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“Base Aérea dará salto de crescimento”

Geral Comentários 13 de maro de 2010

Decisão histórica permite a que qualquer cidadão tenha acesso a informações sobre crimes praticado por políticos


Com apenas dois meses de trabalho o novo comandante da Base Aérea de Anápolis, Cel. Av. Alcides Teixeira Barbacovi, avaliou a situação da unidade como exemplar. Aos 45 anos de idade e espírito jovem, o gaúcho de Canoas, ingressou na Força Aérea em 1980 e já serviu nesta unidade por dois anos, como comandante do Esquadrão Guardião. Em seu currículo coleciona 3.300 horas de voo, sendo duas mil em aeronaves de caça. Diante dos desafios do comando e da ampliação da BAAN, o Cel. Barbacovi responde a algumas perguntas do CONTEXTO:

Qual é a expectativa do senhor em relação ao comando que ora assume na base aérea de Anápolis?
É muito boa porque, depois de três anos afastado da Base Aérea de Anápolis, fiquei muito surpreso com a indicação de todos os militares, muito feliz. E dentro do contexto, hoje, de uma Força Aérea que está evoluindo bastante, muitos investimentos chegando, eu me sinto honrado e muito feliz mesmo. Tenho expectativa muito grande quanto aos nossos desafios, mas o que nos agrada e nos conforta é saber que este comando especificamente - não digo diferentemente dos outros comandos das outras unidades aéreas - mas, em especial, o carinho que a cidade de Anápolis acolhe os militares e o comandante. Gera-nos um conforto, e uma tranqüilidade, saber que nós temos a certeza de um comando promissor.

Que avaliação o senhor faz nesses primeiros meses de atuação na Base Aérea em relação ao efetivo, estrutura e logística?
Estamos no início de comando, assumimos no dia 15 de janeiro e posso avaliar que o nosso pessoal é extremamente motivado para o serviço militar e para fazer as coisas bem feitas logo na primeira vez. Por isso, nós economizamos tempo e recurso. Vejo a BAAN como uma importante unidade onde estamos ultrapassando o século XXI e estamos em um franco processo de transformação. Também a minha expectativa é muito grande quanto às várias unidades que serão instaladas aqui na Base Aérea de Anápolis. Teremos mais um Esquadrão de Caça, uma Companhia de Artilharia Antiaérea de Médio Alcance e um Parque de Material Aeronáutico Bélico, que a cidade foi escolhida para sediar. Então, nós temos uma expectativa de que o nosso efetivo chegará a aumentar cerca de 70%. Isso é um grande desafio porque nós temos que firmar mais parcerias, ratificar as existentes, por que a cidade precisa e deve crescer junto, além de se capacitar para dar esse apoio a Base Aérea. E todos ganham com isso, pois são inúmeras tecnologias que virão para o centro do País, ou seja, estão sendo retiradas de outros lugares para trazermos para cá e que se nós não tivermos essa capacitação aqui na localidade, teremos que buscar em outro lugar. É desafio muito importante e a Base Aérea de Anápolis está preparada. É uma unidade aérea que tem um suporte logístico e de pessoal extremamente preparado para esses desafios.

O que representa esse aumento do contingente militar?
Eu diria que nossas vilas vão crescer com os militares e, juntos, virão os dependentes. Nosso Esquadrão de Saúde vai precisar crescer, as nossas instalações terão que ser aumentadas, a nossa área livre na base vai diminuir muito, para que muitas construções sejam realizadas. Nosso efetivo hoje tem uma ordem de, aproximadamente, 1.400 militares e temos expectativa de chegar a 2.500 militares nos próximos cinco a 10 anos.

Está prevista alguma obra começar ainda este ano?
Não. Este ano não. É o momento de fazermos o levantamento estratégico sobre o que colocar exatamente e em que posição. Estaremos nos reunindo com o comandante do VI Comar que é responsável pela área e com todo seu staff. Já nos reunimos com o Comando Geral de Apoio que é o responsável pelo Parque, isso para dizermos exatamente o que precisamos estudar para esta implantação. Porque eu vou trazer para morar dentro da minha “casa” outros filhos. Então: o que eu preciso aumentar? O que eu preciso crescer? O que eu preciso planejar? Isso demanda a energia da Celg, atendimento da Saneago, demanda a área de impacto ambiental, tratamento de esgoto, tratamento de fluentes, de água, e é um crescimento muito grande que sem o planejamento teremos chances de não acertar. Este ano estaremos planejando e, a partir do ano que vem, já teremos militares sendo transferidos para a Base em um número menor para tocarem essas obras junto com o comando. Cada um estará direcionado para as novas obras e serão os precursores, os responsáveis pelo projeto e fiscalização desta obra que é de grande porte.

