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Buracos incomodam população e Prefeitura

Infraestrutura Comentários 24 de maro de 2012

A maior carga de reclamações direcionadas ao Poder Público Municipal em Anápolis é para o sistema viário. Em que pese o esforço do setor competente, os buracos são um tormento para todos


Grande parte dos debates desta semana no Plenário “Teotônio Vilela”, da Câmara Municipal, foi ocupada para se discutir o estado de conservação das ruas do centro e dos bairros de Anápolis. Da mesma forma, as emissoras de rádio AM da Cidade vêm, ao longo dos últimos dias, sendo assediadas pela população, queixosa dos buracos, tanto nas vias pavimentadas, quanto nas que ainda não têm asfalto. Há uma espécie de clamor popular. A Prefeitura rebate, justificando que, enquanto não chegar a estiagem, prevista para abril, não é possível se fazer muita coisa. O que existe é um trabalho paliativo, pois o terreno molhado, ou úmido, não tem a aderência necessária para reparos mais duradouros. Outra queixa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, é por conta da precariedade do asfalto antigo, segundo os técnicos, feito sem o sistema de captação de águas pluviais na maioria das ruas e avenidas. Soma-se a isto, o fato dos buracos feitos pelos operários da SANEAGO, em serviços de reparos da rede distribuidora e, até, nas novas extensões de água e esgoto em diferentes locais. Os moradores queixam-se da demora em se fazer o conserto no asfalto perfurado.
Prejuízos
O somatório desses fatores desencadeia uma grande carga de cobranças junto à Prefeitura, tendo em vista o desconforto e o risco que a pavimentação, com buracos, oferece. Muitos casos de danos materiais, principalmente em pneus e rodas, são denunciados diariamente. Sem contar casos mais graves, como acidentes envolvendo motocicletas, bicicletas e, até, veículos automotores que, inadvertidamente, caem nos buracos. E, a agravante de tudo isso, é a dúvida levantada, tanto pela população, quanto por grande parte dos vereadores, dentre eles os da base de sustentação do Prefeito Antônio Gomide, a respeito da qualidade do serviço. Os vereadores Amilton Batista (PTB) e Wesley Silva (PMDB), aliados de Gomide, perderam a paciência esta semana e dispararam artilharia pesada contra a Prefeitura, mais especificamente contra a Secretaria de Desenvolvimento Urbano Sustentável. O titular da Pasta, Clodoveu Reis Pereira, que é engenheiro, e já foi vereador, disse concordar com as cobranças dos vereadores, tendo em vista haver certa dose de razão em tudo isso. “Mas, não há como fazer milagre. Enquanto não parar de chover, não há recurso técnico para consertar os estragos de maneira mais duradoura. Além do mais, o pavimento da maioria das ruas de Anápolis está seriamente comprometido, exigindo uma soma, calculada, de R$ 50 milhões para sua recuperação. Logicamente que a Prefeitura não tem esse dinheiro”, disse.
Estrutura
Clodoveu Reis assegurou que grande parte do problema está, de fato, ligada aos serviços de pavimentação feitos no passado, sem a devida infraestrutura, o que, hoje, não é mais permitido. Por lei, os novos loteamentos só são liberados depois de instalada a devida infraestrutura, como asfalto; meio-fio, galerias de captação de águas pluviais e energia elétrica. “O volume de veículos em Anápolis praticamente triplicou nos últimos 15 anos e as ruas são as mesmas. Antigamente não havia o tráfego das pesadas carretas; dos grandes ônibus, dos bitrens e de outros veículos de alta tonelagem, que provocam forte atrito na camada asfáltica. Além disso, as ruas, tanto do cento como dos bairros, têm tráfego intenso por durante todo o dia. Isto tudo desgasta a pavimentação”, justificou.
Quanto aos buracos oriundos dos serviços da SANEAGO, existe um convênio entre a Prefeitura e aquela empresa, pelo qual, a Municipalidade se responsabiliza em corrigir os estragos no prazo máximo de 72 horas. Mas, este prazo, dificilmente, é obedecido, segundo os moradores reclamantes. “É que, a SANEAGO ampliou, em muito, suas frentes de serviço, com novas redes de água e esgoto. Além disso, com o tráfego pesado, aumentou, também, o índice de rompimento das redes que, em muitos casos, são bem superficiais e se danificam com facilidade”, justifica o Secretário. Ainda de acordo com ele, a partir dos próximos dias vai ser possível dar-se mais celeridade ao serviço de tapa-buracos, mesmo sendo este considerado, por quase todos, como paliativo. “O que resolve, mesmo, é o recapeamento. Mas, hoje, a Prefeitura não tem os recursos”, lamenta Clodoveu Reis.

Autor(a): Nilton Pereira

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