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Aprender na Terceira Idade é uma realidade

Geral Comentários 14 de setembro de 2015

Projeto resgata autoestima e vontade de aprender nos idosos


O projeto da Universidade da Terceira Idade – UniATI existe desde fevereiro deste ano, mas o sonho de se realizar uma universidade para a terceira idade é bem mais antigo, começou a ser desenhado em 2008. Mas para realizar o projeto, que até então existia só no papel, era preciso levantar recursos e parcerias. Foi aí, que no final do ano passado, a Pró-Reitoria de Extensão Universitária da UniEVANGÉLICA, decidiu fazer um convite aos cursos oferecidos pela instituição.


Todos os professores com carga horário mensal de 40 horas deveriam dedicar, pelo menos, duas horas por semana para a UniATI. Nasceu, assim, a Universidade Aberta da Terceira Idade, com participação de vários cursos da instituição, que oferecem aos 250 alunos matriculados, oficinas em diversas áreas.


De acordo com a coordenadora da UniATI, Viviane Lemos, no começo do ano 160 idosos participaram do projeto. No segundo semestre a procura aumentou e as 250 vagas foram preenchidas. “Ainda não sabemos se iremos conseguir ampliar essas vagas. Mas esse é o nosso sonho”, diz. A única exigência para participar do projeto é ter mais de 60 anos. “Aqui, temos pessoas aposentadas com curso superior e outras analfabetas. Todas convivem bem e são tratadas da mesma maneira”, afirma Viviane Lemos.


O projeto conta com a participação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Anápolis, que todos os dias, oferece um lanche aos idosos. E eles que precisam mesmo de uma refeição reforçada para enfrentar a maratona de atividades oferecidas pelo projeto. As aulas acontecem de segunda a sexta-feira, cada dia é uma atividade diferente. São várias oficinas, que vão desde Direitos e Deveres dos Idosos a como Envelhecer com Saúde, passando por plantio orgânico de hortaliças e plantas medicinais e uso de tecnologias.


Os idosos também participam de atividades esportivas como hidroginástica, musculação e ginástica. “Eles têm aulas todos os dias, mas não precisam estar aqui diariamente. São eles que fazem sua programação. O que a gente exige é que eles participem de pelo menos uma oficina, além do esporte”, explica a coordenadora.


Aos 74 anos, o costureiro e estilista aposentado José Gonçalves Guimarães veio participar do projeto, a princípio interessado em aprender um pouco sobre computação. “Eu já participava do CCI, mas eu queria aprender a mexer no whatsapp, facebook, essas coisas. Então eu vim pra cá”, conta. Ele explica que não conseguiu aprender muito, mas que estar na universidade é muito bom. “Quando eu estava em casa, ficava o tempo todo vendo televisão. Agora, eu me distraio e pretendo continuar”, diz.


Nilda José Gonçalves descobriu um câncer e mesmo assim nunca desanimou. Ela tem 66 anos e só parou de trabalhar por causa da doença. “Eu parei de trabalhar no começo deste ano. Mas quando eu sarar quero voltar”, afirma. Animação de dar inveja a qualquer jovem. Ela tem aulas de hidroginástica todas as terças e quintas-feiras e ainda participa de várias oficinas. “Isso aqui é bom demais. O ano que vem estou aqui novamente”, afirma.


E são depoimentos assim que fazem a coordenação do projeto acreditar que está no caminho certo. “Eu fico emocionada porque a gente observa que o projeto tem uma importância social muito grande. Através dele, você tira o idoso daquela situação de impotente e ele vê que é útil. Ele consegue enxergar além de casa e aqui, além de aprender, passa também um pouco de sua experiência”, conclui Viviane Lemos.

Autor(a): Ana Cláudia Oliveira

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