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Boa Prosa - Ed. 252

Boa Prosa Comentários 19 de fevereiro de 2010

Notas Gerais - Ed. 252


Amador Abdalla: foi-se o homem, ficou o nome
Ninguém faz tanta falta ao meio ambiente na cidade, do que Amador Abdalla, conhecido nos anos 80 e 90 como o “Chico Mendes de Anápolis”, ou o “soldado ecológico”. Todos daquela época se lembram, com saudades, da forma, muitas vezes, até radical, com que ele defendia as árvores, os córregos e as nascentes do Município. Muitos dos que o taxavam de louco, fanático, ou inconveniente, hoje choram a sua falta. Amador Abdalla foi a primeira voz a se levantar, em Goiás, contra a devastação do cerrado, hoje quase que inexistente. Viveu pela ecologia. Brigou com “meio mundo” para que as árvores das ruas, milhares delas plantadas por ele, quando diretor do Departamento de Parques e Jardins, fossem preservadas.
Amador Abdalla morreu e, depois dele, nunca mais surgiu outro que gostasse tanto da ecologia na cidade. Nem mesmo os que o substituíram, ganhando altos salários, tiveram o cuidado que ele sempre teve (ocupando, ou não, cargos públicos) pelo verde de Anápolis. Hoje a cidade sofre com a falta de arborização, com os córregos poluídos, com as construções às margens dos ribeirões, com a falta de sombra, a falta de árvores, a falta de pássaros, a falta de natureza. Será que, um dia, alguém vai se importar tanto com a ecologia quanto Amador Abdalla?

Bons tempos
Nos anos 50, 60 e, até, 70, existiam em Anápolis os “aluguéis de bicicleta”. Qualquer pessoa chegava a estes estabelecimentos, pegava uma bicicleta, passeava, realizava negócios e retornava, entregando o veículo ao proprietário, claro, pagando pelo uso. Hoje em dia, quem se arriscaria a montar um negócio desses?

Guia Viário de Anápolis está pronto e circulando
Fruto da dedicação, durante três anos seguidos, do engenheiro Robson Alves Batista, está pronto e circulando na cidade o Guia Vário de Anápolis, uma obra completa, enfeixando a nomenclatura correta das ruas, assim como o histórico de cada uma das vias públicas da cidade. No Guia são mencionadas as avenidas, praças, ruas, travessas e becos de Anápolis, com seus nomes, data de criação, mudanças ocorridas ao longo da história e uma série de outras citações extremamente importantes para a orientação da comunidade. E, como se não bastasse, o Guia traz, ainda, o mapa completo e atualizado de todo o sistema viário da cidade, com um projeto gráfico de excelente padrão. Sem contar que, o livro não está sendo comercializado. Segundo Robson Batista, com o que se arrecadou junto a patrocinadores, foi possível a impressão de três mil exemplares que estão sendo distribuídos tipo mala direta, a formadores de opinião, escolas, repartições públicas e empresas. Apenas alguns exemplares foram colocados em livrarias. Vale a pena conferir.

Bom serviço
O vandalismo e a depredação estão com os dias contados nos feirões cobertos de Anápolis. Pelo menos é esta a pretensão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico que mandou cercar, com alambrado, todos esses locais, que somente serão abertos para eventos oficiais, como as feiras livres e os projetos autorizados pela Prefeitura. Nos últimos tempos os feirões vinham servindo para a prática de toda sorte de procedimentos. Inclusive, alguns ilegais e criminosos. Bem feito!

Educação
Poucos ciclistas utilizam a ciclovia ao longo da Avenida Brasil Norte. A maioria prefere rodar nas pistas de rolamento, colocando a vida em risco. Uma obra que custou caro aos cofres públicos, sendo subutilizada. Se não tivesse, todo mundo estaria reclamando. Parece que está faltando uma orientação aos ciclistas que trafegam naquela parte da cidade.

