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Aparecida de Goiânia já pode ter seu aeroporto funcionando em 2020

Política Comentários 14 de outubro de 2016

Empreendimento de cerca de R$ 100 milhões deve fazer com que a Cidade aumente o seu potencial de atração de investimentos


Segundo dados de 2016 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Goiás tem 1385 aeronaves, a nona maior frota do País. Nos últimos seis anos, o mercado goiano da aviação civil cresceu 42%. Em 2010, o número de aviões era 975. Nesse cenário, Goiânia se destaca como uma das principais referências nacionais em manutenção e serviços de aviação. De acordo com a Anac, existem hoje no Estado 40 empresas de manutenção com certificação válida. Destas, 33 estão situadas em Goiânia.
De olho neste forte mercado local para aviação, as empresas Tropical Urbanismo e Incorporação, Innovar Urbanismo/Aeroar e CMC/BCI investem no Antares Aeródromo Executivo, que será implantado na região leste de Aparecida de Goiânia. O município, que tem posição geográfica estratégica, no coração do Brasil, é apontado como importante polo de desenvolvimento do Estado. A pedra fundamental do empreendimento tem lançamento previsto para o final de novembro.
Serão investidos no Antares Aeródromo Executivo, que será apresentado comercialmente no primeiro semestre de 2017, cerca de R$ 100 milhões. As obras do aeródromo terão início no final do ano que vem, gerando 2500 empregos diretos. Já as operações devem começar em 2020. Serão ofertados 498 lotes com área média de 1 mil m2 cada, voltados para a construção dos hangares particulares.
O novo aeroporto ocupará 409 hectares. Na área, estão previstos hotel, pista para decolagem e pouso com 2 mil metros, estação de embarque e desembarque, espaço para helicóptero, pista de acesso aos hangares e estacionamento para visitantes. O modelo de Aparecida, que segue o conceito de Aerotrópolis, é comum nos Estados Unidos, mas ainda pouco visto no Brasil.
O arquiteto e urbanista Luiz Fernando Cruvinel Teixeira, o Xibiu, responsável pelo projeto do Antares, conta que está trabalhando agora no zoneamento de segurança de voo. “Vai ter lugar ao redor do aeródromo que a altura de edifícios não poderá ultrapassar 15 metros. O primeiro raio de segurança é de 4 km. E, depois desse, tem outro de 1,5 Km”, revela.

Economia
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, acredita que o aeroporto é necessário para alavancar o desenvolvimento econômico e social da cidade, do Estado e do País. “Por isso, apoiamos a ideia desde o início. Buscamos a autorização junto a Anac e conseguimos porque o projeto é viável e importante para a região. Com o aeroporto executivo, Aparecida, que é uma das dez melhores cidades para os negócios, conforme pesquisa publicada na Revista Exame, vai voar ainda mais longe e abrir novos caminhos para o desenvolvimento", aposta.
Quem também está confiante no progresso da região é o empresário Paulo Roberto da Costa, diretor da Tropical Urbanismo e Incorporação. “Com localização geográfica privilegiada, Aparecida tem tudo para se tornar um polo para empresas de manutenção e, quem sabe, de fabricação de aeronaves. Provavelmente, isso fomentará também a geração de mão-de-obra altamente qualificada. Neste sentido, a boa notícia é que a Universidade Federal de Goiás está construindo um campus ao lado do aeródromo, o qual oferecerá curso de Engenharia de Transportes. Quando entrar em operação, o Antares deve empregar 3500 profissionais”, adianta.

Sítio aeroportuário
O decreto municipal que transforma em Área de Utilidade Pública todo o terreno destinado à implantação do sítio aeroportuário, ou seja, pista, hangares e parte logística que garantirão o pleno funcionamento do aeródromo, foi assinado em fevereiro de 2014, pelo prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB). Mas, antes disso, em março de 2013, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já havia autorizado a construção do empreendimento.
O documento da Anac determina que, ao final da construção, o município deverá encaminhar um termo de Notificação do Término da Obra e realizar o pedido de inscrição no cadastro de aeródromos para a abertura ao tráfego aéreo do novo aeroporto. Todo o processo de implantação do Antares será inspecionado pela Anac e outros órgãos competentes.
“A Anac tem uma política de restringir o acesso das aeronaves executivas aos aeroportos tradicionais para evitar aumento no trânsito. Nessa direção, a Agência Nacional abriu a oportunidade para aeródromos particulares no País que deverão contar com todos os equipamentos presentes nos grandes aeroportos. Assim, nos próximos anos, tudo indica que os proprietários de aviões e as empresas de manutenção com hangar no Santa Genoveva acabarão migrando para o Antares, principalmente em função do custo”, observa Xibiu.

Autor(a): Da Redação

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