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Ausência de chuvas começa a preocupar setores produtivos

Geral Comentários 18 de setembro de 2014

Pastagens secas e falta de água nas represas são motivo de reclamações


Os principais institutos de meteorologia não preveem a incidência de chuvas mais consistentes para os próximos dias na região de Anápolis. O que pode ocorrer, de acordo com os especialistas, é alguma chuva ocasional, fora do que apontam os instrumentos empregados nesse tipo de consulta, como sinais de satélite. A proximidade mais animadora encontrada durante consulta recente é de que , no final de semana, a partir de domingo, 21, mais especificamente, haverá uma probabilidade maior de chuvas. Esta situação preocupa a vários setores da produção rural. O site “Portal do Agronegócio”, por exemplo, assegura que os pecuaristas de Goiás estão sofrendo com a falta de chuvas nos últimos três meses. De acordo com a informação, o período seco, típico desta época do ano, faz com que ocorra queda de qualidade das pastagens prejudicando a produção e, consequentemente, a captação de leite. Algumas regiões do Estado ficaram cerca de cem dias sem chuvas. Na metade de setembro, entretanto, choveu em Goiânia, o que trouxe esperança para os produtores da região. Apesar de o período seco este ano não estar tão severo como no ano passado, a produção e captação de leite tem caído drasticamente no Estado.
No setor urbano, aparentemente, está resolvido o problema vivido por várias semanas pelos moradores, principalmente os das regiões mais altas da Cidade. A SANEAGO, finalmente, conseguiu colocar em funcionamento efetivo a adutora adicional que prevê o bombeamento de mais 100 litros de água por segundo, o que resultou em um excelente reforço para os reservatórios. Algumas reclamações sobre a falta de água são pontuais, decorrentes de avarias no sistema de canalização, o que é corrigido em curto espaço de tempo.
Outros setores
Além da pecuária, as lavouras de época, também, sofrem com a ausência de chuvas perenes. As hortaliças, principalmente, dão sinal de queda na produção. A ressalva é para os produtores que dispõem de maquinário para o bombeamento de água para os canteiros. Em decorrência disso, o preço das verduras e legumes subiu, em média, 15 por cento nas cinco últimas semanas. Alguns produtos que necessitam de mais água para se desenvolverem, começam a faltar no mercado.
Outro setor que dá sinais de problemas na produção é a piscicultura, ou, criação de peixes em escala comercial. Nos últimos meses, o tempo seco reduziu de 15% a 20% a comercialização de peixes em Goiás. A Tilápia, espécie responsável por 50% da aquicultura goiana, está sofrendo cortes na produção devido ao alto custo que a falta de chuva trás para a região.
Essa queda no comércio dos cardumes pode ser observada em dois ambientes: nos rios e nos tanques escavados. No primeiro, os peixes da região acabam se afastando das margens e vão para as partes mais fundas, pois não conseguem se adaptar à falta de umidade e às altas temperaturas que exigem do peixe maior gasto de energia, que dificulta a pesca.
Já, no tanque escavado, a falta de chuva interrompe o fluxo de água necessário para o funcionamento do sistema, permitindo uma paralisação da água, o que facilita o armazenamento de excretos dos peixes e bactérias, que se multiplicam e consomem todo o oxigênio dos cardumes. Para reverter essa situação, os aquicultores estão até reduzindo a quantidade da criação dos alevinos. No entanto, para a tranquilidade do comércio local, a previsão é que até o fim do mês haja chuva na região.

Autor(a): Da Redação

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