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As lições que vêm das eleições de 2010

Política Comentários 05 de junho de 2014

Na eleição passada, os anapolinos distribuíram fartos votos para os candidatos, em sua maioria, de fora e deixaram escapar a chance de aumentarem sua representatividade política


Um passo importante para se compreender o processo político, é analisar o resultado de uma eleição anterior. Claro que cada eleição é uma eleição e tem as suas particularidades. Entretanto, essa leitura permite uma reflexão sobre como nós, os eleitores, nos comportamos nas urnas. Soubemos aproveitar os nossos votos? Este é um questionamento recorrente em Anápolis que, nos últimos anos, vem perdendo a sua representatividade política, pelo menos, do ponto de vista numérico, por exemplo, na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
Mas, vamos recordar os números da eleição de 2010 que, como a de agora, trata-se de uma eleição geral, ou seja, vamos votar para Presidente da República; Governador; Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual. Vamos começar pela eleição presidencial. Os anapolinos despejaram, nas urnas, votos para os nove concorrentes, totalizando 177.398 votos nominais. Os dois eleitos para o segundo turno foram Dilma Rousseff (PT), que obteve 59.466 votos e José Serra (PSDB), 77.475 votos. No segundo turno, o tucano, novamente, ficou na dianteira, com 99.738 votos contra 68.316 votos dados a Dilma Rousseff, que não ganhou em Anápolis, nem no primeiro e nem no segundo turnos, mas venceu a disputa no País.
Na eleição para Governador, os votos de Anápolis somaram 172.717 e foram distribuídos aos cinco concorrentes de então. No primeiro turno, Marconi Perillo (PSDB) obteve 112.283 votos e Íris Rezende, 38.706, somando 150.989 votos. No segundo turno, Marconi bateu, novamente, Íris no Município, pelo placar de 124.173 votos a 42.701 votos. Marconi se elegeu no cômputo geral dos votos para o seu terceiro mandato em Goiás.
Para o Senado, os anapolinos, deram um total de 286.421 votos aos oito concorrentes, sendo que os dois mais votados no Município e que acabaram eleitos no cômputo geral de votos do Estado, foram Demóstenes Torres (DEM), com 133.493 votos e Lúcia Vânia (PSDB), com 92.000 votos. Somando os dois, foram 225.493 votos dos anapolinos, cruciais para a eleição de ambos.
Para Deputado Federal, nada menos do que 116 candidatos obtiveram votos em Anápolis, totalizando 160.103 votos nominais. Os 17 eleitos somaram 119.905 votos e os dois representantes eleitos do Município, Rubens Otoni (PT) e Ronaldo Caiado (DEM) obtiveram, respectivamente 89.402 votos e 5.332 votos, somando 94.734 votos nominais.


Assembleia
Agora, o mais interessante, foi a votação para Deputado Estadual. Nada menos que 444 candidatos ratearam os 156.521 votos depositados nas urnas pelo eleitor anapolino. Os 41 eleitos para o cargo obtiveram votos no Município, somando 50.025 votos. Os dois representantes do colégio eleitoral, Carlos Antônio (PSC) e José de Lima (PDT), juntaram, apenas, 31.240 votos, sendo 15.474 para o primeiro e 15.766 para o segundo. A pergunta é: daria para fazer mais representantes na Assembleia? Obviamente, os 156.521 seriam, sim, suficientes para eleger, pelo menos, mais dois deputados. O que faltou? Talvez, uma estratégia melhor dos partidos para evitar lançar muitos candidatos e, assim, dividir os votos. Talvez, uma estratégia para fazer com que os nomes da Cidade tenham mais peso na formação das listas nos diretórios regionais. Talvez, nós, eleitores, não soubemos valorizar o voto e o desperdiçamos para políticos sem compromisso com a região. Talvez, um pouco de tudo isso. O certo é que não estamos conseguindo encontrar o caminho para tornar mais efetiva, numericamente, esta representatividade política. E se não estamos conseguindo fazer isso, é porque, obviamente, vivemos um retrocesso, quando deveríamos gozar de uma situação bem melhor. Afinal, como o terceiro maior colégio eleitoral de Goiás, temos cacife para isso. Ou, não?

Autor(a): Claudius Brito

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