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Artista de Abadiânia expõe em Nova York

Cultura Comentários 14 de setembro de 2015

Obras ficarão em galeria onde Picasso, Goya e Andy Warhol apresentaram trabalhos


Rodrigo Franzão é o primeiro artista plástico brasileiro, em 117 anos, a expor na Marquis Gallery do National Arts Club, em Nova York. As obras vão ficar expostas dos dias 29 de setembro a 24 de outubro. O artista, natural de São Paulo, mora em Abadiânia, cerca de 35 quilômetros de Anápolis, desde 2013.


De acordo com material de divulgação do artista, ao conhecer os trabalhos de Franzão, Robert Yahner, curador do National Arts Club, ficou impressionado com a qualidade das obras e a técnica utilizada em suas criações.


Buscando inspiração na relação que o indivíduo tem com o corpo, Franzão deixa aparente em primeiro plano os alicerces biológicos que formam o ser humano, propondo uma reflexão sobre nossas estruturas físicas. Em técnica mista sobre papel, as obras são costuradas com fio de cobre para traçarem as estruturas internas do corpo humano. Diversos planos de observação são propostos para levar o observador a se distanciar da geometria e da figuração apresentadas, e se deparar com sua própria realidade.


O curador Robert Yahner, conta que “impressionou-se com a qualidade das obras e com a lucidez com que o artista mistura os materiais”. Já Carlos T. Kearns destaca que “observou a contemporaneidade das obras, a riqueza em detalhes e a maneira como o artista aproxima as cores”.


O artista - Rodrigo Franzão iniciou o processo artístico depois de encerrar sua carreira como professor de língua portuguesa. Seu interesse pelas artes plásticas consolidou na faculdade de Letras, curso concluído na Universidade São Marcos em 2014, em que pôde, por meio da literatura, incentivar a percepção reflexiva, que fortaleceu em uma especialização em Psicopedagogia e Arteterapia.


Instigado pelo abstracionismo geométrico e pela arte construtivista, o artista se expressa com a finalidade de revelar a transparência existente dos materiais de uso cotidiano, os quais alimentam o seu interesse pelo comportamento social e a relação entre os objetos e as ações que reforçam as necessidades humanas. Desenvolve múltiplas linguagens por meio das tramas gráficas, utilizando técnicas mistas para evidenciar os detalhes e os mecanismos que se fragmentam em dispersões, intervalos e ruídos.

Autor(a): Ana Cláudia de Oliveira

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