Fala-se da vinda de outros projetos como a Brigada de Pára-quedistas, como é esta negociação?
Ainda é planejamento do Ministério da Defesa. O que eu posso adiantar é que está em estudo no Ministério, com posicionamento do Comando da Aeronáutica, de que o Esquadrão de Forças Especiais não seria mais em Anápolis, pelo simples fato de termos uma unidade de aviação de caça e iremos colocar mais uma. Isso torna incompatível a operação de pára-quedistas numa mesma localidade. E quanto à Unidade de Transporte, deve ser direcionada a outra localidade e que seja próxima da Brigada, ou seja, conjugada com as necessidades do exército. Talvez haja a necessidade da criação de outra Base Aérea e não pode ser próxima das já existentes.

A marca da BAAN é a integração com a sociedade. Como o senhor desenvolverá esta ação?
Vamos manter o que já foi adquirido, ou seja, a parceria, a amizade sincera de todos com a Base Aérea. Nós estamos ampliando e querendo fazer várias outras ações que se transformam e se concretizam nessa parceria. O que eu quero dizer é o seguinte: a Força no Esporte que nós, junto com o Juizado de Menores, a Prefeitura, a TCA tirávamos cerca de 160 crianças carentes da comunidade e trazíamos para dentro da Base para atividades escolares ou esportivas; temos a proposta de ampliar o atendimento para cerca de 400 crianças. É a Base Aérea participando e colaborando para ajudar essas crianças carentes em prol de um futuro melhor, dando exemplo de civismo e mostrando o que um militar faz. Também estamos em uma atividade firme e forte no combate à Dengue nas vilas militares, juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde. Temos outras atividades cujo objetivo é ajudar fazendo a nossa contribuição social.

Internamente a Base Aérea de Anápolis sempre promove diversas campanhas, como está o calendário 2010?
Estamos fazendo inúmeras ações também. Temos um calendário para campanhas o ano inteiro. Reunindo com o Prefeito municipal, Acia e outras entidades. Daremos continuidade com o trabalho do comando anterior, como os Portões Abertos. A idéia, este ano, é fazer a maior arrecadação de alimentos e agasalhos que a Base Aérea já fez, e quiçá da própria cidade. Estamos fazendo parceria com os comerciantes e produtores para que eles coloquem os alimentos à disposição, na entrada da Base Aérea, para que os visitantes que não trouxerem um quilo de alimento, que possa adquirir no local. Depois iremos ofertar esses alimentos. Na tradicional Festa Junina queremos, também, bater recorde na campanha do agasalho. Iremos nos reunir com os varejistas, com todo o setor de confecção para eles colocarem na entrada da Base as peças à disposição do visitante a preços acessíveis. Essa parceria significa o cidadão anapolino fazendo a sua parte e a Base Aérea contribuindo. Também temos um extenso projeto de vacinação apoiando o executivo municipal. Iremos fazer uma campanha de doação de sangue para suprir os estoques da cidade, pois temos um efetivo muito grande. Enfim, iremos colaborar no que pudermos.

Este ano é de eleições presidenciais. O que é esperado pelo comando dos novos políticos?
Gostaríamos que o governo pudesse olhar para as nossas Forças Armadas como uma arma para manter a soberania. O Brasil está crescendo muito. Nós estamos tendo inúmeras ações externas e inseridos em um quadro internacional, numa posição de destaque, atingindo posições de decisões no Fórum Internacional. Todos os países que almejam estar inseridos no campo internacional necessitam ter, obrigatoriamente, uma força militar que respalde o seu status porque é chamado a fazer parte de ações humanitárias como, por exemplo, atualmente no Haiti, onde estamos com 1.500 militares. Então, nós somos chamados para fazer parte das ações mundiais e temos que continuar. Os brasileiros, de modo geral, têm que levar isso em consideração no voto, levar isso à frente e escolhermos o que é melhor para o Brasil. Nosso voto é igual e temos o mesmo peso. Mas, assim como os outros presidentes, quem for eleito irá observar como estamos inseridos no cenário mundial e continuar os trabalhos para ampliar essa vertente.

Um recado para a população Anapolina?
Gostaria de pedir o envolvimento das pessoas nas campanhas, porque, o que os militares fazem, é de coração e com espírito anapolino e de irmão. Fazemos uma contribuição que está ao nosso alcance. Mas, sozinhos, não fazemos o trabalho completo.

Autor(a): Da Redação

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