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Balança comercial tem superávit de US$ 177 milhões

Economia Comentários 04 de junho de 2015

Resultado obtido no mês de maio proporciona o 16º superávit consecutivo obtido nas operações de comércio exterior em Goiás


As exportações de maio superaram as importações, proporcionando o 16º superávit consecutivo da balança comercial goiana. O saldo positivo é resultado das vendas do Estado para o mercado externo que registraram, no mês, o total de US$ 534,6 milhões, enquanto as importações totalizaram o valor de US$ 356,8 milhões, perfazendo saldo de US$ 177,7 milhões favorável a Goiás. Na comparação com o mês anterior, as exportações goianas apresentaram crescimento de 34%, e as importações e saldo comercial tiveram evolução de 44% e 17%, respectivamente.


O secretário de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação, José Éliton, lembra que o último déficit comercial apresentado pela balança comercial goiana foi registrado em janeiro do ano passado. “Desde então, Goiás acumula números expressivos em sua corrente de comércio. O saldo desse período está em US$ 3,35 bilhões”.


Em maio, foram exportados 310 produtos destinados a 96 países compradores. Os que mais se destacaram foram a soja e seus derivados, que representaram 50,43% do total das vendas, seguido das carnes (bovinas, aves e suínas), com 20,86%; ferroligas, 6,97%; couros e derivados, 5,54%; ouro, 4,79%; açúcar, 4,40%; amianto, 1,09%; café, chá, mate e especiarias, 1,04%; além de preparações alimentícias, outros produtos de origem animal, máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos, produtos farmacêuticos, milho, gelatinas e derivados, e veículos e suas partes.


A China continua como o principal mercado para os produtos goianos. Os asiáticos responderam por 45,15% das vendas externas do Estado. Países Baixos (Holanda), Rússia, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Hong Kong, Irã, Suíça, Egito e Itália completam a lista dos dez principais compradores das mercadorias produzidas por Goiás.


 


Importações


Produtos farmacêuticos (34,5%) e veículos automóveis, tratores e suas partes (18,2%) aparecem como as principais mercadorias das importações goianas de maio. Juntos, os dois itens representaram mais da metade dos produtos comprados no exterior. Em seguida, aparecem caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, 13,44%; adubos ou fertilizantes, 12,05%; produtos químicos orgânicos, 5,41%; máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes, 2,93%; plásticos e suas obras, 2,19%; instrumentos e aparelhos de ótica e fotografia; obras de ferro fundido, ferro ou aço, 1,10%; e borracha e suas obras, 0,95%.


Estados Unidos, Alemanha, Japão, China, Coreia do Sul, Tailândia, Suíça, Índia, Argentina e Canadá, formam o ranking dos dez principais países de origem dos produtos comprados por Goiás. No total, foram importados 1064 produtos de 57 países.


Apesar do cenário de retração da economia brasileira demonstrado pelos principais levantamentos do País, o vice-governador e titular da SED, José Eliton, se mantém otimista com os números apresentados pela economia goiana. A liderança na geração de empregos em abril e o bom desempenho do setor agropecuário são citados por ele como indicadores que mostram a força do setor produtivo de Goiás, preparados para reagir ao desaquecimento mercantil.


Ao ser indagado sobre as importações goianas, Éliton comenta: “Os dados preliminares divulgados nos mostram que players importantes do setor empresarial continuam comprando insumos e produtos que fortalecem e adicionam valor à nossa produção”.


 


No ano


Com as exportações acumuladas, de janeiro a maio, em US$ 2,237 bilhões, e as importações em US$ 1,443 bilhões, o superávit goiano atingiu US$793,460 milhões. O secretário de Desenvolvimento Econômico entende que os números se tornam mais significativo ao se analisar o desempenho da balança brasileira: “A nacional (balança) já carrega um déficit de US$ 2,3 bilhões nesses cinco primeiros meses do ano. Como nos últimos anos, continuamos com participação decisiva na corrente de comércio internacional do País”, avalia.

Autor(a): Da Redação

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