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Apreensão

Contexto Político Comentários 01 de abril de 2010

“Há alguma coisa no ar e não são os aviões de carreira”. A célebre frase do inesquecível, e incomparável, “Barão de Itararé” pode, muito bem, ser aplicada nos dias de hoje e interessa, muito diretamente, aos anapolinos.


“O ontem é um cheque usado. O amanhã é uma nota promissória. O hoje é o único dinheiro que você tem. Gaste-o com sabedoria” (Kay Lyons)

Apreensão
“Há alguma coisa no ar e não são os aviões de carreira”. A célebre frase do inesquecível, e incomparável, “Barão de Itararé” pode, muito bem, ser aplicada nos dias de hoje e interessa, muito diretamente, aos anapolinos. A Prefeitura de Aparecida de Goiânia, dentro do maior quieto, está ativando o projeto que prefere chamar de “aeroporto executivo”. Só que, este “aeroporto executivo” de acordo com informações confiáveis, teria, pelo menos, três mil metros de pista, numa área de 30 alqueires. Daí, a pergunta: Para que um aeroporto executivo com uma pista desse tamanho? Tem mais: na região do Aeroporto de Aparecida está reservada uma área de 10 mil metros quadrados, para a construção de armazéns.
É preciso dizer mais alguma coisa? Uma pista de três mil metros de extensão e dez mil metros de armazéns, só serve para aeroporto de cargas. E, dizem, o Prefeito Maguito Vilela já teria conseguido R$ 25 milhões para começar a obra. Verdade ou não, isto incomoda, pois se Aparecida sair na frente, será o fim do aeroporto de cargas de Anápolis e da plataforma multimodal. Sobre o aeroporto de Anápolis, tem-se como certo que, se não for feita a licitação até o dia 4 de junho, “já era”. Só no próximo governo. Se houver interesse. E, fica a pergunta: por onde andam nossas lideranças?

Áreas do Daia
Marcos Abrão, presidente da Companhia dos Distritos Industriais de Goiás (Goiasindustrial) disse que o Governo está reavendo, via judicial, muitas áreas destinadas a empresas que apresentaram projetos de implantação no Daia, mas que nunca providenciaram as obras. Segundo Abrão, semanalmente seu gabinete recebe, em média, cinco representantes de empresas interessadas em vir para Anápolis. O grande problema é que não há áreas disponíveis. Por conta disso, o Governo está encaminhando proposta de desapropriação de áreas para ampliar o Daia.

Prontinhos
Akyra Yoshikawa, da CAOA/Hyundai, garantiu que centenas de veículos modelo Tucson montados totalmente em Anápolis já estão prontos para irem às lojas e exposições. Aguarda-se, apenas, o esgotamento dos modelos importados, o que deve acontecer, no máximo, até junho.

Estranheza
Muita gente estranhou a ausência do deputado Rubens Otoni e do Prefeito Antônio Gomide, na recepção à representante da CACEX, Lytha Spíndola, terça-feira, 30, no Daia. O Prefeito foi representado pelo secretário Mozart Soares Filho (Desenvolvimento Econômico). Rubens nem mandou representante.

É Marconi
A senadora Lúcia Vânia (PSDB) disse que os lançamentos de Íris Rezende (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PR) esta semana, não significam a definição do quadro de candidatos ao Governo de Goiás para as eleições de outubro. Para ela, ainda haverá muita surpresa. Mas, garante: o PSDB vai, mesmo, de Marconi Perillo.

No Senado
A senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), em discurso na tribuna do Senado, fez uma divulgação positiva de Anápolis. Ela destacou que o município se situa numa região privilegiada, sendo que, ao seu redor, num raio de pouco mais de 1,2 mil quilômetros, encontra-se 75% do mercado consumidor brasileiro, além de possuir boa infraestrutura de transportes em rodovias e ferrovias, inclusive, lembrando que a cidade será o marco zero da Norte-Sul. Também destacou o Porto Seco como elemento de apoio fundamental ao processo de industrialização em Goiás.

Mineiro
Enquanto governistas fazem festa em torno da candidatura de Vanderlan Cardoso, o senador Marconi Perillo, debaixo de um quieto, reuniu quase três dezenas de prefeitos do PP (partido do governador Alcides Rodrigues), em Brasília. Pré-candidato pelo PSDB, Marconi vem trabalhando intensamente nos bastidores, inclusive, com uma maratona de visitas aos municípios fazendo corpo-a-corpo com lideranças.

