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Balança comercial registra pior desempenho desde 2008/09

Economia Comentários 12 de janeiro de 2017

Pesquisa revela que Anápolis caiu muito no ranking estadual e nacional dos exportadores. Em Goiás, ainda é o maior importador, mas perdeu posições no cenário nacional


Com o fraco desempenho das vendas e compras internacionais no último trimestre do ano, a balança comercial de Anápolis fechou o ano de 2016 com resultados negativos, na comparação com 2015, em média de pouco mais de 30%. Um sinal, bem evidente, de que a crise econômica deixou as suas marcas. Em relação às exportações, foi o pior resultado desde 2011. E, em relação às importações, o pior resultado desde 2009.
Conforme os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações feitas por Anápolis fecharam o ano de 2016 com um volume de US$ 167,4 milhões, enquanto que, em 2015, as vendas externas somaram mais de US$ 241,5 milhões. Uma diferença negativa de 30,68%. Em relação às importações, em 2016 o volume apurado foi de US$1,168 bilhão, enquanto que no ano anterior, chegou a US$ 1,697 bilhão, diferença negativa de 31,15%. A corrente de comércio, que é representada pela soma das exportações e importações, registrou volume de US$ 1,335 bilhão no ano passado e, em 2015, de US$ 1,938 bilhão, diferença de 31,09%.
Analisando o resultado do último trimestre do ano de 2016, as exportações somaram US$ 37,9 milhões, enquanto que em 2015, no mesmo período, o valor apurado foi de US$ 64,2 milhões, diferença negativa de 40,97%. As importações tiveram uma queda menor, de 28,50%. No último trimestre do ano passado, as compras internacionais somaram US$ 283,8 milhões, contra US$ 397 milhões de 2015, no mesmo período.
No ano de 2016, os principais países de destino das exportações feitas por Anápolis, foram: Países Baixos - Holanda (81,91% de participação); Estados Unidos (7,45%); Coreia do Sul (1,82%); Paraguai (1,53%); Cuba (1,34%); França (0,95%); Bolívia (0,93%); Argentina (0,82%); Índia (0,78%) e Nigéria (0,54%).
Os principais importadores, também no ano de 2016, foram: Alemanha (28,48% de participação); Coreia do Sul (18,86%); Estados Unidos (14,00%); Suíça (8,19%); Índia (7,05%); China (6,96%); Japão (4,91%); Itália (3,03%); Canadá (1,64%) e México (1,38%).
Os principais produtos exportados por Anápolis são: Tortas e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja; Partes reconhecíveis como exclusiva ou principalmente destinadas aos aparelhos das posições; Construções e suas partes (por exemplo: pontes e elementos de pontes; comportas; torres; pórticos; pilares; colunas; armações; estruturas para telhados; portas, janelas e seus caixilhos; alisares e soleiras, portas de correr e outros. Já, na extensa lista de importações, aparecem: Sangue humano; sangue animal preparado para usos terapêuticos, profiláticos ou de diagnóstico; anti-soros, outras fracções do sangue; produtos imunológicos modificados, mesmo obtidos por via biotecnológica; vacinas, toxinas, culturas de microrganismos; Medicamentos constituídos por produtos misturados ou não misturados, preparados para fins terapêuticos ou profiláticos, apresentados em doses e outros; partes e acessórios de automóveis.
Ranking
Anápolis caiu três posições no ranking de Goiás de municípios exportadores. No ano passado, ficou na oitava posição. Era 5º em 2015. No ranking nacional, perdeu 38 posições. Era 154º lugar em 2015 e caiu para o 192º lugar no ano passado. O município continua líder no ranking de importações em Goiás. Mas, no ranking nacional saiu do 23º lugar que ocupava em 2015, para o 30º lugar em 2016, ou seja, sete posições abaixo.
O líder nas exportações em Goiás é o município de Rio Verde, tanto em 2015 quanto em 2016. No ranking nacional, ganhou 28 posições, caindo da 95º lugar para o 67º lugar. Alto Horizonte e Itumbiara mantiveram a segunda e a terceira posições inalteradas no ranking de Goiás. No Nacional, Alto Horizonte saiu do 116º lugar para o 106º lugar e Itumbiara, que estava no 132º lugar em 2015, pulou para o 114º lugar em 2016


Exportações 2016
Ranking Goiás/Brasil

1º Rio Verde - 67º
2º Alto Horizonte - 106º
3º Itumbiara - 114º
4º Barro Alto - 126º
5º Palmeiras de Goiás - 157º
6º Ouvidor - 161º
7º Goiânia - 191º
8º Anápolis - 192º
9º Crixás - 193º
10º Mozarlândia - 198º

Importações 2016
Ranking Goiás/Brasil

1º Anápolis - 30º
2º Catalão - 56º
3º Aparecida de Goiânia - 98º
4º Rio Verde - 166º
5º Goiânia - 169º
6º Jataí - 201º
7º Itumbiara - 250º
8º Barro Alto - 388º
9º Cristalina - 423º
10º Goiatuba - 436º

Exportações 2015
Ranking Goiás/Brasil

1º Rio Verde - 95º
2º Alto Horizonte - 116º
3º Itumbiara - 132º
4º Luziânia - 152º
5º Anápolis - 154º
6º Palmeiras de Goiás - 156º
7º Mozarlândia - 162º
8º Barro Alto - 168º
9º Ouvidor - 170º
10º São Simão - 171º

Importações 2015
Ranking Goiás/Brasil

1º Anápolis - 23º
2º Catalão - 55º
3º Aparecida de Goiânia - 114º
4º Rio Verde - 154º
5º Goiânia - 166º
6º Itumbiara - 234º
7º Senador Canedo - 263º
8º Jataí - 300º
9º Nerópolis - 345º
10º Barro Alto - 440º

Autor(a): Claudius Brito

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