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Anuário aponta estabilização da taxa de homicídios

Violência Comentários 14 de novembro de 2014

Variação na taxa de homicídios em Goiás ficou estável de 2012 para 2013


O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2014, divulgado nesta terça-feira, dia 11, pelo Fórum Brasileiro de Segurança, demonstra que Goiás conseguiu estabilizar as taxas de homicídios no ano passado em relação a 2012. De acordo com o levantamento, Goiás registrou uma taxa de 39,9 homicídios por 100 mil habitantes em 2013. Em 2012, a taxa foi de 39,4. Um estudo desse mesmo Fórum de Segurança confirma que Goiás investe, proporcionalmente, seis vezes mais em Segurança que a União.
Treze unidades da federação tiveram aumento nas taxas de homicídio em 2013. Em Goiás, a variação na taxa foi de 1,2%, segundo o Anuário. Outros 11 Estados tiveram variação maior que a de Goiás. Entre eles, os destaques foram o Rio Grande do Norte, com crescimento de 93,2% na taxa de homicídios por 100 mil habitantes de 2012 para 2013, Roraima (elevação de 50,8% na taxa), Ceará (16,5%) e Rio de Janeiro (15,1%).
O Anuário Brasileiro de Segurança 2014 contabilizou 2.426 homicídios dolosos em Goiás durante o ano de 2012. Em 2013, o número foi de 2.576. No Brasil, o número total foi de 50.241 homicídios em 2012 e de 50.806 no ano seguinte. Ainda de acordo com o Anuário, Goiás está no conjunto de Estados inseridos no Grupo Um do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e Sobre Drogas (Sinesp), criado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para padronizar e qualificar a coleta de dados do setor no Brasil. O Grupo Um inclui Estados com dados considerados de alta qualidade. No Grupo Dois, estão as Unidades da Federação com menor acuidade nas informações.

Atualização de dados estatísticos em tempo real
De acordo com o secretário da Segurança Pública de Goiás, Joaquim Mesquita, essa avaliação comprova o compromisso da pasta com a agilidade, qualidade e transparência das informações sobre criminalidade no Estado. Goiás ainda avançará ainda mais na confiabilidade dos dados, já que passará a alimentar o Sinesp em tempo real, o que possibilitará que as estatísticas serão atualizadas assim que os Boletins de Ocorrência forem registrados.
Além das taxas de criminalidade, o Anuário da Segurança Pública também estudou as estatísticas do sistema penitenciário brasileiro. Segundo o estudo, o Brasil tinha 537 mil presos e 317 mil vagas. Isso significa uma proporção de 1,7 preso por vaga. Em Goiás, com uma população carcerária de 12 mil detentos, a proporção em 2013 era de 1,6 preso por vaga, a 14ª do Brasil. Essa proporção será ainda menor em Goiás com a conclusão da construção de quatro presídios, que vão criar mais 1.200 vagas no sistema.
Na questão da produtividade das polícias, observa-se uma melhora em dois indicadores: o aumento de ocorrências de tráfico de drogas e apreensão de armas ilegais em 2013. No primeiro caso, o aumento foi de 2,7 mil ocorrências para 3,1 mil. Já no caso de armas apreendidas, o número subiu de 1,4 mil para 1,6 mil de 2012 para 2013.

Salários
O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública demonstra que Goiás se destaca em termos de investimentos no setor. Enquanto a União investiu R$ 41,14 por habitante em Segurança Pública durante o ano de 2013, de acordo com dados coletados na Secretaria do Tesouro Nacional, o Governo de Goiás investiu R$ 236,54 (ou quase seis vezes mais, proporcionalmente). Em relação ao total de despesas realizadas, a União investiu 0,4% em Segurança Pública, enquanto Goiás arcou com 8,6% no ano passado, de acordo com o Anuário.
Em relação à remuneração dos profissionais de Segurança, Goiás também aparece entre os Estados que mais investem. De acordo com o Anuário, o salário inicial de um policial militar goiano era o quarto melhor do Brasil em 2013. Em relação aos policiais civis, a posição no ranking nacional oscilava da 6ª à 8ª posição. Tais colocações, portanto, ainda não refletiam os reajustes concedidos em 2014 e que colocarão os policiais goianos no topo do ranking dos mais bem pagos do Brasil.

Autor(a): Da Redação

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