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Atentado à bomba no centro ainda intriga a polícia

Violência Comentários 12 de janeiro de 2013

Dois suspeitos de envolvimento foram ouvidos, mas negam qualquer participação


A Polícia Civil de Anápolis está tentando montar o quebra-cabeças gerado com o inusitado fato que se registrou por volta de uma e meia da tarde do último sábado, 05, quando o casal de namorados Tahys Mendes e Guilherme de Almeida foi surpreendido no cruzamento das ruas Barão do Rio Branco e Engenheiro Portella, onde uma pessoa parou uma bicicleta ao lado do carro (Gol branco) e jogou um artefato incendiário, causando grande explosão e ferimentos graves (queimaduras de segundo e terceiro graus) nos ocupantes do veículo. Desde então, as imagens captadas pelo serviço de videomonitoramento da Prefeitura e por um cinegrafista amador (Marcelinho) correm o mundo nos principais sites de notícia e na internet. O delegado Éder Martins está conduzindo o inquérito e algumas pessoas já foram ouvidas, dentre elas, dois jovens (Allyson e Bruno) apontados como suspeitos. Ambos negam qualquer envolvimento e contrataram advogados para os defenderem.
A primeira interpretação para o fato era de que se tratava de crime passional. A jovem Tahys havia rompido um namoro com certo rapaz que não teria gostado de atitude da moça e, por vingança, teria contratado alguém para praticar o atentado. Mas, até na tarde de quinta-feira, 10, as investigações não haviam evoluído muito. O caso é visto como bastante complexo, sendo fato inédito em Anápolis. A polícia quer saber, por exemplo, como uma pessoa de bicicleta pode perseguir alguém de carro, sabendo o trajeto, o horário e o local de encontrar-se com o casal vítima do atentado; quem teria fabricado (fabricação artesanal) o petardo; como o casal não identificou a pessoa que jogou o artefato no interior do carro e, o principal de tudo, a verdadeira motivação para o crime. Até policiais mais experientes consideram esta caso muito intrincado. Guilherme e Tahys seguem internados, em estado grave, no Hospital de Queimaduras de Anápolis.

Execução
Outro crime que está intrigando a Polícia de Anápolis foi o duplo assassinato que vitimou o policial Civil Elessandro Dias, 32 anos e Rodrigo Cirino das Chagas, 26 anos. Os dois foram mortos com vários disparos de arma de fogo na quarta-feira, 09, nas proximidades do Quarto BPM, no Jardim Gonçalves. Ambos participavam de uma festa promovida em uma oficina de instalação de som automotivo. Rodrigo Cirino, o “Rodriguinho” tinha várias passagens por diferentes delegacias e era suspeito de participação na morte de um tenente da Polícia Militar, há algumas semanas. Também o Policial Civil Elessandro Dias, conforme relatos policiais, tinha problemas de comportamento e responderia a alguns procedimentos administrativos. A Polícia já começou a ouvir testemunhas, principalmente vizinhos de onde o crime foi praticado.

Autor(a): Nilton Pereira

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