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Apneia representa riscos graves e precisa ser tratada

Saúde Comentários 19 de junho de 2014

Doença é comum entre milhares de brasileiros. De acordo com o especialista Rogério Caiado, muitos nem sabem que a têm


Sonolência diurna; pegar no sono rapidamente; dores de cabeça frequentes, fadiga e, ronco, podem estar sinalizando que algo durante o sono não vai bem. A síndrome da apneia do sono é uma doença que acomete um grande número de brasileiros. O distúrbio, se não diagnosticado e tratado, pode representar diversos riscos como o desenvolvimento de doenças cardíacas, além de, afetar as atividades cotidianas.
O especialista no assunto, otorrinolaringologista e cirurgião de cabeça e pescoço, Rogério Caiado, explica que vários fatores podem causar a apneia em um indivíduo, como a obesidade, consumo de bebidas alcoólicas durante a noite, uso de medicamentos para dormir, fatores obstrutivos das vias aéreas, alteração da arcada dentária, dentre outros.
A síndrome da apneia obstrutiva é um dos distúrbios do sono mais comuns. Durante a noite, enquanto está dormindo, a pessoa para de respirar por alguns segundos. A falta de oxigenação a leva a interromper o ciclo do sono por várias vezes, sem perceber. Por isso, no dia seguinte, a sensação é de que não descansou, apesar de haver dormido. “Em sua totalidade, a apneia está associada ao ronco, mas nem todo ronco é apnéia. Tem paciente que tem o ronco muito alto. Isso incomoda e causa até problemas familiares. Existe tratamento para o ronco também”, explica o médico.
De forma que, existem diversos fatores a serem analisados para se chegar ao diagnóstico da síndrome da apnéia. Ainda, o distúrbio tem diferentes graus que variam entre leve, médio e grave. Cada um deles tem tratamento específico que pode variar entre aplicações de injeções, cirurgias, aparelho intra-oral ou o uso do CPAP - um aparelho noturno que através de uma máscara nasal, fornece uma pressão de ar suplementar que mantém a via aérea aberta. “É importante que, diante dos sintomas, as pessoas procurem um especialista da área para que o diagnóstico seja feito de forma correta. Cada gravidade tem seu tratamento. Isso muda a vida deles, de tal forma, que eles começam a perceber a importância de uma noite bem dormida”, lembrou o especialista.
Ainda, segundo ele, para o diagnóstico é realizada a aplicação de um questionário, com perguntas sobre a sintomatologia, e a polissonografia, um exame em que o paciente é monitorado por toda a noite e mede quantas vezes por hora ele deixa de respirar e interrompe seu sono. O indivíduo pode chegar a despertar uma vez a cada minuto, por faltar oxigenação, e interrompe o ciclo reparador do sono em cada uma delas. “O maior medo da população é morrer durante o sono. A mulher chega com o marido no consultório, desesperada, com medo de que ele morra enquanto dorme. Mas, esse risco é muito baixo. Quase não existe essa chance, porque quando ele entrar no grau máximo de falta de oxigênio, vai acordar e respirar de novo. Mas, o problema não é imediato e, sim, essas noites mal dormidas. A doença pode desencadear outros problemas graves de saúde: acidente vascular encefálico, infarto agudo miocárdio e causar maior dificuldade para se tratar de doenças como a hipertensão”, alerta Caiado.
Existem, também, outros distúrbios do sono como a insônia; o sonambulismo; narcolepsia; síndrome das pernas inquietas, dentre outros. Todas essas doenças precisam da atenção de um especialista para se chegar ao tratamento correto.

Autor(a): Wanessa Mereb

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