reclama Carolina Mendes.
O Parque
O gerente de Educação Ambiental Renan Machado informou que faltam vigilantes para o Parque. Atualmente, em cada turno, dois destes profissionais, não armados, trabalham ali. Para ele, seriam necessários, pelo menos, cinco m cada período. Renan observa que “as medidas são adotadas para melhorar a situação” e informa que o quadro “melhorou uns cinquenta por cento”. E, acrescenta que, por parte da população, “falta consciência, realmente, de que existe uma lei” e “consciência em ver, observar que existe uma lei” para que animais portem focinheira e coleira.
Ele informou, também, que os parques da Cidade perderam os vigilantes, fato que ocorreu em 2014. Foi dada a opção para os vigias de escolas municipais que quisessem exercer suas funções nestes locais. Renan explica que poucos aderiram. De aproximadamente 120 profissionais solicitados, somente 20 aceitaram a oferta de trabalhar nos parques, ao invés das escolas. O Decreto Municipal nº 37.523, de 27 de junho de 2014, permitiu aos servidores municipais escolherem onde prefeririam atuar.

Autor(a): Felipe Homsi

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