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Avenida fica pronta esse mês

Infraestrutura Comentários 10 de julho de 2010

Duplicação da pista vai diminuir os transtornos para os moradores dos bairros adjacentes. Além do trânsito intenso, usuários se queixam de outros problemas


Frequente número de acidentes de trânsito pelo grande fluxo de veículos - associado à má sinalização, alagamento em período chuvoso e desconforto com poeira, devido à falta de pavimentação asfáltica, são os principais problemas que devem ser sanados para os moradores dos bairros situados na região da Avenida Pedro Ludovico em Anápolis. A citada via começou a ser duplicada no final de maio. Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano Sustentável, Clodoveu Reis Pereira, a intenção é que as obras estejam concluídas ainda este mês.
Segundo Clodoveu, a justificativa para a duplicação é o crescimento que a região tem mostrado nos últimos anos. Além disso, ele acrescenta que a Avenida é um importante meio de acesso de diversos bairros com setor central e a BR-060. “A região que está sendo duplicada teve um crescimento notável e a ‘Pedro Ludovico’ é uma importante artéria no trânsito de Anápolis”, afirmou Clodoveu Pereira.
Moradores da região confirmam que, nos últimos anos, o fluxo de veículos aumentou bastante na avenida e a duplicação pode ajudar na melhoria desse aspecto. Por conta de uma parceria entre o Governo Estadual e a Prefeitura, cerca de 3,5 km da via serão duplicados. Isso corresponde ao trecho entre o Cemitério Parque e a BR-060. Clodoveu Pereira destaca que essa é a parte mais dramática da avenida e isso pode aliviar, em 80%, os problemas que os moradores presenciam diariamente.
O secretário explica que a duplicação só não ocorrerá no trecho do Conjunto Porto Rico. Isso, porque seria necessário desapropriar imóveis residenciais e comerciais existente em ambas as margens, o que inviabilizaria as obras. “A Prefeitura gastaria cerca de R$15 milhões para desapropriar esses imóveis e isso ficaria mais caro do que a própria duplicação”, explica Clodoveu.
Segundo o diretor de trânsito e transporte da CMTT, Juvenil Henrique Neves, o projeto da duplicação da “Pedro Ludovico” prevê três ou quatro pontos para conversão e rotatórias. Estuda-se, ainda, a instalação de algumas barreiras eletrônicas ainda serão analisadas para redução pontual da velocidade em locais estratégicos ao longo do trecho.


O que pensam os moradores

Morador há quatro anos no bairro Calixtópolis (próximo a Avenida "Pedro Ludovico"), Antônio Clodis de Souza se espanta com o crescente aumento do número de veículos na região. De acordo com ele, os acidentes passaram a ser muito comuns na região.
Além de trânsito intenso diariamente, os moradores citam os alagamentos durante o período chuvoso. “Quando chove é caos”, destaca Jerry Dias Leite, presidente da Associação dos Moradores dos bairros Vivian Parque, Morumbi e Residencial Vale das Laranjeiras. Ele afirma que a falta de uma sinalização eficiente ainda compromete a segurança de quem passa pela Avenida. “Antigamente aqui era chamado de ‘Corredor da Morte’ pelo frequente número de acidentes”, destacou Jerry. O ponto mais crítico segundo ele é em frente ao Cemitério Parque. Ele considera a duplicação um medida necessária.
O comerciante e morador do Vivian Parque há 22 anos, José Pereira Bezerra afirma que o fluxo de veículos aumenta a cada dia mais. Ele diz serem, também, frequentes os atropelamentos próximos à escola. Segundo Bezerra, uma barreira eletrônica e faixas para pedestres seriam indispensáveis. Além disso, ele espera que a duplicação acabe com o problema dos alagamentos. “Durante a época de chuvas, toda a água escorre para a Avenida e alaga tudo”, disse.

O entorno

De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Urbano, Clodoveu Pereira, a região Oeste, entorno da Avenida “Pedro Ludovico”, cresceu muito nos últimos anos e isso só tende a aumentar. Isso se justifica pela vinda de instituições de ensino e a criação de novos conjuntos residenciais. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás em Anápolis (IFET), por exemplo, apesar de não estar totalmente pronto já começou as atividades. Além disso, cerca de 1.200 casas estão sendo construídas com parceira do governo federal pelo programa Minha Casa Minha Vida, principalmente no Residencial Copacabana.
Com o crescente número de habitantes na região, quem já vive naquela parte da cidade destaca os problemas já enfrentados como, por exemplo, os relacionados a educação. A falta vagas nas escolas municipais é queixa de muitos moradores. Segundo o comerciante José Pereira, o número de vagas nas escolas é insuficiente para atender toda a demanda.
Além disso, quem tem a necessidade de colocar os filhos no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI - antigas creches) encontra muita dificuldade. Segundo o Presidente da Associação dos moradores, Jerry Dias, há apenas uma creche para atender a cinco bairros. Por ser uma área grande - segundo ele são aproximadamente seis mil famílias - muitas mães não têm onde deixar os filhos.

Problemas

A secretária Municipal de Educação, Virgínia Melo, reconhece que o número de escolas está aquém do necessário. Segundo ela o problema da falta de vagas está em toda a Cidade e, não só para os moradores do entorno da Avenida “Pedro Ludovico”. Ela destaca que a principal dificuldade é quanto à estrutura física das escolas. “É preciso construir escolas adequadas e que proporcionem, aos alunos, espaços para estudos e esportes”, afirmou Virgínia. A Secretária destaca a falta de condições da Prefeitura em manter escolas e CMEI. “Não basta equiparmos a escola. Temos que mantê-la. Há despesas como água, luz, merenda e, principalmente, folha de pagamento, o que pesa no orçamento”, pontua Virgínia.
De acordo com a Secretária da Educação, as verbas do Governo Federal são insuficientes para cobrir todas as despesas necessárias. “Todo mês a Prefeitura tem que completar os gastos com a merenda escolar e a folha de pagamento.” Ela afirma que os baixos valores enviados para o lanche servido nas escolas, por exemplo, atrapalha em outros investimentos. “O Governo envia R$0,26 por dia para cada aluno matriculado. Apesar do montante ser grande, não dá para todas as despesas e o Município tem que completar o que falta”, destacou a secretária.

Autor(a): Flávia Gomes

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