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Aspectos econômicos de uma cidade em ebulição

Economia Comentários 30 de julho de 2015

O crescimento da Cidade contraria qualquer onda pessimista e aponta para mais desenvolvimento


Identidade adquirida desde os anos 30, a indústria, em variadas formas e vertentes, sempre se mesclou com a história de Anápolis. Desde o processo transformador de alimentos in natura (carne, leite, açúcar, café e outros), passando pela cerâmica (importante fornecedor de tijolos, telhas e manilhas para as construções de Goiânia - anos 40 e Brasília - anos 60) a Cidade evoluiu acima da média. Hoje, sua proposta mercadológica/industrial se assemelha ao que é verificado nos chamados grandes centros (São Paulo; Paraná, Rio Grande do Sul, Minas e Rio de Janeiro) em termos de modernidade e diversidade industriais.


A característica de município industrial se baseia no fato de que, além das mais de 700 (número calculado) indústrias distribuídas em seu território, abriga o maior polo industrial do Estado de Goiás, o Distrito Agro Industrial de Anápolis - DAIA, com 102 indústrias ativas, mais sete em construção e 135 novos projetos aprovados através de incentivos fiscais concedidos pelo Estado.  Em 2006, foi classificado como o segundo município mais rico de Goiás, com um Produto Interno Bruto assim dividido: 64,5% no setor serviços, 34,54% no setor industrial e 0,96% no setor primário. Anápolis, desta forma, ocupa o segundo lugar entre os municípios goianos, em termos do valor adicionado da indústria em Goiás, participando com 8,09% do Estado, advindos de indústrias do ramo farmacêutico; produção de adubos; produtos alimentícios, embalagens e metalurgia.


 


Fatores determinantes


Ao longo dos mais de cem anos de Anápolis, muitos fatores promoveram seu crescimento e fortalecimento como uma das principais cidades do estado de Goiás. Primeiro, sua condição de entreposto comercial, intimamente ligado a tropeiros e imigrantes. Hoje, a vocação histórica de entreposto comercial confirma-se como dinâmico polo atacadista, acompanhado pela Estação Aduaneira de Interior (EADI) ou, Porto Seco Centro-Oeste, que agiliza as operações de exportação e importação, possibilitando a redução de custos e ampliação dos negócios externos, atraindo investimentos em busca de competitividade.


Segundo, quanto a sua participação ativa no mercado consumidor, hoje existe num raio de pouco mais de 1.200 quilômetros, 75% do mercado brasileiro. Isso se deve ao surgimento do sistema de transporte rodoferroviário e à criação das capitais Goiânia e Brasília que possibilitaram a interiorização brasileira. Terceiro, a construção da Base Aérea nos anos de 1970 ampliando o capital circulante do município. Acrescente-se que, em 2000, o Município, também, passou a abrigar o Esquadrão Guardião da Amazônia, responsável direto pelo Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM).


 


Mercado emergente


Outro pronto a se considerar é o dinamismo em que se encontra o mercado produtivo de Anápolis. O número de empregos criados demonstra, ao longo dos últimos anos, que o saldo é positivo, nos setores produtivos industriais e comerciais. Por outro lado, esse progresso foi pouco notório no setor primário, que representa, apenas, 1,5% do PIB municipal. Os principais produtos agrícolas do município de Anápolis são milho; soja; banana; laranja, tomate e mandioca. Somente a soja apresentou crescimento de 75% na produção e 34,62% na área plantada, devido, justamente, à sua grande aceitação no mercado internacional. Nos demais produtos houve queda de, até, 91,49%, caso da laranja.


O principal núcleo industrial de Anápolis concentra-se no DAIA, que está situado a cerca de cinco quilômetros a Sudeste. No contexto nacional, está situado dentro das áreas de influência dos principais mercados consumidores da região central do País, representada por Brasília; Goiânia; Tocantins, Anápolis e o Triângulo Mineiro. Esta área é favorecida por infraestrutura rodoferroviária: o corredor de exportação, que inclui Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo, ligando o DAIA aos demais mercados nacionais, bem como aos principais portos exportadores da região sudeste: Vitória (ES); Rio de Janeiro (RJ), Sepetiba (RJ) e Santos (SP). Futuramente ao porto de Itaqui, no Maranhão. O DAIA tem uma área de mais de mil hectares, e gera em torno de 10 mil empregos diretos. Segundo dados oficiais, existem 135 novos projetos de incentivos fiscais aprovados pelo Estado, com terrenos pré-definidos, para a instalação, em Anápolis, de novas indústrias em diversas áreas de atuação.


 


Indústria farmacêutica


Outro destaque na economia anapolina, o polo farmoquímico, formado por dezenas de empresas, várias delas de porte internacional, tem como objetivo buscar novos investimentos, com vistas ao constante aumento de produtividade e à redução de custos. Para tanto, em março de 2001 foi implantado o Instituto de Gestão Tecnológica Farmacêutica, como resultado das atividades da plataforma tecnológica do setor farmacêutico de Goiás. Este instituto se destina a promover gestão de projetos de pesquisa; desenvolvimento e inovação tecnológica; coordenar a prestação de serviços técnicos e tecnológicos às empresas deste segmento; estimular e promover processos de transferência de tecnologia entre as empresas do setor; coordenar programas de formação de recursos humanos e gestão de qualidade e do meio ambiente, e, finalmente, estimular a formação de projetos de Normatização, Metrologia e Certificação das empresas. (Colaborou Letícia Jury).

Autor(a): Nilton Pereira

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