Má fama
Lamentavelmente o Estado de Goiás ostenta o desagradável ranking de estado que mais “exporta” mulheres para a Europa, muitas delas “vítimas” de exploração sexual. E, infelizmente, Anápolis está entre as cidades que mais “fornecem” esse tipo de “turista”. O que intriga, entretanto, é que, mesmo com tanta publicidade que se dá ao assunto, com rádio, jornal e TV mostrando, todo dia, a situação em que muitas vivem naqueles países, as mulheres ainda vão para lá “enganadas”.

Puxão de orelha
Será que já não está na hora de a Prefeitura endurecer mais o jogo contra a queima de pneus velhos na periferia, e muitas das vezes, em bairros próximos ao centro da cidade? A incidência desse tipo de crime contra a natureza está cada vez mais presente e, ao que consta, ninguém ainda foi admoestado pela prática. Estaria faltando fiscalização, ou estaria havendo um ajeitamento?
Da mesma forma, quando é que acontecerá uma fiscalização mais enérgica contra a ocupação de áreas na cidade? Denúncias nesse sentido chegam, diariamente, aos veículos de comunicação da cidade. Pelo que consta, terrenos em áreas valorizadas foram cercados com arame. O primeiro passo para um muro e, em seguida, uma edificação. Ou não?

Feiúra
Algumas práticas de cidade atrasada ainda são vistas em Anápolis, lamentavelmente. Um exemplo? A extensão de faixas de pano com publicidades, inclusive oficiais, nas ruas e avenidas. E saber que elas são proibidas pelo Código Municipal de Posturas. Vá entender esse povo.

Fraternidade
Em conjunto com as igrejas cristãs que integram o Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB - ciente de que “as pessoas não podem servir a Deus e ao dinheiro (Mateus 6.24)” promove na Quaresma de 2010, a Campanha da Fraternidade Ecumênica - CFE 2010, com o tema “Economia e Vida”. O objetivo será sensibilizar a sociedade sobre a importância de valorizar as pessoas e promover laços de convivência; superar o consumismo; valorizar a relação entre fé e vida, a partir da prática da justiça e, reconhecer as responsabilidades individuais diante dos problemas decorrentes da vida econômica.

Comando
Nada foi mais hilário na história política contemporânea de Anápolis do que a “ocupação da Saneago” determinada pelo então Prefeito Ernani de Paula. Numa certa manhã, “agentes da Prefeitura”, munidos de aparelhos rádio e outros equipamentos, invadiram as instalações da Empresa, afirmando que daquele momento em diante, o sistema seria municipalizado. Em poucas horas a Polícia chegou e colocou todo mundo pra correr. Tem gente que participou do episódio e quando se lembra, dá fortes gargalhadas.

A luta
Anos 80 em Anápolis. Jovaci Leão, que, hoje, mora nos Estados Unidos, era preparador físico do Anápolis Futebol e se dizia, também, lutador profissional. Foi quando apareceu na cidade um tal “Rei Zulu”, desafiando todo mundo para uma luta livre. Jovaci aceitou e marcou-se o confronto para a quadra do CRA. “Rei Zulu” tinha o dobro do tamanho (e do peso) de Jovaci. Quadra cheia, gente torcendo e, até, apostando. O juiz chamou os dois lutadores e deu início ao combate. Que durou, exatos, quinze segundos. “Rei Zulu” pegou Jovaci pelos braços e jogou para fora do ringue, em cima dos torcedores. De lá mesmo ele foi embora.

Pioneiro
Adahyl Pinto Pontes, desportista nato, descobridor de talentos, pioneiro em muitos esportes na cidade, principalmente o handebol, bem que merecia uma homenagem da Prefeitura, ou da Câmara Municipal. Sua modéstia, todavia, o impede de ser lembrado pela mídia e pelas autoridades.

Repeteco
Todo ano é a mesma coisa. No Natal, no Ano Novo, no carnaval e na Semana Santa, os feriados prolongados do calendário brasileiro. Estradas cheias, motoristas bêbados, acidentes, ferimentos, mutilações e mortes. Muitas mortes. Este ano, no carnaval, não foi diferente. Até quando isto vai continuar, ninguém sabe. E, se sabe, não fala.

Autor(a): Nilton Pereira

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