(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Aumento da violência doméstica causa preocupação às Forças de Segurança

Segurança Comentários 22 de maro de 2019

Em apenas dois meses, 80 inquéritos de casos de agressões, ameaças de morte já foram encaminhados ao judiciário


Embora não disponha de uma estatística que poderia servir de referência, ou de comparativo, entre um período e outro, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher registra um número crescente de registro de violência doméstica, como agressões físicas, xingamentos e ameaças de morte contra as mulheres. Somente no último final de semana, seis homens foram presos em flagrante pela equipe da titular da Delegacia da Mulher, Marisleide dos Santos, depois de serem denunciados pelas próprias vítimas, seus familiares e, até mesmo, por vizinhos.
“Para que se tenha uma idéia da gravidade da situação que estamos vivendo, por dia a Delegacia da Mulher registra uma média de oito a dez casos de violência doméstica e de agressões físicas contra mulheres”, revela a delegada. Ela explica os números não incluem os registros feitos na central de flagrantes e em outras delegacias de casos específicos de violência doméstica. “Alem disso, fazemos também uma média de 15 atendimentos diariamente, Todos os casos são graves, embora alguns despertem a sua própria atenção “devido à gravidade dos fatos”, disse.
Sem revelar detalhes, porque a totalidade dos casos tramita em segredo de justiça, a delegada informou que, entre janeiro e fevereiro, foram encaminhados 80 inquéritos ao Judiciário, todos eles solicitando a prisão dos agressores. “O que compete à Polícia Civil já foi feito”, resume Marisleide dos Santos, sublinhando que aguarda uma decisão favorável dos juízes. Com o crescente aumento do número de registros, a delegada acredita que a quantidade de processos relatados será ainda maior quando forem fechados os registros feitos em março.
FEMINICÍDIO
Apesar do aumento do número de registros, Marisleide dos Santos ressalta o fato de, ainda, não haver ocorrido, este ano, nenhum caso de feminicídio em Anápolis. Ela lamenta, no entanto, os registros de dois casos de tentativa de feminicídio. Em um deles, a vítima perdeu uma das vistas e, no outro, enquadrado como tentativa de homicídio, um homem fez o disparo de 30 tiros contra sua ex-companheira, na presença do pai da vítima e de um filho menor. Neste último caso, de acordo com a delegada, apenas o atual companheiro da mulher foi atingido, fato que acabou caracterizando o registro como tentativa de homicídio.
Apesar de considerar todos os casos como graves, Marisleide dos Santos citou como referência de muita gravidade o recente registro de denúncia de uma mulher que vinha sendo agredida pelo esposo há quase quatro anos e que acabou sendo preso, depois que a justiça acatou seu pedido de prisão preventiva. A delegada lembrou que essa mulher compareceu à delegacia no último dia 11 com hematomas por todo o corpo, uma das mãos quebrada e com as pernas necrosadas em razão das constantes agressões. Um filho do casal de, apenas, um ano também vinha sendo agredido.
A referida mulher foi submetida a uma cirurgia e a procedimentos médicos nos membros inferiores e superiores, por causa de necroses na pele, causadas pela violência doméstica praticada pelo seu esposo, em rituais de magia negra. A delegada informou que essa mulher continua internada no Hospital Municipal, sem previsão de alta. O esposo, identificado como Washington Costa Ribeiro, 30 anos, teve sua prisão preventiva decretada pela justiça no último dia 20. O mandado de prisão foi cumprido no mesmo dia por policiais civis da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, apesar de ele já estar detido pelo flagrante.
RECUOS
Para a delegada da Mulher, o crescente aumento de registros de violência doméstica é uma consequência do alto índice desse crime que ocorre em todo o País, da falta de estrutura familiar em muitos lares e, também, da intolerância e o consumo de drogas e álcool.
A delegada lamenta que muitas mulheres acabam recuando em suas denúncias, mesmo correndo riscos de serem novamente agredidas ou até de serem vítimas em potencial de um feminicídio. “Mas, nossa obrigação é cientificar a todas as mulheres que nos procuram sobre seus direitos”, acrescentou Marisleide dos Santos. E, concluiu que, entre estes direitos, está a renúncia de continuar o processo. Nestes casos, segundo a delegada, a renúncia tem que ser formalizada na justiça, sem qualquer participação da Polícia Civil.


Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Segurança

Polícia cumpre dezenas de mandados de prisão

25/04/2019

Policiais civis cumpriram, na última terça-feira, 23/04, em toda a Regional da Polícia Civil de Anápolis, mandados de pri...

Acidente com professora que caiu de moto causa comoção em Anápolis

17/04/2019

Um acidente trágico ocorrido na última segunda-feira, 15, tirou precocemente a vida da professora Thalita dos Santos Bueno,...

Centro de Inserção Social é uma bomba prestes a explodir, assegura advogado

05/04/2019

O presidente do Conselho da Comunidade de Execução Penal da Comarca de Anápolis, advogado Gilmar Alves, fez na manhã dest...

Novo Delegado Regional recebe visita de vereadores

29/03/2019

O delegado Pedro Caires, titular da 3ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Anápolis, recebeu, na tarde da última quart...