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Aparecida de Goiânia pode sair na frente com Plataforma Logística

Economia Comentários 03 de junho de 2016

Município, também, prepara implantação de uma unidade alfandegária e de mais um distrito industrial para acolher novos empreendimentos fabris


O Município de Aparecida de Goiânia sai na frente e viabiliza a sua plataforma logística, um complexo semelhante ao que foi idealizado para Anápolis. Diferentemente daqui, onde o projeto ainda esbarra na burocracia e na falta de vontade política.
Na última terça-feira, 1º, o Governador Marconi Perillo (PSDB) esteve em Aparecida de Goiânia, onde foi recebido pelo Prefeito Maguito Vilela (PMDB) e por representantes do Grupo MC Construções (CRX MC) para tratar da criação do Complexo Logístico Industrial e Alfandegário (CLIA), o qual, segundo foi anunciado, contará com 1,8 milhão de metros quadrados de área.
O CLIA abrigará três projetos, sendo o polo atacadista, o polo logístico e o polo hortifrúti. A área do complexo está localizada na região Leste de Aparecida, próxima ao aeroporto executivo, do CREDEQ, da UFG, dos polos industriais “José Alencar”, DAIAG, DIMAG e do Complexo Industrial que está sendo implantado pelo Estado de Goiás. A parceria entre Aparecida e Governo, se dará na doação de área do Estado para a prefeitura, que o repassará para a iniciativa privada. O Governador, inclusive, determinou ao presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (CODEGO), Júlio Vaz, que participou da reunião, agilidade no processo de concessão da área pertencente ao Estado. Marconi e Maguito acertaram de fazer uma nova reunião para formalizar a parceria por meio de protocolo de intenções.
Com a criação do complexo logístico, Aparecida abrigará um entreposto aduaneiro, dando condições ao Município de importar, exportar e armazenar, em recinto alfandegado de uso público, com incentivos fiscais e controle da Receita Federal. Uma aduaneira nos moldes do Porto Seco Centro Oeste. Inclusive, foi justificado pelo Prefeito Maguito Vilela, que o CLIA deverá complementar as atividades do Porto Seco de Anápolis.
Segundo o presidente do Grupo MC Construções, Celco Narciso, o tempo estimado para finalização do projeto e início das obras deve ser de três anos. A maior parte da área, localizada às margens da BR-153, próxima ao Distrito Industrial de Aparecida de Goiânia (DAIAG), é propriedade privada e está em processo de compra pela empresa.
O Governo do Estado, também, auxiliará na busca por agilidade na implantação do Contorno Viário de Goiânia, que desafogará o trânsito da BR-153 no trecho entre Hidrolândia (a dois quilômetros de Aparecida de Goiânia) e a Polícia Rodoviária Federal, saída para Anápolis. Ele terá 42 quilômetros de extensão em pista dupla iluminada. O governador informou que telefonou ao presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para tratar da aceleração do processo.
“Se atuarmos para valer, vamos conseguir começar logo as obras de construção do Contorno e viabilizaremos a construção do CLIA”, afirmou Marconi, que se declarou entusiasta do projeto. “É um projeto muito sólido, que alcançará a demanda reprimida por um centro que reúna indústrias, além dos mercados atacadista e hortifrutigranjeiro. E, ajudará, muito, Goiás na industrialização”, disse.


Em Anápolis, espera já dura uma década e meia

Conforme matéria recente publicada pelo Jornal Contexto, na edição de número 555 (29 de janeiro a 04 de fevereiro de 2016) os primeiros marcos legais da chamada Plataforma Logística Multimodal de Goiás datam de 2001. Já se vão 15 anos desde a edição da lei nº 13.919/2001, dispondo sobre a criação do Polo de Serviços Tecnológicos Avançados do Estado de Goiás, e da lei nº 14.040/2001, autorizando o Estado a implementar a referida Plataforma, leis estas que foram os “embriões” do projeto, nascido de discussões dentro das entidades que representam o setor produtivo.
Em 2002, a lei nº 14.293 autorizou a desapropriação de área para a Plataforma Logística (uma gleba, hoje, totalizando 6.967.790 metros quadrados). E foi, também, editado o Decreto 5.582, declarando a área como de Utilidade Pública, para fins de desapropriação. Adiante, a área foi adquirida e incorporada ao patrimônio do Estado.
No ano seguinte, ou seja, em 2003, foi publicada a Lei nº 14.425, alterando o nome do projeto da Plataforma Logística Multimodal de Anápolis para Plataforma Logística Multimodal de Goiás. E, em 2004, a Lei nº 14.754 autorizou o Estado a instituir, sob a forma de sociedade em ações, a empresa Plataforma Logística de Goiás S/A.
O primeiro marco físico ocorreu no ano de 2007, com a entrega da infraestrutura básica da primeira etapa, abrangendo: pavimentação asfáltica; drenagem, implantação de serviços de água e esgoto e de energia elétrica e telefonia. De 2007 para cá, não houve novos investimentos nesta área delimitada para a Plataforma Logística.
Em 2013, foi lançado o edital nº 003, de licitação da concessão para a implantação, construção, manutenção e operação da Plataforma Logística Multimodal, com sede em Anápolis. No dia 08 de janeiro de 2014, foi divulgado o aviso de suspensão da licitação. E, de lá para cá, aguarda-se, ainda, a abertura de um novo procedimento.

Autor(a): Claudius Brito

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