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Área degradada no Filostro vira centro de formação

Cidade Comentários 06 de maio de 2011

Espaço público que estava praticamente abandonado receberá centenas de jovens em cursos de formação e abrigará projeto inovador de recondicionamento de computadores


O Centro Social “Mirian Rezende”, localizado no Conjunto “Filostro Machado Carneiro”, na região Leste de Anápolis, deixou de ser um depósito de pneus velhos e de entulhos para atender, efetivamente, à comunidade, em uma de suas necessidades recorrentes: a formação para o emprego.
O projeto do Centro de Formação Profissional, que vem sendo trabalhado desde o final de 2010, numa parceria da Prefeitura Municipal com o SENAI, é pioneiro em Goiás e deve servir de modelo para outras iniciativas desta natureza. O Município cedeu as instalações físicas e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, está entrando com toda a estrutura pedagógica que, de início, vai viabilizar 17 cursos. Este número, todavia, irá aumentar progressivamente até à casa dos 50, abrindo em torno de 3 mil vagas para as pessoas que queiram se preparar para ingressarem no mercado de trabalho.
O diretor da Faculdade de Tecnologia Roberto Mange, Francisco Carlos Costa, lembrou que os moradores daquela região serão beneficiados com os cursos ali oferecidos, citando, dentre eles, os de montador automotivo; montador de som e alarme; instalador hidráulico; pedreiro; mecânico de motocicletas; alimentador de linha de produção; fabricação de velas e sabonetes, pedreiro de edificações e outros. Além disso, cursos com foco voltado para o público feminino como artesanato em decoupagem, artesanato traçado em fita e artesanato em flores de fuxico. Serão, também, disponibilizados cursos rápidos nas unidades móveis do Sistema S, como o Cozinha Brasil, do SESI. E, ainda, há previsão de que sejam oferecidas vagas para a educação de jovens e adultos da alfabetização ao ensino médio.
O prefeito Antônio Gomide ressaltou, durante a inauguração, ocorrida na última quinta-feira, 05, que em torno de 50 mil pessoas que moram na região Leste, estão sendo beneficiados com esta e outras ações, se referindo à reforma do CAIC, que passará a funcionar como escola de tempo integral, utilizando toda a estrutura que está sendo remodelada. Sobre o centro de formação, Gomide destacou que a iniciativa é uma “porta aberta para as pessoas que estão em busca de oportunidades e querem trabalhar”. Ele adiantou que, até o final do mês, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) deve fazer um novo evento, junto com a Confederação Nacional da Indústria, para a apresentação deste novo modelo de parceria.

Centro para recuperar “lixo tecnológico”
Além da unidade de Formação Profissional, também vai funcionar no local o Centro de Referência Tecnológica Social, uma experiência inovadora em Goiás, que surgiu de um projeto apresentado pelo servidor da Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, Edimilson Fernandes Vieira, que obteve o segundo lugar, em nível nacional, no Prêmio Técnico Empreendedor do SEBRAE, sobre o tema: inclusão social. O projeto foi o Centro de Recondicionamento de Computadores - Reciclatec, que agora saiu do papel, sob a sigla CRC.
O secretário de Ciência e Tecnologia, Fabrízio Ribeiro, adianta que, basicamente, o CRC trabalhará em quatro vertentes: a primeira delas é a coleta de equipamentos de equipamentos de informática que seriam descartados por usuários individuais ou empresas. A segunda, a triagem do material recolhido separando as peças que podem ser aproveitadas e a parte que irá virar “lixo tecnológico”. Numa terceira etapa, será feito o treinamento de pessoas que desejam atuar como técnicos em computador. O material doado se transformará em “matéria-prima” a ser utilizada pelos alunos. “Hoje, uma visita técnica para os serviços mais básicos, não sai por menos de 40 reais. Então, é uma boa oportunidade para muitos jovens”, sublinhou.
Finalmente, a última vertente do projeto é o descarte do “lixo tecnológico”. O secretário frisou que essa ação tem um apelo ecológico importante, pois vários dispositivos como circuitos eletrônicos das máquinas possuem metais pesados e altamente poluentes. Grande parte desse “lixo” pode ser reciclada.
De acordo com Fabrízio Ribeiro, uma das primeiras ações do CRC já está programada: será no dia 14 próximo, com um grande mutirão para a coleta de “lixo eletrônico”. As empresas ou pessoas interessadas em fazer doações, podem entrar em contato pelo telefone: 3902-1016.

Autor(a): Claudius Brito

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