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Bombeiros alertam para o risco de queimadas

Geral Comentários 14 de agosto de 2015

Combinação de tempo seco e vento forte dificulta o controle de incêndios em vegetação


O mês de agosto no Centro Oeste é caracterizado por ventos fortes e tempo seco. A umidade relativa no ar, muitas das vezes, chega a menos de 20%. Mistura que só aumenta o risco de incêndios na vegetação, comumente definidos como queimadas. Até agora, em todo o Estado de Goiás, já foram registradas quase 500 focos de incêndio em loteamento propriedades rurais e reservas ecológicas.


De acordo com o Corpo de Bombeiros, a maioria dos focos é provocada pelo homem.  “São agricultores que colocam fogo para fazerem a renovação de pastagem sem os cuidados necessários e pessoas que jogam tocos de cigarros nas margens das pistas, onde há o risco muito grande de surgir uma queimada”, explica o coordenador em Anápolis pela Operação Cerrado Vivo, Tenente Diego de Almeida Ferreira.


O oficial bombeiro explica que essa época não é própria para a renovação de pastagens. O ideal, segundo ele, seria fazer esse controle em junho e julho, meses onde a umidade do ar está mais alta. A grande preocupação do Corpo de Bombeiros é com as reservas florestais.


No final de julho o fogo atingiu o Parque Estadual dos Pireneus, reserva localizada entre os municípios de Pirenópolis, Cocalzinho e Corumbá de Goiás. Lá, cerca de 40% da vegetação foram consumidos pelo fogo.  Para evitar isso, o tenente do Corpo de Bombeiros explica que é possível fazer o chamado ‘aceiro negro’, queimada controlada, aplicada com a ajuda de profissionais especializados para acabar com a vegetação à beira da rodovia e, assim, evitar queimadas.


O Tenente Diego Almeida diz que o Corpo de Bombeiros tenta conscientizar a população sobre a importância de se evitar as queimadas. “Cursos são dados em escolas e no Sindicato Rural para explicar que esta prática é prejudicial. Nós tentamos conscientizar a população”, diz.


Mas de acordo com a estatística da corporação, o número de incêndios, voluntários, ou não, aumentou ao longo dos anos. “É importante manter os lotes limpos, não soltar fogos de artifício perto de vegetação seca e não jogar cigarro aceso ou garrafas de vidro às margens das rodovias”, explica.


Além de destruir reservas ambientais, as queimadas contaminam o ar, ocasionando doenças pulmonares e podem, ainda, causar graves acidentes, quando acontecem perto de rodovias ou da fiação elétrica.

Autor(a): Ana Cláudia Oliveira

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