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Brasil entre os piores investidores na educação

Educação Comentários 30 de novembro de 2012

Pesquisa internacional aponta que o País ainda está longe de ser considerado uma nação que se preocupa com o sistema educacional


O Diário Oficial da União de terça-feira (27) publicou o valor mínimo que o Ministério da Educação gastou por aluno em 2012 no País. A média ficou em R$ 2.091,37. Isto corresponde a R$ 5,31 abaixo da estimativa para o ano, feita pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, no fim de 2011. No entanto, o montante é superior ao mínimo ao pago no ano passado, de R$ 1.722,05. O número é usado como base para calcular quanto as redes de ensino (municipal e estadual) aplicam para custear as matrículas de cada etapa da educação básica - creche, pré-escola, ensino fundamental e médio. Os estados que não atingem o valor mínimo por aluno recebem complementação da União.
De acordo com o MEC, este ano receberam a ajuda federal os estados de Alagoas; Amazonas; Bahia; Ceará; Maranhão; Pará; Paraíba, Piauí e Pernambuco. O valor repassado foi superior a R$ 10 milhões. O mínimo por aluno é calculado com base na arrecadação dos impostos e contribuições que compõem o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Estes dados sinalizam parte os motivos pelos quais o Brasil seja um dos países que menos investem na educação.
O País ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores. A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU).

Impactos econômicos
A classificação aponta em primeiro lugar a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong. Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos, de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia; Argentina; Colômbia; Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição.
Ressalte-se que a Alemanha, por exemplo, se viu muito mais abaixo nos primeiros rankings. O resultado foi um profundo debate nacional sobre o sistema educacional, sérias análises das falhas e aí políticas novas em resposta aos desafios que foram identificados. Os alemães figuram em 15º lugar. A Grã-Bretanha fica em 6º, seguida da Holanda; Nova Zelândia; Suíça; Canadá; Irlanda; Dinamarca, Austrália e Polônia.
Alemanha, Estados Unidos e França estão em grupo intermediário, e Brasil, México e Indonésia integram os mais baixos. O ranking é baseado em testes efetuados em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos, e por isso apresentam um cenário com um atraso estatístico frente à realidade atual.

Autor(a): Da Redação

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