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Arrecadação de tributos federais recua 39,99 em setembro

Economia Comentários 27 de outubro de 2016

Delegacia da Receita Federal de Anápolis registra redução de R$ 96.049 milhões em recolhimentos, considerada a mais alta deste ano


A arrecadação de tributos e contribuições federais na área da Delegacia da Receita Federal de Anápolis registrou, em setembro, uma queda de 39,99% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. No mês, a arrecadação fazendária somou R$ 144.151 milhões, ante R$ 240.200 milhões em setembro de 2015, o que representa uma redução de receita de R$ 96.049 milhões ou, a queda de quase 40%, considerada uma das mais altas deste ano.
O desempenho da arrecadação em setembro consolida a tendência de queda registrada em todos os meses de 2016 na área de atuação da Delegacia de Anápolis. A mesma situação se repete em nível nacional, com a arrecadação se mantendo em queda pelo nono mês consecutivo, frustrando a expectativa do Governo de recuperação da economia no segundo semestre, o que pressiona, ainda mais, as combalidas finanças públicas do País.
No acumulado do ano, o desempenho da Delegacia de Anápolis não é muito diferente, com uma queda de receita de 19,10%. De acordo com relatório elaborado pela Equipe de Previsão e Análise da Arrecadação, de janeiro a setembro a arrecadação fazendária totalizou R$ 1.427 bilhão, contra R$ 1.764 bilhão no mesmo período do ano anterior, o que significa uma redução de receita de R$ 337 milhões. A Receita ainda não divulgou o resultado da arrecadação previdenciária de setembro, que é incluída no total arrecadado no mês.
No País, a queda na arrecadação em setembro foi de 7,3%, em relação ao mesmo período do ano passado, inferior aos 10,17% de recuo registrado em agosto. No acumulado do ano, a queda na arrecadação federal em todo o Brasil já chegou a 8,27%%. Os dados divulgados pela Receita mostram a persistência de queda na arrecadação de tributos diretamente relacionada com atividades como o PIS e a COFINS, que encolheram 8,3% e 11% respectivamente, na comparação com o nono mês de 2015 e, também, o IPI, que encolheu 20,4%, com destaque no recolhimento deste tributo sobre automóveis, que teve um recuo de 40%. São dados que reforçam os sinais de que a recuperação da atividade econômica ainda é muito fraca para se confirmarem as expectativas segundo as quais o País estaria perto de sair da recessão.
1ª Região Fiscal
Em setembro a Delegacia da Receita Federal em Brasília ficou com o melhor desempenho, com uma arrecadação de R$ 7,634 bilhões e um aumento de 14,51% em relação ao mesmo mês de 2015. No acumulado do ano, sua arrecadação já soma R$ 68.686 bilhões, 4,5% a mais do que nos nove primeiros meses do ano passado.
A segunda posição ficou com a Delegacia de Goiânia, que arrecadou R$ 624.926 milhões, o que representa um aumento de 9,63% em relação a setembro de 2015. De janeiro a setembro, a Delegacia de Goiânia teve uma arrecadação acumulada de R$ 5.496 bilhões, um aumento de 8,24% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na sequência vem a Delegacia de Cuiabá (MT), que arrecadou R$ 448.281 milhões, um aumento de 5,73% e, no acumulado do ano R$3.694 bilhões, um incremento de 6,58% em relação aos nove primeiros meses do ano passado.
A quarta posição no ranking das delegacias da 1ª Região Fiscal que mais arrecadam ficou com a Delegacia de Campo Grande (MS), com R$ 256.362 milhões (aumento de 1,59%) em setembro e, R$ 2.057 bilhões no acumulado do ano (queda de 0,95%). A Delegacia de Anápolis que, em anos anteriores, já chegou a ocupar a terceira posição no ranking está, hoje, na quinta colocação, conforme números da arrecadação de setembro e no acumulado do ano citados acima.
A Delegacia de Palmas (TO) ficou com a sexta posição no ranking, com uma arrecadação de R$ 134.722 milhões em setembro (aumento de 49,58%) e de R$ 878.601 milhões no acumulado do ano e um crescimento de receita de 13,03%. A última posição ficou com a Delegacia de Dourados (MS), com uma arrecadação de R$ 103.632 milhões (aumento de 7,97%) em setembro e de R$ 694.471 milhões no acumulado do ano, com um crescimento de receita de 11,58%.

Autor(a): Da Redação

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