Desincompatibilização
O governador Alcides Rodrigues terá, nos próximos dias, que dedicar boa parte de sua agenda para recompor os cargos que ficaram vagos em seu governo, com os auxiliares que irão disputar as eleições em outubro próximo. A baixa inclui oito secretarias e oito diretorias de agências, diretorias e empresas de economia mista. Dos anapolinos que integram o staff de Alcides, Sérgio Caiado, que é filiado ao PP e ocupa a pasta de Infraestrutura, saiu do cargo e deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Desincompatibilização II
Deixam a equipe de Alcides: Deivison Costa, Lamis Cosac, Laudeni Lemes (Secretaria Extraordinária); Túlio Isac (Secretaria Extraordinária de Comunicação), Ernesto Roller (Segurança Pública), Flávia Morais (Cidadania e Trabalho), Joel Santana Braga (Ciência e Tecnologia), Sérgio Caiado (Infraestrutura), Barbosa Neto (Goiás Turismo), Edivaldo Cardoso (Ceasa), Nara Luiza de Oliveira (Diretora da Iquego), Silmara Vieira (Agência de Habitação), Francisco Gedda (Metrobus); Solano Alves Pimenta e Sandoval Moreira (Diretoria do Detran),e Talles Barreto (Agência de Esporte e Lazer).

Ausência
O secretário de Segurança Pública, deputado Ernesto Roller, também deixou o cargo. Pode disputar a eleição para deputado federal pelo PP, ou, então, disputar a reeleição para a Assembleia. Para Anápolis, a saída de Roller pode até, de certa forma, ser comemorada, já que o secretário nunca se demonstrou um entusiasta das causas do município. Prova disso, foi o projeto de construção do presídio que ficou repousando em sua gaveta, mesmo o município tendo doado área. Fica a expectativa de quem assumirá o seu “posto”.

Baixas no Planalto
O presidente Lula contabiliza várias baixas em sua equipe. Dez ministros estão deixaram os cargos para concorrer a cargos eletivos no pleito de outubro. Dentre eles, Dilma Rousseff, da Casa Civil, que vai concorrer à Presidência da República. A lista tem, ainda, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, Geddel Vieira (Integração Nacional), Tarso Genro (Justiça), Edison Lobão ( Minas e Energia), Celso Amorim (Relações Internacionais), Carlos Minc (Meio Ambiente), Edson Santos (Igualdade Racial), Reinhold Stephanes (Agricultura), José Pimentel (Previdência), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Alfredo Nascimento (Transportes).

Iris vai...
A indefinição do prefeito de Goiânia foi quebrada com o anúncio, em clima de festa, no Master Hall, de sua pré-candidatura ao governo na aliança PMDB-PT. Durante vários dias, ele vinha discutindo com os auxiliares próximos e lideranças de seu partido, as implicações de deixar o Paço. Acabou sendo convencido de que o melhor caminho seria mesmo ingressar na disputa ao Governo. Iris sabe que terá pela frente uma disputa árdua, tendo como um dos adversários, o senador Marconi Perillo, do PSDB, que assim como ele (Iris) também possui a experiência de já ter governado Goiás. O que conta a favor do peemedebista deverá ser a influência do presidente Lula, que terá em sua candidatura, um ponto de apoio importante no estado. É toma lá, dá cá.

Meirelles...???
Se de um lado Iris Rezende conseguiu livrar-se da dúvida, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ainda não sabe o seu destino. Pelo menos, até o final da tarde da última quarta-feira,31, o mais certo é que ele permaneceria no Banco Central, inclusive, atendendo a um pedido feito pelo presidente Lula. Mas, pediu prazo para refletir sobre a questão e tem até esta sexta-feira para decidir o seu futuro. Pelo que ficou no ar, parece distante a proposta de Meirelles sair como vice na chapa presidencial encabeçada por Dilma Roussef. Disputar o governo estadual, a esta altura, seria quase impossível, diante o lançamento da pré-candidatura de Iris Rezende. Restaria, então, a alternativa de disputar uma vaga no Senado.

Gloriosa2010
Já se vão 46 anos desde que os militares tomaram o poder no Brasil, em 31 de março de 64. A data, comemorada por muitos anos, hoje nem sequer é citada. A “Revolução de Março”, que muitos preferem chamar de “golpe militar”, depôs o presidente João Goulart, que já era vice de Jânio Quadros, que havia renunciado com oito meses de mandato. Na quarta-feira, 31, alguns lampejos saudosistas daquela época, ainda chegaram a ser ouvidos no Congresso Nacional. Em Goiás, a “revolução” cassou, dentre outros, o então Governador Mauro Borges Teixeira.

Mesmo número
Ao contrário de muitos políticos que costumam trocar de telefone, como se estivessem trocando de camisa, possivelmente para se verem livres das “incômodas chamadas fora de hora”, o Prefeito Antônio Gomide (PT) mantém o número de origem, desde quando era vereador. E, é bom lembrar que é telefone particular, cuja conta é paga pelo próprio Gomide. Quem sabe, um exemplo para muitos que se omitem quando o assunto é contato com a comunidade que representam.

Autor(a): Nilton Pereira

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