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Bombeiros atendem 4.661 focos de incêndio em Goiás este ano

Geral Comentários 18 de setembro de 2014

Segundo dados da corporação, houve um aumento de 18% em relação ao ano passado


De janeiro até o último dia 15, o Corpo de Bombeiros atendeu 4.661 ocorrências de incêndio em vegetação em Goiás. O número supera todo o registrado em 2013 e representa aumento de 18% na comparação com o mesmo período do ano passado. Além do tempo seco, com baixa umidade, temperatura elevada e grande quantidade de dias sem chuva, o coordenador da Operação Cerrado Vivo, major Pedro Carlos Borges de Lira, avalia que esse crescimento também está relacionado com a ampliação do alcance dos bombeiros. De acordo com o major, do ano passado para cá foram criadas quatro novas unidades (Ceres, Aruanã, Quirinópolis e Morrinhos). Somente nestes locais foram atendidas 413 ocorrências.
“Vários fatores contribuem para o aumento do número de ocorrências: nós fizemos maior número de atendimentos, em mais unidades e com maior efetivo (foram 400 bombeiros a mais). Em relação ao aspecto climático, a umidade relativa do ar está baixa, a média que temos registrado está abaixo dos 20%, registramos temperatura elevada e muitos dias sem chuva, sendo que não há previsão para chuva”, destaca Lira. O bombeiro orienta à população evitar atear fogo em vegetação neste tempo seco, pois um pequeno fogo pode se transformar em um grande incêndio devido aos fortes ventos, baixa umidade e alta temperatura. Quando a queima se tornar necessária, o cidadão deve procurar os órgãos ambientais para evitar acidentes.
Recentemente o Corpo de Bombeiros controlou focos de incêndio em reserva particular no Parque Los Angeles, no Parque Ecológico, na Serra dos Pirineus, em reserva indígena em Niquelândia e na Serra Dourada. Na ocorrência registrada do Parque Los Angeles, Lira afirma que satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectaram que o fogo começou às 4h21 na segunda-feira, dia 16, às margens de uma avenida. Em seguida ele invadiu a reserva e aumentou suas proporções. “Pode ter sido até mesmo uma guimba de cigarro jogada na avenida”, teoriza o bombeiro. Isso demonstra o quanto, neste período, qualquer mínima fagulha pode se tornar uma grande ocorrência.
A Operação Cerrado Vivo segue até o início de novembro, período de chuvas. Seu planejamento recomeça em janeiro e em março as ações são intensificadas. Além da preparação das equipes dos bombeiros, são realizadas orientações à população e a preparação das propriedades (aceiros) para evitar a propagação do fogo.

Autor(a): Da Redação

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