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Aos 57, motociclista representa Anápolis no campeonato nacional

Esportes Comentários 10 de abril de 2015

De fraturas a pódios, Celso Luís Moreira já passou de tudo. No estilo Supermoto, em que é especialista, a idade é só um ingrediente a mais para turbinar o seu gosto pelo motociclismo.


Celso Luís Moreira, de 57 anos, deixa para trás, literalmente, comendo poeira, muitos novatos do motociclismo. Na categoria Supermoto, um misto de Off Road (pista de terra) e Motovelocidade (asfalto), ele carrega o título de campeão brasileiro, feito obtido em 2012. Agora, se prepara para disputar, neste ano, o brasileiro e o goiano, que terão etapas realizadas em Anápolis. O que mais impressiona neste motociclista é a disposição e a paixão pelas motos.
Aos 12 anos, subiu “escondido” de seu pai em uma motocicleta. E, a partir dos 16, começou a participar de Off Road, trilhas e enduros. Em 1980, ganhou o Enduro das Praias, na Praia de Guaratuba, em Bertioga (SP). Na ocasião, Celso fazia sua primeira corrida. Ele é natural de Bela Vista de Goiás, de onde, aos seis anos de idade, mudou-se com a família para São Paulo (SP). Aos 38, após ter passado oito anos nos Estados Unidos, veio para Goiás, tendo morado durante três anos em Goiânia, até se mudar, em 2004, para Anápolis.
E, foi aqui que ele se projetou no cenário nacional do motociclismo. “Era mais diversão do que competição em São Paulo. Não tinha um compromisso igual foi aqui em Anápolis”, explica. Apesar disso, Celso afirma que o reconhecimento é maior em terras paulistas: “Eu chego em São Paulo, em corrida, todo mundo me conhece. Aqui não”.
Convidado para competir por Goiás, ele passou a disputar importantes campeonatos nacionais. E foi em terras goianas que se sentiu mais livre para conduzir sua máquina. “A primeira coisa que eu senti: que eu adoro o Off Road, a trilha. Em São Paulo, tinha que colocar uma moto dentro da caminhonete, andar duas horas, correndo risco de ser assaltado para, só depois, começar a andar. Em Goiás eu sento na moto na garagem da minha casa e, em dez minutos, estou em uma trilha”.
Em 2007, foi iniciado no Estado um movimento de motociclistas para o fortalecimento da categoria Supermoto. Este estilo, em terra e asfalto, nasceu nos Estados Unidos. As motocicletas são adaptadas para os dois ambientes, com rodas e pneus de motovelocidade e o corpo da moto para Off Road. “Precisava de gente para formar grid”, explica sobre a falta de pilotos para este estilo àquela época. “Eu acredito que o mais novo tinha quarenta e sete anos. A gente até falava que era a categoria slow motion (em baixa velocidade)”, brinca.
No 1º Campeonato Goiano de Supermoto, em 2007, Celso terminou em 3º lugar. Em 2008, foi vice-campeão. A partir daí, se deu conta de que poderia alçar voos mais altos. E, começou nos campeonatos nacionais. Em 2012, na etapa do brasileiro em Mirandópolis (SP), sofreu um acidente. “Na tomada de tempo, eu caí, fraturei o pulso. Corri quebrado, peguei pódio e vim engessar em Anápolis”, relembra. Naquele ano, ele foi o campeão.
Paixão
“Esta história do Supermoto em Goiás, representando Anápolis, foi, eu diria, a mais bonita, mais interessante, mais competitiva, mais empolgante. Ela foi tudo na minha carreira de moto”, declara sobre seu amor e motivação pelas motocicletas.
O ano de 2012 foi um dos melhores para ele. “Acho que foi mais produtivo, em termos de competição, na minha carreira de motos”, considera. Sagrou-se campeão brasileiro na categoria SM 2 e vice-campeão na SM 3. E, ainda, vice-campeão goiano nas categorias SM 3 e na Força Livre. Ele se orgulha pelas conquistas e por seguir “levando Anápolis” por onde compete. Celso recebe patrocínio e apoio de empresas locais.
O piloto ainda se lembra de uma corrida internacional realizada em Bauru (SP), em dezembro de 2012. Na ocasião, foram convidados motociclistas da Europa, América do Sul e outros continentes. Ele havia conseguido o custeio de sua hospedagem e inscrição, mas, não tinha os recursos financeiros do combustível da moto. “Teve uma pessoa de uma empresa de transportes de carros - eu não vou falar o nome dele, porque ele é o motorista, ele que me ajudou - que ficou sabendo, foi lá e falou: ‘olha, vou te dar cinquenta contos (reais) para o pedágio’. Foi lá e ajudou. Eu me emociono com isso. Foi a ajuda que eu ganhei”, relata em prantos.
Nas proximidades do Campeonato Brasileiro, cujas etapas ocorrerão em São Paulo (17 de maio), Anápolis (19 de julho) e Florianópolis-SC (29 de novembro), a necessidade de um patrocinador é uma preocupação de Celso Moreira. Cada etapa custa em torno de R$ 6 mil. O Supermoto “não é um esporte profissional ainda e, por isso, é um esporte marginalizado”, que não atrai o interesse de financiadores. Apesar disso, ele está confiante e espera representar o Estado de Goiás no Nacional. “Goiás é um dos estados - com exceção de São Paulo, que tem uma população enorme - que mais tem pilotos de motos”, enfatiza. Ele conta que está parado, sem correr, desde 2012, por problemas de saúde. Atualmente, possui duas motos: uma Yamaha Tornado 420 CC e uma DT 200 CC. “Em 2015, estou de volta!”, conclui. Até agora, está definida, apenas, uma das etapas do Campeonato Goiano de Supermoto, em Anápolis, no dia 19 de julho.

Autor(a): Felipe Homsi

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