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Brasil é o segundo no mundo com mais pacientes

Saúde Comentários 26 de janeiro de 2017

Dia Mundial de Combate à Hanseníase reflete sobre importância do diagnóstico e do tratamento precoce. País tem cerca de 30 mil casos da doença por ano


Considerada a doença mais antiga da humanidade, a Hanseníase tem cura, mas ainda é um grave problema de saúde pública no Brasil, com 30 mil novos casos diagnosticados por ano. Cerca de 6% dos casos de Hanseníase acometem crianças e adolescentes, cerca de 2 mil pacientes. Desses, 7% (140, em média) são diagnosticadas com alguma sequela relacionada à doença.
O país está entre os piores no ranking mundial da doença, atrás apenas da Índia. A Hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, ou bacilo de hansen. Sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa infectada e apresenta múltiplas manifestações clínicas, exteriorizadas, principalmente, por lesões dos nervos periféricos e cutâneas com alteração de sensibilidade.
Para aumentar a visibilidade nacional para a doença e de seus pacientes, foi instituído por meio da Lei Federal 12.135 de 2009, o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase. A data é celebrada sempre no último domingo de janeiro. Durante todo o mês de janeiro são promovidas ações educativas para a população por meio do “Janeiro Roxo”.
Morhan
Em Anápolis, desde o início da década de 80, o Movimento de Reintegração do Hanseniano (Morhan) é uma unidade de acolhimento para as pessoas acometidas pela doença, que até pouco tempo era um tabu para muita gente. Ainda hoje, entretanto, mesmo na era da informação rápida, o preconceito ainda existe, mas é bem menor.
Enfrentando todas as barreiras e dificuldades, o Morhan tem sobrevivido com a ajuda da comunidade e acolhido muitas pessoas, algumas delas, abandonadas pelos seus parentes e amigos. Gente que encontrou abrigo, carinho, respeito e tratamento digno através de um trabalho liderado pelo dirigente da instituição, Carlos Tadeu.
Mineiro de nascimento, mas com a maior parte de sua vida radicada em Anápolis, Carlos Tadeu teve hanseníase aos 5 anos, mas a doença foi descoberta somente aos 8. Ele foi abandonado pela família, virou menino de rua. Aos 10 anos, foi internado em uma colônia e de lá fugiu quando tinha 17. Daí, veio para Anápolis e descobriu que havia uma colônia de pessoas com a mesma doença. Pouco tempo depois, estava ajudando a cuidar delas.
Carlos Tadeu se curou e, certamente, perdeu as contas das pessoas que ajudou, com o apoio de voluntários. É um exemplo que sintetiza bem a luta dos hansenianos. Um exemplo de luta para o Dia Mundial de Combate à Hanseníase.
As pessoas interessadas em conhecer e ajudar o trabalho realizado pelo Morhan, podem entrar em contato através do telefone: (62) 3098-6350. A unidade está localizada na Rua 03, Qd. 08, Lt. 12, no Bairro Novo Paraíso. Atualmente, o local recebe pessoas idosas que necessitam de abrigo e outros tipos de atendimento e continua atendendo pacientes portadores de hanseníase. (Claudius Brito)

Autor(a): Da Redação

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