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Balança comercial teve saldo recorde em outubro

Economia Comentários 13 de novembro de 2015

Milho liderou vendas para mercado externo. O produto e seus derivados representaram 27,3% do total das exportações


Vendas de US$ 516,095 milhões para o mercado externo levaram as exportações goianas de outubro a apresentar crescimento de 17,4% em relação ao mês de setembro. No mesmo período, as importações atingiram US$ 262,729 milhões, representando recuo de 4,1%. O saldo comercial, com isso, fechou em US$ 253,365 milhões, o melhor resultado para o mês na série histórica iniciada em 1980 pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).


O vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eliton, antecipou os números positivos da balança de outubro em sua página no Facebook: “Em meio à onda de boas notícias, oportunidade em que a mídia nacional dá grande destaque ao relatório divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) sobre o crescimento da economia goiana bem acima da média nacional, trago mais uma importante informação que vem cooperar com este momento ímpar da nossa economia: a balança comercial goiana do mês de outubro apresentou saldo recorde para o mês”.


José Eliton lembra que este é o vigésimo primeiro superávit mensal consecutivo da balança comercial goiana. “Apesar da crise que atinge o país, temos conquistado resultados importantes para a economia goiana”. Ele ressalta que os saldos comerciais obtidos com o comércio internacional, no período, totalizam mais de US$ 4,5 bilhões. “Moeda forte que ingressa em nossa economia”, afirma. “Temos a plena convicção de que o comércio internacional continua sendo um importante caminho para se enfrentar e superar a crise nacional que tanto aflige a todos nós”, acrescenta.


 


Produtos e destinos


O milho liderou as vendas para o mercado externo em outubro. O produto e seus derivados representaram 27,3% do total das exportações. O complexo da soja respondeu por 24,6%. Em seguida, aparecem carnes (bovinas, aves, suínas e outras) com 21% de participação; ferroligas, 6,4%; açúcar, 5,2%; couros e derivados, 5,1%; ouro, 2,7%; algodão, 1,9%; e amianto, 0,82%. Completam a lista dos mais vendidos: outros produtos de origem animal; bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres; gelatinas e derivados; produtos farmacêuticos; preparações alimentícias, e, máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos.


A China foi a principal compradora dos produtos goianos. O gigante asiático comprou 15,6% das exportações goianas, principalmente em soja, carnes bovinas, ferroligas, açúcar, algodão, couros, milho e glicerol. A Holanda participou com 10,3%, com destaque para os derivados da soja, ferroligas, carnes bovinas, de aves e de outros animais, gelatina, preparações alimentícias, açúcar e milho. Para a Coreia do Sul (7,9%) foram exportados produtos derivados do milho, soja, ferronióbio, algodão, açúcar, couros e peixes ornamentais.


A Tailândia (4,9%) recebeu soja, algodão, couros e derivados, amianto e miudezas bovinas congeladas. O Japão (4,3%) comprou milho, miudezas de aves, couros, ácidos graxos, preparações alimentícias e peixes ornamentais. O Vietnam (4,3%) abriu seu mercado para o complexo milho, couros e derivados, algodão, carnes bovinas e de aves, amianto, gelatinas e cera de abelha, e a Rússia (3,8%) para as carnes goianas (bovinas, suínas e aves), soja, glicerol e abrigos de malhas para esportes. O Egito (3,4%) adquiriu milho, carnes bovinas, gelatinas, glicerol e preparações capilares, enquanto a Índia (3,1%) foi o destino de soja, amianto, açúcar, couros, ferroligas, vermiculitas e cloritas, e medicamentos. A Itália fecha o ranking dos dez principais compradores das mercadorias goianas. Eles adquiriram carnes bovinas, ferroníquel, couros e derivados, ouro, café, preparações alimentícias, açúcar e bijuterias.


Fizeram o caminho inverso os produtos farmacêuticos, com participação de 32,4% nas importações goianas; veículos automóveis, tratores e suas partes, 23,2%; adubos ou fertilizantes, 11,9%; caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, 6,4%; produtos químicos orgânicos, 5,7%; máquinas, aparelhos e materiais elétricos, 5,5%, instrumentos e aparelhos de óptica e fotografia, 2,5%; além de plásticos e suas obras, alumínio e suas obras, e produtos diversos das indústrias químicas. Coreia do Sul, Estados Unidos, Alemanha, Japão, China, Canadá, Suíça, Índia, Tailândia e Argentina foram os principais países de origem das importações goianas.


 


Ano


No acumulado do ano, de janeiro a outubro, as exportações goianas chegaram a US$ 4,877 bilhões, uma retração de 19,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao totalizar US$ 2,904 bilhões, as importações também apresentaram queda de 22,4%. A operação de vendas e compras internacionais gerou superávit (saldo positivo) de US$ 1,973 bilhão para o Estado.


A balança brasileira também apresentou queda nas exportações e importações. Até o momento, as vendas externas do país caíram 16,4%, enquanto as compras tiveram recuaram 23,5%. O saldo nacional apresenta superávit de US$ 12,2 bilhões.


Até outubro, as exportações goianas participaram com 3% do total das exportações brasileiras. Por sua vez, as importações representaram 1,96% das compras brasileiras no exterior.

Autor(a): Da Redação

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