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Assassinatos movimentam o setor policial e causam preocupações

Violência Comentários 04 de junho de 2015

Mesmo com a intensificação do trabalho preventivo, vários homicídios foram registrados nos últimos dias em Anápolis


A Semana foi marcada por uma série de crimes contra a vida, o que resultou em vários homicídios em Anápolis. Dois deles, entretanto, chamaram mais a atenção da comunidade. A morte de uma garota de três anos, cuja autoria é atribuída à própria mãe e a de um jovem abatido a tiros na madrugada de quinta-feira, 04, em uma rua da Vila Góis.


No caso da criança, a acusação pesa contra sua genitora. Segundo a ocorrência policial, Rosana Nascimento que, de acordo com a família, tem problemas mentais, chamou a Rádio Patrulha, e relatou aos policiais que deitara sobre o corpo da filha e, involuntariamente, a havia asfixiado, o que causara a sua morte. As duas moravam sozinhas em uma casa simples na Rua dos Engenheiros, Residencial Alfredo Abrahão. A vítima foi a garotinha Kathlyn Sophia Nascimento Melo, que completaria três anos de idade em 17 de junho próximo. Entretanto, os policiais desconfiaram da versão da mulher e aprofundaram no interrogatório. Com a orientação do médico do SAMU que fora chamado para prestar socorro à criança, concluíram que a versão era falsa. Descobriu-se, ainda, um ferimento (corte profundo) no pulso da garotinha, o provocou mais desconfiança. Assim sendo, Rosana acabou por confessar o delito e afirmou que sufocou a filha com uma almofada e foi, também, a autora do corte no pulso da menina. A autora foi recolhida à Cadeia Pública e seria submetida um teste psiquiátrico, para se avaliar suas condições de sanidade. No momento da abordagem, ela dizia palavras desconexas para justificar o crime. Ressalte-se que Rosana já estivera internada em uma clínica, justamente por conta de distúrbios mentais.


Já, o assassinato do jovem Ramon Borges Rocha, aconteceu na Rua Arlindo Gomes, Vila Góis, região central de Anápolis. Ele, em companhia da namorada, chegou à casa desta por volta de três da manhã do dia 04 (quinta-feira) e foi fazer um remanejamento dos carro na garagem. Iria retirar o seu e estacionar o dela. Nisto, aproximou-se uma motocicleta de cor preta, segundo as primeiras versões, ocupada por dois elementos. Um deles teria sacado a arma e atirado. Não se precisou a verdadeira causa, mas, tudo indica que Ramon teria reagido ao assédio dos criminosos que pretendiam assaltá-lo. Ele foi alvejado por três tiros. O carro, desgovernado, rodou por alguns metros até bater no muro da Escola “Zeca Batista”, onde parou. A dupla acusada do assassinato evadiu-se. O crime foi comunicado ao Plantão de Polícia pelo pai de Ramon, o senhor Ramos Rosa Rocha. De acordo com familiares, Ramon era trabalhador, não tinha desafetos, não tinha antecedentes criminais e estava concluindo um curso de mestrado em sua profissão. O caso vai ser entregue à Delegacia de Homicídios.


Outros crimes


Jovair Rodrigues de Souza, que completou 25 anos no último mês de março, foi outra vítima de assassinato em Anápolis. Ele que, segundo a família, era usuário de drogas, desapareceu na noite de 29 de maio e seu corpo foi encontrado na tarde do dia seguinte, em uma estrada vicinal na região de Campo Limpo de Goiás. O cadáver estava perfurado por vários projéteis de arma de fogo. O crime foi comunicado ao Plantão Policial por Gilmar Rodrigues de Souza, irmão de Jovair. Segundo ele, a princípio, não existe qualquer suspeita de quem teria sido o autor do crime.


O Plantão registrou, ainda, a morte de Lucas Lucena, que completou 18 anos no dia 05 de maio último. Ele foi morto a tiros, por volta de meia noite do dia 30, nas proximidades de sua casa, no Bairro Recanto do Sol. Sua própria mãe, Vanira Conceição Lucena, foi quem registrou a ocorrência. Segundo ela, o filho era usuário de drogas e vinha queixando-se de ameaças por parte de traficantes a quem estaria devendo dinheiro. Ela, todavia, não declinou nomes dos prováveis desafetos do filho.  Lucas ainda foi socorrido e levado ao Hospital de Urgências, onde, todavia, já chegou morto.


Valdivino Alves de Souza e Thiago Ferreira de Souza, pelos dados da ocorrência, pai e filho, estavam em um bar no Jardim dos Ipês, por volta de onze da noite, quando um elemento desconhecido chegou ao recinto de arma em punho e começou a fazer disparos. Segundo as testemunhas, para se defender, Valdivino apossou-se de um taco de sinuca e o arremessou contra o estranho. Este revidou e disparou um tiro contra o rosto de Valdivino, ferindo-o. Thiago, ao ver que o pai estava ferido, tentou defendê-lo, mas, também, levou um tiro na cabeça e morreu na hora. O agressor fugiu e não foi reconhecido, ao menos, visualmente, pelas pessoas que estavam no bar. Valdivino foi socorrido e internado no Hospital de Urgências.

Autor(a): Da Redação

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