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Biblioteca: Retorno provoca críticas

Cidade Comentários 18 de junho de 2010

A volta do acervo da Biblioteca Municipal “Zéca Batista” ao antigo endereço (Praça Americano do Brasil), não é unanimidade e recebe críticas


De acordo com o jornalista Henrique Duarte “o assunto é de interesse comunitário, especialmente para os que dependem de cadeira de rodas ou de aparelho auxiliar”. Ele relata que há cerca de cinco anos a Biblioteca foi adaptada a um imóvel alugado pela Prefeitura na Avenida Miguel João, depois de ficar, por algum tempo, no Centro Administrativo. O edifício, construído para sediar a instituição, no qual funcionou até o ano de 2001, na avaliação de Henrique Duarte, não oferecia condições mínimas de acessibilidade. Ele foi desocupado pelo então Prefeito Ernani de Paula, que instalou, em suas dependências, o programa denominado “Prefeitura 24 Horas”. Tempos depois, abrigou-se, ali, a Secretaria Municipal de Saúde.
Para o jornalista, “sem se entrar no mérito de erros ou acertos das administrações anteriores, a mudança foi providencial, porque levou o equipamento para recintos de piso térreo único. Agora, com o retorno da Biblioteca à Praça Americano do Brasil, percebe-se que o prédio continua da mesma forma. O primeiro e o segundo andares só têm acesso pelas escadarias. Não existem rampas nem elevadores” disse. De acordo com o jornalista, “o ideal seria uma rampa externa de pequeno ângulo que dê acesso aos dois pavimentos superiores”.

Questionamento
Henrique Duarte disse ao Contexto que “consultada a respeito, a Secretaria Municipal de Educação, à qual está vinculada a Biblioteca, adiantou que o Departamento de Braille foi instalado no térreo. Mas, permanece a indagação: e os cadeirantes, como deverão proceder para adentrarem ao recinto?” diz ele. Assegura, mais, que seria interessante e de utilidade pública, alertar os gestores municipais sobre o fato. E, se por ventura for irreversível a decisão, pelo menos que seja definido um prazo para construção de uma rampa adequada e que não desfigure o visual da Praça.
Ele lembra que o edifício da Praça “Americano do Brasil”, foi construído em 1988, especialmente para abrigar a Biblioteca. “Na época em que foi edificado, ainda não se cogitava sobre os conceitos de acessibilidade, cidadania, meio ambiente etc. De fato, é um local que facilita mais a chegada dos usuários, por situar-se no centro da Cidade. Entretanto, da forma como está, dificulta a entrada dos portadores de necessidades especiais”, alega.
Concluindo, Henrique Duarte assegura que “o que a comunidade precisa é de um prazo estabelecido para a solução. Um elevador ajudaria, mas a rampa de concreto e, adequadamente construída, soluciona o problema de forma definitiva”. Para ele, a Praça “Americano do Brasil” tem espaço suficiente para uma rampa rente ao prédio, projetada de modo a ornamentar arquitetonicamente, não a desfigurando.

Autor(a): Da Redação

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