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Assaltos, consumo de bebidas e drogas no Distrito Agro Industrial

Segurança Comentários 05 de maio de 2013

Problemas de assaltos em pontos de ônibus, construção do viaduto, venda de bebidas e até consumo de drogas estão sendo tratados numa série de reuniões


Os transtornos causados pela construção do viaduto; falta de segurança nos pontos de ônibus do transporte coletivo, vendas de bebidas alcoólicas e, até, denúncia de tráfico e uso de drogas em locais próximos às indústrias, são questões que têm pautado uma mobilização das empresas ali localizadas. Isto poderá resultar na criação da Associação Pró-Desenvolvimento do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), conforme já havia antecipado o CONTEXTO. Uma reunião específica para tratar da criação da entidade irá ocorrer em breve, uma vez que os estudos já estão bem adiantados.
Na última terça-feira, 30, no Porto Seco Centro Oeste, aconteceu uma reunião com a presença de oficiais da Polícia Militar; da empresa de transporte coletivo TCA; do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc); Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de Goiás (Sindqf), da Gerência Regional do Trabalho e de empresas sediadas no DAIA. O objetivo, segundo o superintendente da aduaneira, Edson Tavares, foi dar andamento às discussões iniciadas no dia 26 de abril último, para tratar de alternativas para o acesso ao distrito, em razão das obras de construção do viaduto. Depois daquela reunião, outras questões começaram a ser levantadas em relação a problemas de assaltos em pontos de ônibus, venda de bebida alcoólica, consumo de drogas e mais uma série de demandas. Daí, as reuniões foram divididas em grupos: logística, estrutura e recursos humanos.
Em relação à segurança, outra reclamação apontada foi a precariedade na iluminação pública do DAIA. De acordo com Edson Tavares, o Porto Seco já se comprometeu em fornecer um caminhão do tipo Munk para que as trocas de lâmpadas sejam efetuadas pela administração do Distrito, que dispõe de lâmpadas e de pessoal especializado para a troca. Quanto ao policiamento, o Comandante do 4º Batalhão, tenente coronel Rubens Maia ressaltou que serão realizadas algumas mudanças no sistema de patrulhamento. Acompanhado pelo coronel Paulo Inácio (representando o comandante geral do 3º CRPM) e do capitão Josmar, Maia enfatizou que causaram estranheza as denúncias de assaltos nos pontos de ônibus, uma vez que apenas uma ocorrência dessa natureza foi registrada, no mês de janeiro. Na reunião, foram disponibilizados aos representantes das empresas, os números dos celulares das viaturas que cobrem a área. Os oficiais da Polícia Militar destacaram que é fundamental que haja uma melhor comunicação dos fatos e o seu efetivo registro, quando da ocorrência. “Vamos fazer um trabalho diferenciado aqui no DAIA”, garantiu o tenente coronel Rubens Maia.
O delegado do Genarc, Alex Vasconcelos, destacou que embora conte com um efetivo pequeno de agentes, as denúncias sobre tráfico e uso de entorpecentes serão investigadas para a prisão dos envolvidos. Ele observou que neste caso, também, não têm chegado denúncias à especializada que, inclusive, está funcionando com a Regional da Polícia Civil, num prédio localizado no próprio Distrito Agro Industrial.

Horários
O presidente executivo do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), Marçal Henrique Soares informou que encaminhou ofícios aos órgãos competentes (Postura, Vigilância Sanitária, dentre outros), alertando sobre o problema de venda de bebidas em alguns pontos do DAIA. Conforme observou, o fato pode acarretar em demissão por justa causa de empregados flagrados em estado de embriaguês. “Além disso, é um chamariz para marginais”, sublinhou.
Marçal Soares explicou, em relação à criação da Associação Pró-Desenvolvimento do DAIA, que a entidade não pretende “competir” com outras entidades constituídas, mas realizar um trabalho mais específico em torno das demandas do Distrito.
Na quinta-feira, 02, uma nova reunião ocorreu com a participação dos profissionais de Recursos Humanos das indústrias, para se discutir uma possível alteração nos horários de saída das empresas, com o objetivo de se evitarem congestionamentos nas saídas alternativas ao trevo do DAIA, que estará fechado para a obra do viaduto. Uma das rotas deverá ser a do contorno viário, sobretudo, para o deslocamento de caminhões e ônibus. Diariamente, em torno de 19 mil trabalhadores circulam pelo DAIA, a maior parte, fazendo uso do transporte coletivo. O representante da TCA, Daniel Carvalho, enfatizou que a empresa está aberta a discutir com as empresas mudanças de horário e outras medidas que se fizerem necessárias para melhorar o atendimento, principalmente, nos horários de pico de saída dos trabalhadores das indústrias.
O Gerente Regional do Trabalho e Emprego em Anápolis, Degmar Pereira, ressalta que dependendo da complexidade das alterações, para que não haja prejuízo aos trabalhadores, as mesmas devem ser estabelecidas por meio de convenção coletiva entre patrões e empregados.
De acordo com o superintendente do Porto Seco, Edson Tavares, é essencial que seja estabelecido um melhor canal de ligação das empresas do DAIA com os vários órgãos e concessionárias de serviços públicos que atuam no Distrito. “Há muitos problemas, mas a gente resolve conversando, buscando as soluções de forma conjunta”, enfatizou.

Autor(a): Claudius Brito

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