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Baldy centra discurso em críticas ao Governo do PT

Política Comentários 27 de maro de 2015

Parlamentar do PSDB, que tem sua principal base em Anápolis, fez um discurso duro contra o Governo de Dilma Rousseff e os escândalos da Petrobras


Deputado de “primeira viagem”, Alexandre Baldy (PSDB-GO), marcou a sua estreia na tribuna da Câmara Federal - ainda com pouco tempo de casa - com um discurso incisivo contra o Governo da Presidente Dilma Rousseff (PT) e os escândalos que envolvem a Petrobras. Segundo ele, a estatal está “tomada e corroída pela corrupção”. Ainda, no seu pronunciamento, Baldy enfatizou: “Afundaram nosso orgulho de ser brasileiro”.
No início de sua fala, o deputado agradeceu pelos 107.544 votos que obteve nos 246 municípios goianos, na eleição de outubro passado, para representá-los na Casa “e defender o desenvolvimento de Goiás”. Ele fez um balanço sobre o período em que esteve à frente da Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (SIC), entre 2011 e 2014, período em que - conforme disse - Goiás apresentou um crescimento acima da média nacional. O parlamentar citou que, em 2011, ao assumir a Pasta, o PIB goiano registrou crescimento de 3,5%. No ano seguinte, 3,8% e, em 2013, 3,1%, enquanto que, naquele ano, o PIB do Brasil cresceu 2,3%. “Nossas iniciativas foram capazes de gerar 215 mil empregos formais diretos, aumentando o consumo e fortalecendo o comércio”, destacou, citando que durante a sua gestão na SIC, a balança comercial goiana bateu todos os recordes e, em 2013, foi obtido um superávit de US$ 2,2 bilhões, sendo próximo ao resultado do saldo comercial brasileiro.
“Mas Goiás não é uma ilha e, agora, também, sofre as consequências desta crise que o Brasil enfrenta”, pontuou Baldy, afirmando tratar-se de “uma crise moral, ética e de credibilidade sem precedentes”. O parlamentar criticou a postura do Governo em alegar ignorância a respeito dos escândalos de corrupção na Petrobras. “Que governo é esse, que não sabe o que se passa às suas vistas? Como dizia Abraham Lincoln, Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos por todo o tempo”, sublinhou o deputado, dizendo que os jornais do mundo inteiro “estampam um Brasil de escândalos e corrupção”.
Ainda, de acordo com Baldy, recente pesquisa do instituto Datafolha, revelou que 84% da população acreditam que a presidente Dilma sabia “do escabroso esquema de corrupção que acontecia dentro da Petrobras”. “Para termos uma ideia do prejuízo que esse governo do PT, de forma irresponsável, tem causado a todos nós cidadãos, somente a Petrobras perdeu mais de 200 bilhões de reais em valor de mercado de 2008 para cá”, disparou, acrescentando que os atos de corrupção que apareceram até agora nas delações premiadas são mensurados em 88 bilhões de reais em desvios. “É dinheiro suficiente para a construção de 500 hospitais de urgências, do porte do HUGO (Hospital de Urgências de Goiânia), que atende quase toda a população de Goiás e de outros Estados”, comparou.
“Em dezembro de 1951, Getúlio Vargas enviava ao parlamento o projeto que criava a Petrobras. É triste ver que hoje, 63 anos depois, Dilma Rousseff, se parecendo como uma comandante de quadrilha, ameaça destruir esse patrimônio nacional, abalando a autoestima dos servidores que ali trabalham, que ali construíram sua história e a qual tinham orgulho de pertencer”, discursou o tucano, que, também, fez críticas à indicação do novo presidente da Petrobrás. “Sem desmerecer a pessoa do Aldemir Bendine, mas não é o perfil que a Petrobras, neste momento delicado, necessitava. Parece que a intenção é deixar tudo como está”, opinou.
Economia
As críticas do parlamentar não ficaram restritas ao escândalo da Petrobras. Baldy, também, soltou farpas em relação à condição da política econômica do atual governo, que mantém uma das maiores cargas tributárias do mundo. “Ao longo de 2014, a carga tributária total (incluindo impostos federais, estaduais e municipais) consumiu 36,3% do PIB brasileiro. A tendência é que o índice cresça ainda mais em 2015, já que teremos aumento nominal na arrecadação e o PIB deve crescer menos ou teremos retração/recessão”, ponderou o deputado, alertando para o fato que a disparada do dólar está criando dificuldade para as indústrias, seja com relação à importação de insumos, que são pagos em valores cotados com a moeda americana, seja em pagamento de dívidas, também por ela lastreadas. “Ao mesmo tempo, a alta do dólar pode pesar no bolso do consumidor, com o aumento da pressão inflacionária e alguns produtos como alimentos e medicamentos - que têm insumos comprados no exterior, a exemplo dos pães e biscoitos, já que, grande parte da farinha de trigo utilizada no Brasil é importada de Argentina e Estados Unidos. Isso mesmo! O pãozinho de cada dia vai pesar mais no bolso do brasileiro. Tudo isso porque o governo não sabe administrar, não sabe gerir, é um Desgoverno”, afirmou Alexandre Baldy.

Na carne
O deputado tucano disse que pretende colaborar com o Governo, ajudando a apontar soluções para as crises. Mas, enfatizou a necessidade de o próprio Governo, não centrar os esforços, tão somente, no ajuste fiscal, mas no corte dos gastos públicos. “Não vejo esse governo anunciar que vai cortar na própria carne. Os 39 ministérios continuam em pé. Nenhum cargo fora cortado, o orçamento elaborado prevê aumento de despesas e a sua própria base defende a diminuição e enxugamento desta máquina”, frisou.
“Precisamos de uma reforma tributária que torne os impostos mais justos, mais simples. Temos que aprovar leis que estabeleçam uma nova relação entre empregado e empregador. Hoje, essa relação é quase de guerra e não pode ser”, defendeu Baldy, pregando, também, a necessidade de definição de um novo pacto federativo, que dê mais autonomia para os estados e municípios em relação à União.
“Mais do que discutir política, precisamos discutir princípios e valores. O PT prometeu, em campanha, mudar o Brasil e começou mudando a verdade. Mas, agora, a verdade veio à tona. E, meu papel aqui é de questionar, fiscalizar e propor soluções, tanto através de projetos próprios, quanto em apoio a projetos dos nobres colegas que sigam um propósito de desenvolvimento, de progresso, saúde, segurança e bem-estar. Sou jovem, novo nesta Casa, mas não me faltam coragem, ousadia e vontade de compor essa nova política que a sociedade tanto deseja e merece”, finalizou o parlamentar goiano.

Autor(a): Claudius Brito

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