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Balanço da política anapolina em 2010

Política Comentários 28 de dezembro de 2010

A vitória, já prevista, de Rubens Otoni (PT) para a Câmara Federal, o aumento de um para dois deputados estaduais representando o Município e o desmantelamento do PMDB Municipal, foram os principais destaques da política anapolina em 2010


Apresentando, mais uma vez, número exagerado de candidatos a deputado estadual, o que provocou a pulverização dos mais de 230 mil votos dos eleitores anapolinos, o Município, de novo, teve fraco desempenho prático, no que se refere à eleição de nomes para o parlamento, no pleito de outubro último. Sem contar que, não reuniu forças para indicar nomes competitivos nas disputas majoritárias, à exceção do vereador João Feitosa (PP), que concorreu, como segundo suplente de senador de um candidato (Renner) que desistiu no meio do caminho.
A representatividade de Anápolis na Assembleia Legislativa subiu de um para dois deputados. Foram eleitos Carlos Antônio (PSC) e José de Lima (PDT). Mas, em compensação, o deputado Frei Valdair (PTB), que representava Anápolis na Assembleia Legislativa havia dois períodos legislativos, acabou não se elegendo. Da mesma forma, a vitória avassaladora de Marconi Perillo, nos dois turnos, em Anápolis, não foi acompanhada pelos candidatos de seu partido, o PSDB, pois os postulantes mais fortes Mirian Garcia para deputada federal e Ridoval Chiareloto, para deputado estadual, acabaram ficando muito longe dos que conseguiram se eleger.
Fraco desempenho
O PMDB, partido que, a cada dia que passa perde mais força no Município, também foi derrotado nas urnas. A sua principal estrela, Onaide Santillo, mais uma vez, ficou de fora, não conseguindo a quantidade suficiente de votos para voltar à Assembleia Legislativa. Além do que, o partido sofreu mais um revés, com a saída de Onaide e de seu esposo Adhemar Santillo, por muitos anos, considerado a principal figura peemedebista de Anápolis. Os dois, acompanhados de mais 60 membros, se desligaram do PMDB, a maioria passando a apoiar, no segundo turno, a candidatura vitoriosa de Marconi Perillo.
Aliás, pela terceira vez, Marconi Perillo vence, com folga, os candidatos do PMDB nas eleições em Anápolis: duas contra Íris Rezende (2002 e 2010) e uma contra Maguito Vilela (2006), mostrando que seu partido, o PSDB, desbancou o então imbatível PMDB de muitas vitórias. Marconi venceu, em Anápolis, as três eleições para Governador, sem contar que, em sua candidatura ao Senado da República, em 2006, ele obteve uma votação considerada extraordinária, demonstrando sua total identificação com o eleitorado anapolino.
Também o bom desempenho do Prefeito Antônio Gomide e a expressiva votação de Rubens Otoni, pelo Partido dos Trabalhadores, não foram suficientes para guindar a vereadora Dinamélia Rabelo para um mandato de deputada estadual, ela que foi uma espécie de unanimidade petista na postulação pelo Município. Outros nomes, alguns desconhecidos da mídia, também, se candidataram a deputados, sem, entretanto, obterem o resultado que esperavam. Desta forma, Anápolis, com mais de 230 mil eleitores, se resume em ter a representatividade parlamentar com, apenas, um deputado federal e dois deputados estaduais, o que é considerado pouco, diante das aspirações e das carências político/administrativas existentes no Município.
Final previsível
O ano político de 2010 que começou com a falsa impressão de que Anápolis despontaria na corrida sucessória, com vários nomes sendo indicados como eventuais candidatos ao Senado da República, à Vice-Governadoria e, até, ao Governo do Estado. Mas, acabou, mesmo, dentro do que já vem se repetindo eleição após eleição. Falou-se, muito, em Henrique Meirelles, um anapolino que poderia ser candidato ao Governo de Goiás. Mas, este nem se desincompatibilizou do cargo federal (Presidente do Banco Central). Outro nome considerado “de Anápolis”, o do empresário José Batista Sobrinho (Júnior do Friboi) também não foi para a disputa. O mesmo ocorreu com Rubens Otoni, cotado para disputar a Governadoria, a Vice-Governadoria e, até, o Senado, acabou por optar pela alternativa mais confiável: a reeleição, que lhe rendeu a terceira maior contagem de votos no Estado, praticamente dobrando o potencial que já obtivera nas eleições de 2006.
Desta forma, Anápolis ainda está muito longe, politicamente, do município que já ditou as normas em Goiás. Considerada, nos tempos do Governo Militar a “Trincheira Oposicionista de Goiás’, depois elegendo, sucessivamente, um bom número de deputados estaduais, deputados federais e senadores, como Onofre Quinan e Henrique Santillo, o Município viu encolher esta força. Nomes que surgiram como potenciais novas lideranças, como é o caso do ex-prefeito Ernani de Paula e sua esposa, Sandra Mellon, acabaram por desaparecer do cenário político local. A exemplo deles, outros emergentes em quem se apostava num bom desempenho, acabaram por decepcionar nas urnas. Muitos deles, até, abandonaram a política.

Autor(a): Da Redação

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