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Audiência pública vê demandas do Jardim Esperança e Residencial Daiana

Geral Comentários 26 de outubro de 2017

Moradores se dizem abandonados. Problema está na divisa de Anápolis, Silvânia, Gameleira e Leopoldo de Bulhões


A Câmara Municipal realizou audiência pública na última segunda-feira, 23, na Igreja Assembleia de Deus Madureira, no Jardim Esperança, para debater o impasse que existe na divisa de Anápolis, Silvânia, Gameleira de Goiás e Leopoldo de Bulhões, que acaba prejudicando moradores que vivem nessa área sem definição, pois eles não têm a quem recorrer para buscar melhorias na saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.
O propositor da audiência, vereador Pastor Elias Ferreira (PSDB), realizou o evento após uma visita ao Residencial Daiana, que sofre ainda mais com o conflito da divisa, e de conversas com moradores do Jardim Esperança, que também são prejudicados com a situação. “É o chamado ‘nem’: não estão nem de lá, nem de cá”, frisou.
Pastor Elias ouviu de um dos seus convidados, o deputado estadual Daniel Messac (PSDB), o compromisso de propor um projeto de lei na Assembleia Legislativa que resolva de vez o conflito na divisa dos municípios. “O nosso papel é interpretar o sentimento da sociedade e transformar em legislação”, explicou o parlamentar.
Messac lembrou que se existisse alguma grande empresa na região, todos os prefeitos estariam brigando pelos tributos que seriam gerados. “Como não há, vira essa terra de ninguém”, ressaltou. Segundo o deputado, os moradores merecem toda a atenção e respeito dos políticos por se tratar de vidas humanas e de cidadãos que pagam seus impostos corretamente.
A audiência pública conseguiu reunir autoridades de diferentes áreas. A representante da Secretaria Municipal de Saúde, Virginia Alves Silva, que é coordenadora de Atenção Básica, explicou aos moradores o papel das unidades na região, ressaltou que Anápolis atende pacientes do Residencial Daiana, mesmo existindo o conflito de divisa, e disse que há um trabalho sendo feito pela administração municipal para ampliar a cobertura.
Também esteve na audiência e prestou esclarecimentos à população, o diretor de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde, Edilson Marçal de Souza.
Representante do comando do 4º BPM, o tenente Wender Tas Chagas informou que a região no qual o Jardim Esperança faz parte é atendida por duas viaturas, mas há a possibilidade de que esse contingente seja possivelmente dobrado nos próximos meses, quando os 185 soldados alunos que estão em Anápolis comecem suas atividades nas ruas.
O policial confirmou que a raiz do problema, assim como em toda a cidade, é o tráfico de drogas, que acaba impulsionando o número de homicídios. “Mas estamos trabalhando e conseguimos reduzir em 40% os roubos na região sul”, destacou. O tenente Wender frisou que mesmo com o conflito de divisa, especificamente do Residencial Daiana, a PM não deixará de atender as ocorrências da população.

Moradores
Os problemas com o conflito de divisa foram narrados por moradores da região. O pastor Gelton Gomes Santana, da Igreja Assembleia de Deus Madureira, disse que identifica diversas demandas através de conversas com os fieis. “A gente observa que falta muita infraestrutura, saúde, educação e segurança. Precisamos dessa audiência para solucionar esses problemas que são antigos”.
O presidente da Associação de Moradores do Jardim Esperança, Carlos Antônio, reclamou especificamente da falta de assistência à saúde. Segundo ele, há apenas a unidade do Munir Calixto, criada para atender apenas aquele bairro, e que hoje recebe gente de uma grande região. “Não há vaga, não há atendimento para todo mundo. As mulheres chegam de madrugada para marcar uma consulta, correndo risco de serem assaltadas ou de estupradas”, denunciou.
Carlos Antônio relacionou uma série de bairros da região que precisam de assistência à saúde: Jardim Esperança, Nova Aliança, Cidade Industrial, Nova Esperança, com 300 casas, mais 600 residências que serão inauguradas no Girassol. “Estamos sendo esquecidos. Agora que o Pastor Elias pegou essa bandeira, esperamos que os problemas sejam resolvidos”.
O presidente da Associação de Moradores informou que tem um mapa do IBGE de 2010 que informa que o Residencial Daiana é de Silvânia. Segundo ele, é preciso que as câmaras municipais e a Assembleia Legislativa cheguem a um acordo.
Dono de uma farmácia no Jardim Esperança, o comerciante Tiago Santos falou que a população local está cansada de ser tratada apenas como curral eleitoral. Ele listou problemas de segurança pública e limpeza pública, falta de sinalização de trânsito e necessidade de construção de um trevo de acesso ao bairro.
O vereador de Silvânia Cleber França disse que estava na audiência para ouvir a população e cumprir seu papel como agente público, de resolver a situação. Prometeu apresentar a demanda na sua cidade e, caso preciso, realizar uma audiência pública.

Autor(a): Da Redação

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