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Auditoria nega déficit de R$ 100 milhões/mês

Política Comentários 16 de julho de 2010

O resultado do estudo feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e Tribunal de Contas sobre o déficit do Estado indica que déficit existe mas é bem maior do que o divulgado


O Estado de Goiás não possui déficit mensal de R$ 100 milhões, tanto em relação aos resultados financeiros quanto aos orçamentários. Essa conclusão faz parte dos relatórios apresentados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), vinculada à Universidade de São Paulo, e pelo Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE) para a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento do Estado de Goiás entre 1991 e 2009. Os documentos foram divulgados durante reunião desta terça-feira, 13, no auditório Solon Amaral.
O relatório do TCE está disponibilizado na página da Agência Assembleia de Notícias e pode ser acessado aqui. O documento produzido pela Fipe ainda não foi disponibilizado publicamente, mas os interessados podem solicitar a cópia da apresentação em Power Point, por e-mail ou pelos telefones (62) 3221-3189 e 3221-3192.
A analista do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE), Suzie Hayashida, afirmou que não há um déficit mensal de R$ 100 milhões para o Governo Estadual, dentro da dívida flutuante. De acordo com ela, em nenhum dos casos possíveis de análise, seja por meio do resultado financeiro, ou do orçamentário, os valores deficitários não atingem a soma acima, em 2009.

Diferenças
A pesquisadora da Fipe, Ana Paula Paulino da Costa, disse que a grande responsável pelo endividamento do Estado de Goiás é a indexação. De acordo com ela, a dívida tem sido corrigida abaixo da inflação. Também explicou que o déficit nada mais é do que uma entrada de receita menor do que sua saída, ou seja, sua despesa.
Ana Paula definiu déficit orçamentário como o saldo das receitas totais subtraídas as despesas totais, tanto as empenhadas pagas como as não pagas. Já déficit financeiro é a diferença do caixa e de recebíveis em relação às contas a pagar e às obrigações.
"Em 2005, em relação ao déficit orçamentário anual, Goiás tinha, em valores atualizados, uma soma de R$ 79.172.792,00. Dentro desta lógica, equivaleria a um valor mensal de aproximadamente R$ 5,5 milhões. No mesmo período, o déficit financeiro anual atingia, em valores atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a soma de R$ 164.746.841,00. Isso equivale a R$ 11,5 milhões por mês. Em ambos os casos, são inferiores ao valor divulgado de R$ 100 milhões mensais", afirmou Ana Paula. As considerações finais da Fipe indicam que não há como apurar, dentro dos documentos analisados, os valores mensais referentes ao déficit, somente os anuais. Também afirma que não há nem déficit orçamentário nem déficit financeiro, que, divididos por 12 meses, chega-se a esse montante, mas em torno de 10% deste valor.

Autor(a): Da Assembleia

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