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Aumento no preço do pão preocupa o setor

Geral Comentários 27 de maro de 2015

Expectativa é que alta chegue até na casa de 12%. A elevação do preço, entretanto, pode reduzir o consumo


O preço do pão francês, o pãozinho nosso de cada dia, pode ter um aumento na casa de 10% a 12% nos próximos dias. Isso porque as empresas do setor estão às voltas com um aumento de cerca de 33% num de seus principais insumos, a farinha de trigo, que é cotada em dólar, além do aumento da energia elétrica, também um componente de custo bastante significativo na formação do preço do produto.
O assunto será discutido na próxima reunião do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Anápolis (SindAlimentos), que vai ocorrer no dia 09 de abril próximo. O presidente da entidade, Wilson de Oliveira, ressalta que a situação dos panificadores é difícil, porque não há como não repassar a alta nos custos de produção e, ao mesmo tempo, com o produto mais caro, pode ocorrer a redução no consumo. Wilson de Oliveira destaca que pretende debater o assunto com os empresários e avaliar a situação. Mas, na sua opinião, as panificadoras deve estar empenhadas, cada vez mais, em buscar qualidade e produtividade.
Segundo informou, o SindAlimentos está buscando a adesão dos empresários do setor em Anápolis, ao Programa de Desenvolvimento e Qualificação das Empresas de Panificação, elaborado pelo Instituto Euvaldo Lodi e que tem a participação do Sebrae, subsidiando os custos para os participantes. Ação terá como foco as Boas Práticas de Fabricação, gestão empresarial, qualidade e inovação. “O setor precisa de inovação e buscar ferramentas de competitividade, para um mercado cada vez mais exigente”, sublinhou Wilson de Oliveira, acrescentando que a iniciativa visa oferecer essas ferramentas para as empresas e atende, também, a orientação do Ministério Público, que desde o ano passado vem alertando as panificadoras do Município, para que as mesmas adotem medidas mais rígidas de controle de qualidade dos seus produtos.
De acordo com Wilson de Oliveira, a entidade está plenamente empenhada em atender a orientação do Ministério Público. Porém, é necessário, agora, que as empresas façam a sua parte e participem do programa que está sendo disponibilizado e que é de alto nível, inclusive, é uma ferramenta que pode levar as empresas, futuramente, a se habilitarem a uma certificação ISO.

Autor(a): Claudius Brito

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