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Cachoeira e Wesley permanecem calados em audiência da Justiça

Geral Comentários 01 de setembro de 2012

Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, apenas um dos réus aceitou depor


Do universo de sete acusados previstos para serem interrogados na tarde de quarta-feira, 29, apenas o réu Heraldo Puccini aceitou falar para o juiz da 5ª Vara Criminal de Brasília, que apura as denúncias da Operação Saint Michel, deflagrada pela Polícia Civil do DF. Todos os demais: Carlos Augusto de Almeida Ramos (Carlinhos Cachoeira), Claudio Dias de Abreu, Valdir dos Reis, Dagmar Alves Duarte e Wesley Clayton da Silva, utilizaram o direito constitucional de permanecerem calados. O réu Geovani Pereira da Silva está foragido. A audiência teve como representantes do Ministério Público do DF os promotores Clayton Germano e Márcio Vieira de Freitas. A audiência teve início às 14h e terminou por volta das 16h40.
O réu Gleyb Ferreira da Cruz já havia sido ouvido na audiência realizada no dia 1º de agosto do corrente ano. A audiência desta quarta começou tensa em torno da polêmica sobre o uso de algemas em Carlinhos Cachoeira. O chefe da escolta afirmou que o uso de algemas é procedimento padrão, mas o advogado de Cachoeira solicitou que o artefato não fosse utilizado em seu cliente, durante o trajeto do presídio até o fórum. Ao apreciar o pedido do não uso de algemas, o juiz negou e o advogado de defesa, inconformado, sustentou que é uma violência o uso do acessório durante o trânsito de seu cliente. O Ministério Público do DF assegurou que a algema só foi mantida no traslado do réu, porque ele desacatou um agente penitenciário e porque Cachoeira relatou que há um plano de tentativa de homicídio contra ele.
Ao começar o interrogatório, Cachoeira disse que preferia exercer o direito constitucional de permanecer calado, pois está questionando a inépcia da acusação em instância superior e não quer falar antes do resultado desse julgamento. A defesa pediu contato breve de Cachoeira com os familiares Julio Cezar de Almeida Ramos e Lana Cristina de Almeida Ramos, ambos irmãos, e o juiz deferiu o pedido, solicitando à escolta que viabilizasse o encontro, sem contato físico. Na sequência, Cachoeira deixou a sala de audiência.
O segundo réu a ser ouvido foi Cláudio Abreu, cujo advogado é Fabrício Correia de Aquino, que também pediu para exercer o direito de permanecer calado, assinando o termo de audiência. Na sequência, entrou o réu Heraldo Puccini, cujo advogado é Eduardo Medalion Zinger, que aceitou responder ao interrogatório. Ele disse não conhecer Carlos Cachoeira e que teve apenas alguns contatos com Gleyb, que foi apresentado pela diretoria da Delta. Disse que não conhece os demais réus do processo e que só teve conhecimento da denúncia após os fatos e que não participou do que está relatado nos autos. Disse que está sendo acusado de dois crimes que nunca praticou e que seus valores são diferentes dos relatados no processo, e que não sabe por que seu nome foi ligado ao de Cachoeira.
Quando o MP ia interrogá-lo, a defesa o orientou a não responder às perguntas da acusação. Na sequência, Puccini falou de seu passado profissional, afirmando ter poucos recursos poupados e que os seus bens financeiros estão todos bloqueados. Emocionou-se ao narrar como soube da denúncia e de como foi cumprido o mandado de busca e apreensão. Ao final, disse que está "acabado". Na sequência, foram interrogados Valdir dos Reis, Dagmar Alves e Wesley Clayton da Silva. Todos utilizaram o direito constitucional de permanecerem calados.
A audiência terminou por volta das 16h40 e não foi marcada nova data. A imprensa não teve acesso à sala de audiências por questões de espaço e de segurança. A Assessoria de Comunicação Social do TJDFT – ACS repassou as informações via Twitter.

O caso
Os réus do processo são acusados de tentar controlar o sistema de bilhetagem do transporte público do Distrito Federal, de forma fraudulenta, o que renderia aos envolvidos cerca de R$ 60 milhões. Os réus respondem por tráfico de influência e formação de quadrilha. Cachoeira já teve dois pedidos de habeas-corpus negados pelo TJDFT. (Fonte: ImprensaTJDFT)

Autor(a): Da Redação

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