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Aula no meio da rua irrita Marconi

Cidade Comentários 30 de novembro de 2012

Há três anos os alunos da Escola “Herta Leyser” estão assistindo a aulas de forma improvisada


A exposição de professores e alunos da Escola Estadual “Herta Leyser”, que fica no Jardim Progresso, Zona Norte de Anápolis, em uma aula ao ar livre, mais precisamente no meio da rua, provocou constrangimentos a setores ligados ao Governo do Estado em Anápolis, a ponto de resultar na intervenção direta do Governador Marconi Perillo. A “aula” foi em protesto pela demora na entrega do prédio que há três anos está em obras. Advertido, em Palácio, pelo deputado estadual José de Lima (PDT) o Governador ligou, diretamente, para a Rádio São Francisco, onde o assunto estava sendo abordado e se disse indignado com a situação. O Governador prometeu, no ar, que nesta sexta-feira, 30, o Secretário Estadual de Educação, Thiago Peixoto, seria enviado, pessoalmente, a Anápolis para tratar do assunto.
Marconi Perillo disse, na ocasião, que todo o problema está relacionado ao que vinha ocorrendo desde a administração passada (Alcides Rodrigues), responsável pela licitação da obra de edificação de um novo prédio para a referida escola, tendo em vista que o, até então, existente, não oferecia, mais as mínimas condições de utilização. “Acontece que a empresa vencedora da concorrência tocou a obra até quando estava obtendo lucros, ou seja, nas partes de fundação, alvenaria e cobertura. Quando chegou à fase de acabamento, ela, simplesmente, abandonou o serviço”, justificou o Governador. Ele adiantou que, com isso, ficou inviabilizada a execução do restante da obra (cerca de 18 por cento) problema que se arrasta por mais de um ano.
Ainda, conforme o Governador, várias tentativas foram feitas no sentido de reativar o serviço, todas elas esbarrando em questões burocráticas e legais. Seria preciso fazer uma nova licitação para ver se apareceria uma empresa interessada em fazer menos de 20 por cento de uma obra. Com o impasse, pensou-se, inclusive, na liberação direta do dinheiro a fim de se permitir que a própria diretora da Escola contratasse trabalhadores para a execução, o que, também, não tem amparo legal.
Desde que o prédio antigo foi demolido, mais de mil estudantes da Escola “Herta Leyser” frequentam aulas de forma precária. De início foram divididos em duas localidades. Uma parte ocupou as dependências da Igreja São Cristóvão, que fica no Parque Iracema, bairro próximo ao Jardim Progresso. A outra parte foi para a Casa da Criança (creche) no Jardim Alexandrina, distante mais de dois quilômetros. Recentemente, a direção da igreja solicitou a retirada das carteiras, mesas e armários, alegando que o prédio passaria por modificações. Assim os alunos foram, todos, para a Casa da Criança, que, também, não oferece condições sequer razoáveis, para a ministração de aulas. Sem contar a grande distância que alunos de todas as idades e, nos três turnos têm de percorrer. Isto gera, diariamente, protestos de toda a comunidade ligada à Escola “Herta Leyser”.

Autor(a): Nilton Pereira

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