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Cães ferozes: ameaça nos parques

Cidade Comentários 10 de outubro de 2014

Para não colocar focinheira e coleira em seus cães, são utilizadas desculpas e “carteiradas” das mais variadas


Se depender de alguns donos de cachorros em Anápolis, a paz de quem quer, apenas, passear com a família pelos parques, pode ser colocada em risco. É que, alguns proprietários de cães, simplesmente, se recusam a colocar focinheiras, ou coleiras, em seus animais, conforme alertou o gerente de Educação e Proteção Ambiental do Parque Ipiranga, Renan Silva Machado.
“Aí, quando você faz a abordagem dessas pessoas, é a famosa ‘carteirada’ que eles dão: ‘Você sabe com quem você está falando? Eu sou fulano de tal, eu sou isso, eu sou aquilo’. E, também: ‘meu cachorro é adestrado, meu cachorro não ataca’”, declarou o gerente Renan Machado sobre as justificativas e manobras utilizadas, tanto para escapar de punições, quanto para não colocar a focinheira ou a coleira nos animais.
Conforme apontou, “pouquíssimas pessoas utilizam a guia, e, principalmente, a focinheira. E, se os abordamos, a gente escuta isso”. Ele citou que já houve, nos aproximadamente quatro anos de existência do Parque, quatro casos registrados de mordidas. E, indicou que foram relatados centenas de ataques e ocorrências, sem consequências graves.
“Ataque houve muito”, relembrou. Mais uma vez, Renan observou que os donos de cachorros criam empecilhos para o trabalho desempenhado pelos vigilantes do Parque. “Vieram reclamar para a gente. Quando vamos tomar providência de procurar a pessoa (dono do cachorro), esta já foi embora ou, nesse caso, simplesmente, fala: ‘meu cachorro é adestrado. Atacou porque a pessoa chegou próximo de mim’”. E, relatou uma situação específica de mordida, que aconteceu Parque, em que o dono se esquivou da responsabilidade para com seu cão.
Para Renan, “precisaria de maior pulso firme, principalmente das autoridades competentes, para pegar essa Lei Municipal, reforçá-la bem, fazer uma mídia mais forte em relação a isso. A gente está precisando disso, justamente para forçar a população a utilizar” os equipamentos exigidos. Ele citou que foi enviado para o Legislativo Municipal um projeto que prevê a inserção da legislação regulamentadora do uso de focinheira e coleira ao Código de Postura.
A Lei Municipal Nº 256/99, de 17 de maio de 1999, ‘determina a obrigatoriedade do uso de açaimo em cães e dá outras providências’. A vinculação da Lei ao Código de Postura, de acordo com seu parecer, contribuiria para a fiscalização de animais nas dependências do Parque e outros locais da Cidade.
O gerente de Educação e Proteção Ambiental ainda acrescentou que o Centro de Controle de Zoonoses atua em parceria com a Prefeitura no controle de animais que perambulam pelo Parque, os chamados ‘cães sem dono’. “Acontece muito aqui de a gente localizar animais errantes. Às vezes, são animais que fugiram das casas, porque, aqui, é uma área residencial”, explicou.
População
A costureira e modelista Mariana Rodrigues Pereira, 26, que é dona de um cachorro Rottweiler, de grande porte, informou que, “pelo perigo”, não levaria seu animal para o Parque. Ela entende que é arriscada a falta do uso de focinheiras e coleiras em cães de tamanho grande. “Eu acho perigoso... porque, às vezes, você está andando distraído com a criança e tem um cachorro de grande porte, correndo solto”, declarou.
E, pontuou que não chegaria perto de animais desse tipo, mesmo que o dono dissesse que o bicho é manso, pois tem receio deles. Às vezes, você passar por perto dele e pode acontecer de ele atacar. “Nem que seja para brincar eu não confiaria”. O desenvolvedor de sistemas Douglas Feitosa, 23, pensa de modo diferente. “Eu já tive cachorro, então eu não fico muito amedrontado. Claro, receoso, mas não fico amedrontado”, afirmou.
“Se a pessoa falar que o cachorro é tranquilo, se você perceber que o animal é tranquilo, só tente evitar ficar muito perto. É um animal”, indicou. Quando questionado se deveria haver um maior empenho das autoridades para a conscientização dos donos de cachorros, ele foi enfático: “se não tem, já deveria ter, há muito tempo. Sim, deveria haver mais fiscalização do próprio Parque. Mas, conscientização é difícil. Se (as pessoas) não se conscientizam por jogar lixo na rua, nem nada, dificilmente vão colocar focinheira no cachorro”, concluiu.

Autor(a): Da Redação

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