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APAE comemora a Semana do Excepcional

Comportamento Comentários 21 de agosto de 2009

Desde 1964, acontecem eventos no sentido de conscientizar indivíduos e sociedade, sobre como lidar com o excepcional. Neste ano, o tema é acessibilidade


A Semana Nacional do Excepcional é celebrada no Brasil pelas APAEs sempre no período de 21 a 28 de agosto, desde 1964. Há 45 anos essa semana vem oportunizando um esforço nacional no sentido de conscientizar e sensibilizar a sociedade nas três esferas: estadual, municipal e federal; sobre os direitos fundamentais da cidadania plena da pessoa com deficiência.
“Neste ano a rede apaeana adotou um tema específico à nossa clientela, Quebre a resistência, tome uma atitude: construa acessibilidade para a pessoa com deficiência intelectual”, explicou a coordenadora da Escola Maria Montessori, Valdeci Gonçalves Dutra. “Nós estamos vivendo e discutindo a inclusão social em nosso país”. O tema escolhido é extremamente útil para orientar os trabalhos de mobilização, justamente, porque enfoca especificamente a deficiência intelectual e múltipla. O objetivo desse tema é sensibilizar a sociedade para uma mudança de atitude, tanto de forma individual, como de forma coletiva, pois, para construir atividades para pessoas especiais é preciso romper com a resistência, entendendo e enxergando essa pessoa na sua capacidade real. “Não basta apenas a construção de rampas, a adequação dos espaços físicos, do currículo, é preciso que estejam incorporados nas pessoas valores como tolerância e respeito. Para que a inserção da pessoa com deficiência aconteça de forma efetiva”.
Com base nesse tema a APAE Anápolis estará realizando diversas ações de fortalecimento do vínculo familiar, além de um encontro com os profissionais de educação da rede pública estadual e municipal, além da rede particular. Haverá, ainda, um encontro com os departamentos de recursos humanos das empresas do DAIA, divulgação, campanhas e eventos. A expectativa é que, em todas essas ações, o tema seja bem explorado e contribua para que a pessoa com deficiência possa conquistar e assumir o seu lugar de sujeito na sociedade. “Esperamos que o desafio deste ano, seja assumido por todos. No sentido de lutarmos por melhores condições de acessibilidade da pessoa com deficiência intelectual e múltipla”, comentou Valdeci Gonçalves Dutra. “E assim, neste processo, participaremos da construção de uma cultura pessoal e coletiva no sentido de mudança de atitude, de contribuir de forma efetiva para que a inclusão aconteça de fato”.

Escola Maria Montessori
A Escola Maria Montessori atende hoje a 466 alunos. São oferecidas duas modalidades de ensino, a educação básica - onde se trabalha a estimulação precoce (de 0 a 3 anos), a estimulação essencial (de 4 a 14 anos) e a estimulação permanente (acima de 14 anos). Dentro da estimulação essencial há o atendimento educacional especializado para os alunos que já estão inseridos na rede regular de ensino e frequentam a APAE apenas para receberem suporte educacional. E as salas especiais, que abrigam os alunos que ainda não estão na rede regular. Dentro da estimulação permanente, está o projeto de Atividades de Via Diária - AVD. Trata-se de uma casa que será adequada para receber os alunos, e onde eles terão aulas que simularão as situações do cotidiano. No ambiente da cozinha, por exemplo, os alunos aprenderão a manusear objetos cortantes e eletrodomésticos, cuidados de higiene e outros. “São, todas, atitudes simples, mas que viabilizarão ao aluno mais independência no dia-a-dia”, explicou a coordenadora. A outra modalidade de ensino é a educação profissional, que hoje funciona em período integral.
Para o ano de 2010, já está elaborada a proposta de um novo projeto que trará programas educacionais específicos para cada faixa etária. A Educação Profissional, por exemplo, no próximo ano, passará a se chamar Formação Inicial para o Trabalho.
Segundo Valdeci Gonçalves Dutra, o projeto de Inclusão Social, abordado em maio pelo CONTEXTO, e que busca integrar excepcionais ao mercado de trabalho, já tem produzido frutos. “Eles se tornam mais independentes, aprendem a administrar seu próprio dinheiro, enfim, começam a exercer a cidadania de fato”. Neste ano, já são 17 os alunos inseridos no mercado formal de trabalho. Depois da inserção existe, ainda, acompanhamento sistemático desses alunos por parte da psicóloga e dos coordenadores da educação profissional. A APAE se disponibiliza, também, a ministrar palestras junto aos funcionários das empresas, no sentido de prepará-los sobre como lidar com a excepcional. “Existe certo protecionismo em excesso, e esse não é o caminho para ajudá-los”, esclarece.
Para a coordenadora o tema da Semana deste ano, está estreitamente ligado ao projeto desenvolvido pela APAE Anápolis, pois ambos tratam de inclusão. Todo ano a Federação Nacional das APAEs lança um tema que oriente os trabalhos desenvolvidos pelas escolas. “Geralmente esse tema vêm para atender às necessidades do momento e que são comuns a todas as APAEs. Isso ajuda a investir na capacidade dos nossos alunos para que eles possam desenvolver independência”, explica.

Programação
A programação da Semana iniciou na quinta-feira, 20 de agosto, “O dia da família na escola” abriu os trabalhos promovendo uma manhã de integração. As famílias foram recebidas na Escola “Maria Montessori” que ofereceu atividades na área pedagógica, de saúde e assistência social. Além de orientação jurídica, corte de cabelos, exames preventivos e momentos de lazer. Já dos dias 23 a 26, acontecerão as Olimpíadas Estaduais da APAE, em Goiânia. No dia 24 os pais e funcionários da instituição participarão de uma palestra sobre o tema da Semana. No dia 26 o encontro é com os encarregados do DAIA e o tema abordado será “Inclusão e mercado de trabalho”. Os profissionais da rede de educação terão sua vez no dia 27. Fechando os trabalhos, o Churrasco Beneficente acontecerá, no domingo, dia 30. O ingresso custa R$60,00 e dá direito a uma mesa com quatro lugares. Cada mesa tem direito a dois quilos e meio de carne, com acompanhamentos variados à vontade. Lugares adicionais nas mesas custam R$10,00 por pessoa. Os ingressos poderão ser adquiridos no laboratório da APAE, ou na Escola “Maria Montessori”.

Autor(a): Carolina Umbelino

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