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Aprendendo através do lixo tecnológico

Geral Comentários 09 de novembro de 2012

O que para muitos se trata de lixo produzido pela vida moderna, para algumas crianças e adolescentes de Anápolis é material de aprendizagem


O que você faz com as peças de computadores e eletrodomésticos que não tem mais conserto e ocupam lugar em casa? Joga no lixo? Saiba que em Anápolis existe uma finalidade útil e sustentável para esse tipo de material, que até agora você pensou se tratar de lixo.
A solução está no Centro de Recondicionamento de Computadores, o CRC, que faz parte da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação. O CRC recondiciona equipamentos de informática já inutilizados, dando a eles outras funções, com o objetivo de apoiar a criação de Telecentros Comunitários, ampliar a informatização nas escolas públicas, bibliotecas e outros órgãos cadastrados e selecionados para o recebimento destes aparelhos. Cerca de cinco toneladas de sucatas foram destinadas à reciclagem desde que o Centro foi criado. Todos os equipamentos recondicionados são feitos pelos alunos da Oficina de Robótica que fica na sede do CRC.
Na oficina, dezenas de pré-adolescentes, instruídos por estagiários dos cursos de engenharia mecânica e sistemas de informação, aprendem as multidisciplinas que envolvem a robótica, como física e matemática, na prática. Partes de computadores já inutilizados, nas mãos desses jovens se transformam em várias espécies de motores, inclusive para barquinhos, pequenos geradores de energia, entre outros equipamentos. O coordenador geral do Centro, Edmilson Fernandes Vieira, conta que, além da oficina incentivar os jovens a estudarem e conscientizá-los por meio de aulas de cidadania, é um motivo a menos para que fiquem na rua. "Muitos pais apoiam a ideia porque seus filhos estão aqui aprendendo algo que pode lhes render bons frutos futuramente, tanto na questão da formação quanto a ser um meio de renda, enquanto poderiam estar nas ruas", diz e complementa, "O CRC quer mostrar para esses jovens, através da oficina de robótica, que o computador não é somente um meio de entretenimento, mas que ele pode ser uma ferramenta de trabalho e de educação", explica.
Fábio Henrique Nascimento, 13, soube da oficina de robótica por um amigo que já participava das atividades promovidas pelo Centro, e desde que conheceu o local se interessou pela oficina. "É muito interessante transformar peças que antes iriam para o lixo em experiências e equipamentos, ainda mais quando eu mesmo posso fazer isso", conta o aluno.
Um dos monitores da oficina é o estudante de engenharia mecânica, Marcus Vasconcelos, 23, que desde a infância gostava de computadores, motos e todos os tipos de máquina, o que já apontava o que iria fazer no futuro. "Infelizmente não tive a oportunidade que os jovens aqui do CRC têm, quando eu tinha a idade deles, mas felizmente, hoje tenho a oportunidade de ensiná-los e incentivá-los quanto ao futuro", ressalta.
O projeto, que desenvolve um trabalho de extrema importância nos tempos atuais, foi idealizado pelo próprio coordenador do Centro, Edmilson Fernandes. Ele, que também é professor no Centro de Educação Profissional de Anápolis, CEPA, criou e esboçou o projeto 'Reciclatec - Centro de Recondicionamento de Computadores', que se tratava basicamente de uma prestadora de serviços de reciclagem de computadores estragados, que daria origem a equipamentos em condições de uso, doados a instituições. O professor convidou, na época, dois alunos (João Felipe Gonçalves e Wesley de Jesus Dutra) para ajudá-lo na execução do projeto. E o grupo conquistou o 2º Lugar Nacional no Prêmio Técnico Empreendedor 2010, do Sebrae. A Prefeitura considerou viável a implantação do projeto e, desde então, ele tem atendido à comunidade anapolina, uma vez que é aberto a toda ela.
Os materiais que não atendem às pessoas e empresas podem ser doados para o Centro de Recondicionamento de Computadores, localizado no Centro de Formação Profissional Miriam Rezende, no Conjunto Filostro Machado, Rua Antônio de Souza Ramos s/n, ou através do telefone (62) 3902-1016, para agendamento para a retirada do equipamento.


Saiba quais são os efeitos tóxicos de alguns componentes do lixo eletrônico causam à saúde humana:

Arsênio - Sistema respiratório: insuficiência pulmonar, traqueobronquite, tosse crônica e fibrose intersticial difusa.
Sistema cardiovascular: lesões vasculares periféricas, e em alguns casos gangrena.
Sistema hematopoiético: leucopenia, hemólise intravascular e anemia (arsina) Carcinogenicidade.
Cádmio -Transtornos gastrintestinais, anemia, eosinofilia, rinite, descoloração dos dentes, enfisema pulmonar e doença renal.
Alterações renais são caracterizadas por: lesão no túbulo proximal e posteriormente no túbulo distal e glomérulos.
Chumbo - Transtornos hematológicos, Síndrome encefálica, astenia, transtornos renais, Transtornos gastrintestinais, alterações cardiovasculares e hepáticas, supressão imunológica.
Cromo - Alterações cutâneas, lesões nasais, transtornos renais e gastrintestinais, bronco pulmonares.
Carcinogenicidade: maior incidência de câncer de pulmão.
Manganês - Alterações psiquiátricas e neurológicas, bronquite aguda, pneumonia e psicose maníaco-depressiva.
Mercúrio - Danos neurológicos, psiquiátricos, renais, visuais e dermatológicos.
Alumínio - Demência da diálise, doença de Alzheimer.
Berilio - Pneumonia química aguda, hiper-sensibilidade, beriliose (doença pulmonar crônica). Existem evidências para o efeito carcinogênico.
Níquel - Carcinogênico do trato respiratório. Gera alergia de contacto (dermatite).
Cobalto - Vômitos, diarreia e sensação de aquecimento do corpo e cardiomiopatias.
Cobre - Doença de Menkes (degeneração do córtex cerebral). Vômitos frequentes (de cor azul esverdeada), hipotensão, coma, anemia hemolítica. Crianças são susceptíveis ao aparecimento de cirrose (hepática).
Ferro - Vômitos sanguinolentos, ulcerações do trato gastrointestinal, acidose metabólica, cirrose (hepática), alterações no sistema sanguíneo.
Selênio - Distúrbio do SNC, incluindo convulsões, paralisia e função motora alterada.
Zinco - Distúrbios gastrointestinais e diarreia.
Bismuto - Perda de apetite, fraqueza muscular, dores reumáticas, diarreia, febre, gengivite e dermatite.
Antimônio - Rinite, faringite, traqueíte, enfisema pulmonar.
Vanádio - Bronquite, broncopneumonia, náusea, vômito, dores abdominais, depressão nervosa.

Fonte: http://www.alphalixodigital.blogspot.com/

Autor(a): Carol Evangelista

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