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Aterro Sanitário já opera com nova célula

Cidade Comentários 30 de novembro de 2015

Investimento de R$ 2 milhões coloca Anápolis como referência em Goiás na questão do tratamento do lixo. Município recebeu, pela sexta vez consecutiva, o Prêmio “Chico Mendes”


Na manhã de quinta-feira, 26, o Prefeito João Gomes; o secretário municipal do Meio Ambiente, Céser Donizete; representantes do Consórcio GC Ambiental, e outras autoridades, acompanharam o início das operações da nova célula do Aterro Sanitário de Anápolis, que tem capacidade para receber, durante os próximo cinco anos, 480 mil metros cúbicos de lixo orgânico produzido no Município.
Segundo o Prefeito, é uma obra importante, que custou cerca de R$ 2 milhões e vai trazer mais tranquilidade para Anápolis na questão do tratamento do lixo que, conforme observou, hoje é modelo para várias outras cidades.
A obra - executada pela GC Ambiental - realmente chama a atenção. A célula (ou trincheira) ocupa uma área uma área de mais de 30 mil metros quadrados. O local é todo revestido por uma geomembrana PEAD com dois milímetros de espessura, que evita a contaminação do solo.
A célula conta, também, com sistema de drenagem que transporta o chorume até a lagoa de tratamento do Aterro Sanitário. Este chorume é um resíduo líquido resultante das decomposições química e biológica do lixo, caracterizado por ser altamente poluente, não podendo ser despejado no solo, necessitando de tratamento. No aterro são utilizados dois sistemas de tratamento do chorume: o aeróbico (decomposição pelo oxigênio) e o anaeróbico (coberto). Outro detalhe técnico é que o chorume, tanto desta terceira célula, quanto das duas outras, não precisa ser bombeado para a lagoa. O líquido é transportado por “gravidade”, com os declives nos terrenos devidamente calculados para esta finalidade.
Trata-se de uma obra de engenharia completa e que coloca Anápolis como referência nesta área. Atualmente, 39,5% das cidades brasileiras têm aterros sanitários, obedecendo ao que determina a Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Diariamente, são coletadas em Anápolis cerca de 280 toneladas de lixo. Mas, ele não vai todo para o Aterro Sanitário, já que grande parte dos descartes feita nas residências e nos estabelecimentos comerciais é constituída de objetos recicláveis: papel; papelão; plástico, vidro e metal, tipo de material recolhido pelas duas cooperativas da coleta seletiva que atuam na Cidade: a Coopersólidos e a Coopercan. A coleta seletiva atende, hoje a quase 70 bairros. A meta é passar este número para 150, conforme adiantou o secretário de Meio Ambiente, Céser Donizete, o que pode também contribuir para alongar um pouco a vida útil da nova célula do Aterro Sanitário.

Anápolis recebe Prêmio “Chico Mendes” pela sexta vez consecutiva

O secretário municipal de Meio Ambiente, Céser Donizete, representou o Município na solenidade de entrega do Troféu e Certificação Selo Verde do Prêmio Socioambiental “Chico Mendes”, em evento promovido anualmente pelo instituto que leva o nome do seringueiro, sindicalista e ambientalista paraense Francisco Alves Mendes Filho, assassinado em 1988. O prêmio tem como objetivo reconhecer o trabalho de pessoas, empresas, entes governamentais que são exemplos de solução de conflitos entre desenvolvimento, justiça social e equilíbrio ambiental.
Dentre os 5.500 municípios brasileiros, três foram escolhidos para receber o prêmio: Anápolis, São José dos Campos e Cariri (CE). Anápolis, aliás, recebeu o Prêmio “Chico Mendes” pela sexta vez consecutiva. O evento está em sua nona edição. A entrega ocorreu em São Paulo, na última terça-feira, 24.
Segundo o secretário Céser Donizete, o Instituto “Chico Mendes” faz uma série de análises para a concessão do prêmio. E, no caso de Anápolis, em sua opinião, teve novamente um peso decisivo a estrutura do aterro sanitário, “que é um diferencial importante que temos em relação a outros municípios”. Porém, disse ele, também influenciaram na escolha a criação de parques ambientais, os cuidados que o município tem dispensado às áreas de preservação e os programas voltados para a educação ambiental.
Não por acaso, citou o secretário, Anápolis tem sido frequentemente visitada por prefeitos e membros do Ministério Público para conhecerem o trabalho ambiental que é desenvolvido na Cidade, especialmente, com relação à questão do lixo. Trabalho este que já vem sendo realizado há alguns anos e, agora, colhendo bons resultados, embora com muito ainda para se avançar, já que o crescimento do Município faz surgir novas demandas, novos bairros, mais pessoas produzindo lixo.

Autor(a): Claudius Brito

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